ARTE URBANA ASSINALA 10 ANOS DE BIP ZIP

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O programa municipal BIP/ZIP fez 10 anos de apoio às populações mais vulneráveis de Lisboa e vai estar a apagar as velas até julho. Durante uma década, a Câmara Municipal de Lisboa investiu diretamente mais de 14 milhões do orçamento municipal neste programa.

A instalação do totem 10 anos BIP ZIP “No Coração a Cidade”, no Jardim do Campo Grande, e uma visita a duas “Pegadas BIP ZIP”: ao Tarujo eu vou!  E à Casa Comunitária da Mouraria, comemorou-se ontem o 10 º aniversário do programa BIP ZIP, que já atingiu mais de um terço da população de Lisboa, com projetos dirigidos para as necessidades concretas dos bairros e zonas de intervenção prioritária (BIP e ZIP), em áreas como a empregabilidade, formação / apoio ao estudo, apoio aos mais vulneráveis, igualdade e cidadania, sustentabilidade ambiental e, mais recentemente, ao combate à pandemia e às suas consequências sociais.

Segundo a vereadora Paula Marques, do pelouro do Desenvolvimento Local e Habitação, o totem “No Coração a Cidade”, da autoria de Rui Pereira, pretende assinalar, simbolicamente, o centro geodésico da cidade, da rede de projetos e mudanças promovidas pelo programa BIP/ZIP de parcerias locais, feito com as entidades dos territórios, irradiando «energia para toda a cidade de Lisboa que tem projetos concretizados por este programa».

Para Paula Marques, o monumento de arte urbana, instalado no Campo Grande, explica que este programa municipal permite «a construção coletiva da cidade, despertando a vontade das pessoas em participar na discussão da cidade».

Para a vereadora, «a energia BIP/ZIP está a contaminar o resto da cidade, permitindo o surgimento de projetos que partem e são executados pela comunidade», com quase quatro centenas de projetos desenvolvidos em 67 territórios BIP ZIP espalhados pela cidade, que ao longo desta década construíram a maior rede de parcerias locais: mais de 1 400 entidades que deram corpo a mais de 2 500 atividades.

A vereadora Paula Marques reafirmou que «a energia local tem de contaminar a vida da cidade» e defendeu «mais e melhor participação em questões estruturais». A autarca pretende, por isso, que esta ferramenta possa vir a ser utilizada em diversos contextos e garante que continuará «a trabalhar para mudar o jogo da cidade».





Desenvolvimento local

Como explicou, o Programa de Parcerias Locais BIP ZIP faz parte das estratégias de desenvolvimento local do Município, dando apoio financeiro ao lançamento de projetos e ideias importantes para as populações e que são desenvolvidos em conjunto pelas entidades locais, muitos dos quais já em fase de sustentabilidade. Para esta ignição de projetos, a Câmara Municipal de Lisboa investiu diretamente mais de 14 milhões do orçamento municipal, a que as próprias parcerias juntaram mais 5 milhões.

A colocação deste totem é o primeiro momento de um circuito de 10 pegadas que vamos assinalar ao longo do programa de evocação desta década BIP ZIP, dando conta da diversidade das intervenções feitas ao abrigo deste programa da Câmara Municipal de Lisboa, que «é já uma referência internacional e está a ser disseminado em diversos países como boa prática comunitária, pelo programa europeu de cooperação territorial URBACT», salienta a autarquia lisboeta em comunicado.

Concurso de curtas-metragens

Entretanto, a Câmara Municipal de Lisboa promoveu um concurso de curtas-metragens, com filmagens a partir de telemóvel, em 10 bairros de Lisboa, no âmbito das comemorações do 10.º aniversário do Programa BIP/ZIP – Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária, com o objetivo de partilhar as perspetivas dos vários bairros de Lisboa, formando um olhar conjunto sobre a cidade”, explicou Maria João, da Apordoc – Associação pelo Documentário, na apresentação da programação comemorativa dos 10 anos do BIP/ZIP.

A exibição pública das curtas-metragens, com duração de cerca de cinco minutos, está prevista para julho, segundo a Apordoc, parceira desta iniciativa da Câmara Municipal.

A vereadora destacou ainda que esta estrutura de arte urbana, constitui um marco físico, com um QR Code, através do qual as pessoas podem ter acesso a todas as informações do programa.

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