ARMAZÉM ALIMENTAR DE ALGÉS AJUDA 900 PESSOAS

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«Todos os meses entregamos cabazes alimentares a 800/900 pessoas», revela o presidente da União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha, Dafundo e Cruz Quebrada, Rui Teixeira.

De modo a suprir situações de emergência alimentar graves, detetadas numa primeira abordagem pelos serviços competentes, a União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha, Dafundo e Cruz Quebrada disponibiliza cabazes alimentares, compostos por bens essenciais, que são entregues mais de 850 pessoas referenciadas, tendo ainda cabazes de emergência para socorrerem aqueles que, por um motivo ou outro, não tem meios para adquirir alimentação.

Rui Teixeira, presidente da União de Freguesias de Algés, salienta que a «pandemia colocou-nos perante uma crise, cujas consequências marcarão as nossas vidas a curto, médio e longo prazo». Neste sentido, a nível local, as Uniões de Freguesias, enquanto órgãos autárquicos de proximidade, tornaram-se ainda mais importantes, já que têm atribuições diretas na resposta às populações.

«Às diversas juntas de freguesias do país têm sido – e virão a ser – exigidas medidas diferenciadas, em função das necessidades específicas dos seus territórios, sem esquecer os problemas que sempre marcaram os quotidianos das suas populações», salienta o edil que é, um dos primeiros, a «arregaçar as mangas» quando é necessário ir para o terreno distribuir bens alimentares ou a confecionar refeições para as famílias mais carenciadas, como já sucedeu recentemente.

Na União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada-Dafundo, que tem contado com o apoio incondicional da Câmara de Oeiras que já «deu cerca de 78 mil euros para ajuda na aquisição de bens alimentares», temos desenvolvido, sempre em colaboração com o município, um programa de solidariedade social para prestar apoio às famílias carenciadas.

Responder a novas necessidades





A crise pandémica obrigou a União de Freguesias a organizar-se para dar algumas respostas às novas famílias que necessitaram/necessitam de apoio, porque alguns membros foram para o desemprego ou entraram no regime de lay-off, que implicou cortes substanciais nos dinheiros disponíveis para responder aos compromissos mensais, adianta o presidente da União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha, Dafundo e Cruz Quebradas.

Contando com a solidariedade de empresas e particulares que doaram alimentos e outros bens essenciais para o Armazém Alimentar, Rui Teixeira refere que estes donativos são «organizados e distribuídos por dois funcionários da União de Freguesias e por 10 voluntários que, mais uma vez, demonstraram um desempenho exemplar».

Neste momento pandémico, o Armazém Alimentar, totalmente requalificado pela União de Freguesias, não pode realizar as quatro recolhas alimentares que realizava anualmente e que lhe permitia angariar cerca de 8 toneladas de bens essências  e, por isso, adquire no Pingo Doce os cabazes alimentares, baseados nas recomendações da nutricionista da União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha, Cruz Quebrada e Dafundo.

Parcerias com diversas empresas

Para além dos apoios que lhe são concedidos pela Câmara de Oeiras, tem parcerias com a Nestlé, Savena, Compal-Sumol, Pingo Doce, entre outros, Rui Teixeira revela que, entre maio e junho, se registou um aumento de 20% do número de pessoas que pediram apoio alimentar.

Mas, uma das características que marca a diferença entre esta e outras instituições semelhantes é que, no Armazém Alimentar de Linda-a-Velha existe um banco alimentar para animais de companhia (cães e gatos), que fornece rações para animais a pessoas com carências financeiras.

Do ponto de vista de Rui Teixeira, o Armazém Alimentar tem conseguido dar uma resposta cabal as novas «realidades sociais que surgiram com o Covid-19» e, inclusivamente, tem distribuído produtos para a higiene pessoal e para a casa, assim como vestuário.

«O nosso problema não é tanto com as pessoas que já estão identificadas e já estão nos planos de apoio do quotidiano, mas com aquelas pessoas que normalmente não precisam e que, tendo em conta o atual momento, estão a precisar do nosso apoio, seja alimentar, seja financeiro», afirma o autarca de Algés.

Segundo o edil, o Armazém Alimentar, até à pandemia, desenvolvia um conjunto de iniciativas, eventos e intervenções – dinamizados na sua grande maioria por voluntários do Banco de Voluntariado – com a colaboração de diversas Instituições, Coletividades e Associações que se encontram sediadas no território.

Nota de Redação:

Por lapso neste artigo sobre o Armazém Alimentar titulámos, inicialmente, que existem 900 Famílias apoiadas pela União de Freguesias, mas, como a própria noticia explica, são assistidas 900 pessoas e não 900 famílias.

Pelo erro apresentamos as nossas desculpas.

O diretor

Mário Rodrigues

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