CARLOS MOEDAS NÃO QUER QUE O TURISMO PARE

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Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, tomou posse ontem, como presidente da Direção da Associação Turismo de Lisboa (ATL), prometendo, em conjunto com a atual direção da ATL, transformar Lisboa numa referência do turismo internacional, porque «o turismo e a economia não podem parar» e, essencialmente, «Lisboa não pode parar».

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, tomou ontem, 3 de dezembro, posse como presidente da Direção da Associação Turismo de Lisboa (ATL), salientando que, «se Lisboa teve nos últimos anos um desenvolvimento turístico extraordinário, foi graças ao incomparável trabalho dos 840 associados que compõem a ATL», prometendo «reforçar o apoio aos empresários e aos comerciantes», através do programa “Recupera +” que vai trazer um apoio «financeiro direto para todos os que queiram reabrir os seus negócios destruídos pela pandemia».

Contudo, para que a recuperação do setor se concretize, é necessário, na perspetiva do autarca, «apostar em planeamento, em antecipação, em prevenção, em medidas de segurança que sejam compatíveis com a utilização dos espaços e dos serviços em segurança».

Prometendo transformar Lisboa numa referência do turismo internacional, numa grande marca turística e cultural, Carlos Moedas quer construir «uma marca forte» que vá além do impacto na economia, da criação de riqueza e de emprego, que tenha, preferencialmente, «impacto na nossa forma de ver e de sentir o mundo».

Segundo Carlos Moedas, o turismo foi um ponto de partida para transformar a região num lugar mais cosmopolita, mais aberto, mais dinâmico, de partilha a sua cultura, a sua língua e os seus costumes. Numa renovação de usos e costumes que nos permitiu «abrir aos outros e trazer o mundo até nós».

Mas, para que essa renovação seja possível, é necessário, na perspetiva de Carlos Moedas, «focarmo-nos nos desafios estratégicos para o Turismo de Lisboa», designadamente em aumentar a nossa capacidade aeroportuária para acompanhar o crescimento da região, atrair as melhores marcas hoteleiras internacionais para Lisboa e criar novos espaços de eventos, trazer mais trabalhadores para cidade e apoiar a formação».


Benefícios para os lisboetas

Para o autarca é necessário, também, apostar na cultura para trazer novos públicos a Lisboa e dinamizar as regiões onde o turismo hoje não chega. No fundo, o que pretende é «trazer o mundo a Lisboa», que deixou de ser apenas um local de visita ou de passagem, passando a ser «um lugar para ficar, para viver, para trabalhar, para criar família e para inovar e desenvolver novos negócios, novos projetos culturais, sociais e científicos».

Carlos Moedas quer «um turismo que se faz com os lisboetas e que coloca as populações locais como as principais beneficiárias» e que «se faz protegendo o que é local e valorizando o que nos é único: a alma e o património da região de Lisboa».

Se nos últimos anos Lisboa beneficiou de um forte crescimento da procura e de um investimento estrangeiro sem precedentes, o panorama nacional e internacional sofreu grandes mudanças nos últimos 2 anos, afirmou o autarca, lembrando que a «crise pandémica, a que se juntou a crise energética que ameaça as cadeias de abastecimento e a estabilidade dos preços, colocou novas restrições, novas barreiras que afetam em primeiro lugar o setor do turismo».

Mas, independentemente destas situações, «o turismo não pode parar. A economia não pode parar. Lisboa não pode parar», porque, «hoje quase 20% da riqueza da região vem direta ou indiretamente do turismo» e, por isso, não se pode «permitir que a pandemia nos obrigue a voltar atrás outra vez». Do ponto de vista do autarca, temos de apostar em planeamento, em antecipação, em prevenção, em medidas de segurança que sejam compatíveis com a utilização dos espaços e dos serviços em segurança, com criatividade e com inovação».

E, tudo isto, «porque este não é apenas um tempo de recuperar, é uma oportunidade de renovar, salientou o edil, adiantando que «só juntando todas as áreas do setor temos o poder de ultrapassar os obstáculos e concretizar o nosso potencial enquanto destino turístico, enquanto motor de crescimento e de alavanca para a transformação».

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