BOMBEIROS DE ALGÉS CELEBRAM 120 ANOS AO SOCORRO DA POPULAÇÃO

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Algés, Oeiras, comemorou o seu 120.º aniversário, com batismo dos veículos adquiridos nos últimos 3 anos, a que se seguiu a sessão solene onde foram atribuídas condecorações aos bombeiros e a imposição de uma condecoração da Liga dos Bombeiros Portugueses ao estandarte da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Algés.

Os problemas financeiros com que as Associações Humanitária de Bombeiros se debatem e a necessidade de profissionalização dos bombeiros voluntários foram a tónica principal dos discursos proferidos durante a cerimónia comemorativa dos 120 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Algés, que ontem, sábado, decorreram no quartel desta instituição humanitária.

Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, que foi alvo de vários agradecimentos pelo defesa dos interesses dos bombeiros do concelho, referiu-se à necessidade dos bombeiros voluntários terem uma “melhor preparação física” para terem “folgo para subir uma escada magirus”.

Isaltino Morais, que recordou o papel cultural e social das Associação Humanitárias no século passado, disse “ter plena confiança na preparação técnica dos bombeiros de Oeiras”, tanto no manuseamento dos equipamentos como no combate a todo o tipo de incidentes. Mas, apesar dessa confiança, Isaltino Morais referiu-se à necessidade de os Bombeiros Voluntários realizarem mais simulacros para, depois, quando ocorrer um sinistro estarem mais capacitados para os enfrentar.

O autarca recordou que, para o executivo municipal de Oeiras a proteção de pessoas e bens e, também, do ambiente foram sempre uma grande preocupação. “Temos sete corporações de bombeiros, no concelho, e as questões de segurança têm sido sempre uma prioridade”, salientando ainda que, nos últimos anos, a Câmara “investiu mais de 3 milhões de euros nos bombeiros, tanto em equipamento como na reabilitação de quarteis”.

Para além do presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, a cerimónia contou com a presença de vários vereadores, do presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), brigadeiro- general Duarte Costa, do presidente da União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha, Cruz Quebrada e Dafundo, João Antunes, do representante da LBP, Eduardo Correia, do representante da Federação de Bombeiros de Lisboa, Carlos Gomes, do presidente da Assembleia Geral  e presidente de Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Algés,  respetivamente Carlos Coutinho e Abílio Fatela.





Por seu turno, Eduardo Correia, da Liga dos Bombeiros Portugueses, criticou a verba inscrita na proposta de Orçamento do Estado 2023 pelo Governo que atribui às associações humanitárias de bombeiros 31.704.075 euros. Contudo, “apesar de refletir um aumento de 6,7% em relação ao ano de 2022, é manifestamente insuficiente para compensar o acréscimo de custos que elas tiveram, no presente ano, e terão em 2023, acentuando ainda mais o precário equilíbrio financeiro”, condenou Eduardo Correia, revelando que o valor de cerca de 2 milhões de euros a que corresponde os 6,7 %, não chegará para as Associações Humanitárias pagarem o acréscimo de TSU derivado do aumento do salário mínimo e ajustamentos nos restantes níveis salariais.

Por isso, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) manifesta-se “profundamente preocupada com a estabilidade financeira das AHBV, e considera que a verba, como propôs, num ano de profundos constrangimentos financeiros, não poderá ser inferior a cerca de 34 milhões de euros, considerando os aumentos dos preços dos combustíveis, dos produtos, do Salário Mínimo Nacional em 2022 e dos salários em geral”.

Já o brigadeiro-general Duarte Costa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que reconheceu o papel da Câmara de Oeiras e do seu presidente na defesa dos bombeiros do concelho, destacou a importância das corporações de bombeiros na defesa da vida humana, do património e do ambiente, mas adiantou que, “nos dias de hoje, o país necessita de uma intervenção cada vez mais profissional para salvaguardar a segurança de todos nós”.

Duarte Costa, após salientar que é necessário “criar pontes entre as diversas entidades de proteção civil para assegurar uma melhor proteção da população, considerou que urge “repensar a profissionalização dos bombeiros, tendo sempre como matriz” o voluntariado, sustentada por uma carreira académica media ou universitária.

Do ponto de vista do brigadeiro-general, a estrutura de bombeiros tem que ter um “comando de bombeiros para bombeiros”, porque o “futuro passa por uma maior profissionalização dos bombeiros, com uma carreira coesa e de futuro”.

Para o comandante operacional dos Bombeiros Voluntários de Algés, José Carlos Carvalho, os apoios da Câmara de Oeiras “tem sido exemplares, dotando todas as corporações com equipamentos e veículos” para o cabal desempenho das suas missões.

No entanto, como referiu existem alguns pequenos problemas. Assim, dirigindo-se diretamente a Isaltino Morais, pediu a renovação da frota de veículos de combate aos incêndios urbanos, pois um dos veículos já tem mais de 27 anos. À direção da Associação, José Carvalho pediu melhores condições de trabalho para os operacionais, nomeadamente a requalificação de algumas zonas do quartel.

Abílio Fatela, presidente da Associação, após defender que os bombeiros de Algés têm desempenhado um papel importantíssimo na defesa de pessoas e bens, deixou uma palavra de agradecimento a todos os familiares dos bombeiros, porque “a família é o melhor pilar para ajudar”.

Este responsável afiançou ainda: “todos os homens e mulheres nasceram iguais, mas apenas alguns se tornam bombeiros”.

Por seu turno, Carlos Coutinho, presidente da Assembleia Geral da instituição, que apelou à população para ter uma maior participação na vida dos bombeiros, que as medalhas e a condecoração do estandarte pela LBP “é o reconhecimento do papel desenvolvido pelos bombeiros de Algés em prol da segurança das pessoas e bens”.

Carlos Coutinho, por outro lado, quis expressar o seu reconhecimento pelas empresas que tem apoiado os bombeiros e, por isso, anunciou a “entrega de diplomas de agradecimento às empresas”.

O presidente da União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha, Cruz Quebrada e Dafundo, João Antunes, sublinhou, por seu turno, que “os bombeiros voluntários de Algés tem desenvolvido um excelente trabalho” na prevenção e socorro das populações, lembrando que são aos “bombeiros que ligamos quando estamos aflitos”.

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