ESPLANADA NO MERCADO DE CARNAXIDE PODE CRIAR NOVOS CLIENTES

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O espaço em frente ao mercado municipal de Carnaxide, cujo passeio levou um novo piso e foi sujeito a um pequeno reajustamento de estacionamento, pode ficar a ser conhecido como «o largo das esplanadas» e voltar a ganhar vida com a abertura de dois novos espaços de restauração.

O Mercado Municipal de Carnaxide tem mais um motivo de interesse para os visitantes. Trata-se de uma esplanada comunitária que, apesar de neste momento ser utilizada apenas por uma churrasqueira, vai transformar-se, a breve prazo, «na praça das esplanadas comunitárias» de Carnaxide com a implantação de dois novos estabelecimentos de restauração no local: uma casa de petiscos e um restaurante de comida africana.

Após as obras de reconversão do estacionamento de viaturas e a colocação de um piso antiderrapante, que deram uma «cor nova e mais conforto» ao espaço, só falta a abertura de novos estabelecimentos hoteleiros para «se começar a dar uso pleno à esplanada», que irá permitir às pessoas beber um café sentada, bem como sentirem novamente normalidade e liberdade de usufruir deste tipo de espaços públicos.

Inigo Pereira, presidente da União de Freguesias de Carnaxide e Queijas, realça que os melhoramentos introduzidos, tanto em termos de estacionamento como o novo piso pedonal e a esplanada, tem como principal objetivo melhorar as «condições de trabalho do comércio instalado no mercado» que, com esta iniciativa, podem vir a «ter novos clientes», visto os frequentadores da esplanada poderem, eventualmente, optar por comprar no mercado.

Implicando um investimento de 20 mil euros, comparticipados pela Câmara Municipal de Oeiras e União de Freguesias de Carnaxide e Queijas, esta reabilitação tem como principal objetivo criar «mais oportunidades de negócios» para os proprietários de lojas e bancas do mercado, adianta Inigo Pereira.

Comerciantes e Inigo Pereira estão todos de acordo:  a abertura da esplanada pode levar mais clientes ao mercado, porque é uma mais valia importante, servindo «como chamariz» para novos clientes.





Susana e Alcides Pereira, proprietários da churrascaria, são os únicos, neste momento, a utilizarem o espaço para servirem os seus clientes que, agora, não necessitam de ir buscar a comida e a levá-la para o local de trabalho ou pra casa.

Segundo o casal, que teve de realizar o licenciamento de esplanada, «as pessoas já começaram a frequentar este espaço. O cliente leva o seu tabuleiro e instala-se, usufruindo de um serviço que não existia»

Já Anabela Coelho, proprietária do cabeleireiro de senhoras, considera que a abertura dos novos espaços de restauração poderá trazer mais clientes. Mas, como nestas coisas existe sempre um “mas”, Anabela Coelho «o espaço só ficara bonito, quando tudo estiver arranjado», pedindo que a autarquia considere a hipótese de reconverter todo o passeio que circunda o mercado.

A mesma opinião é partilhada por Fátima Ferreira, da Retrosaria, têxteis e lãs, que, para além de pedir o alargamento do novo piso dos passeios, defende o alargamento da zona dos toldos.

Para Mário Reis, da sapataria e arranjos de calçado, a esplanada vai sempre «puxar gente para o mercado», mas, por enquanto, «ainda é cedo para sentir os efeitos desse chamariz. Temos de dar tempo ao tempo».

Do ponto de vista de Maria Helena, proprietária da Lavandaria, a «esplanada interessa desde que chame clientes». No entanto, na perspetiva desta comerciante, o fundamental era repor-se «a ligação com a comunidade» que passa, essencialmente, por abrirem mais lojas, lembrando que o «mercado deixou de ser apelativo com o fecho das bancas e das lojas».

Lurdes Cunha, proprietária da banca de peixe, também considera importante a abertura da esplanada, mas – na sua perspetiva – «só poderá ser benéfico para os comerciantes se trouxer mais clientes», sugerindo que os «gerentes dos estabelecimentos de restauração começassem a abastecer-se, preferencialmente, nos comerciantes do mercado».

Albertina Lopes e Manuel Celestino, há 32 anos no mercado de Carnaxide e venderem fruta e verduras, consideram, realmente, que a abertura das esplanadas pode vir a ser uma mais valia importante para o negócio. Lamentando não poderem abrir à tarde, como fizerem durante décadas, por causa dos novos horários do MARL (Mercado Abastecedor da Região de Lisboa), provocados pela pandemia, Albertina Lopes e Manuel Celestino tem a «esperança que melhores dias virão».

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