Apesar de pouco movimento de pessoas e do frio registado, a praia de Carcavelos, Cascais, acolheu uma larga centena de «corajosos banhistas» para o primeiro «banho de mar», do ano.O  primeiro dia de ano funciona como um dia de descanso e repouso na ressaca dos «violentos» festejos da véspera de ano-novo. Início de um novo ciclo, o primeiro dia do ano começa com uma série de promessas de mudança, numa atitude de renovação de vida, e, é precisamente por isso, que centenas de pessoas se reuniram, durante a manhã na praia de Carcavelos, em Cascais, para tomarem o primeiro banho do ano e «limpar» as «coisas más» que sucederam no ano anterior.

Apesar da «coragem» propalada de entrarem «afoitamente» nas águas, apenas menos de metade dos banhistas «arriscou» a entrar no mar para o primeiro mergulho de 2019.

Pelas 9 horas, numa manhã de céu limpo, já alguns arriscavam a molhar o pé e havia até quem mergulhasse e aos poucos, o areal de Carcavelos, a cerca de 20 minutos de Lisboa, foi-se enchendo de pessoas, a maioria reunidas em pequenos grupos, porque o primeiro mergulho do ano «é para a camaradagem».O jornalista Fernando Pessa, que morreu em 1990, foi o grande difusor desta tradição de «tomar o primeiro banho de mar na praia de Carcavelos». Plagiando o conhecido jornalista, atrevemos a exclamar: «E esta …»

Aida, uma das corajosas banhistas, mergulha «todos os anos, desde o Fernando Pessa». A sobrinha, Inês, começou depois disso, arrastada pela «tia esgrouviada da família».

«É para a camaradagem. Ela vai buscar-me e eu venho», contou acabada de sair do mar, garantindo que o mergulho «dá sorte. Estava constipada e até me passou a constipação».Para a ocasião, os banhistas «vestiam» as mais diversas roupagens. Havia pássaros, um Capitão América, camisolas de clubes de futebol ou com a bandeira de Portugal, fatos de banho à antiga e até um dálmata. Vestida com um fato de banho azul como os que se usavam na década de 1920, com touca de pano a condizer, Estela Monteiro, deu hoje o primeiro mergulho do ano pela primeira vez em Carcavelos, uma «loucura, para lavar a alma».

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