Hoje foi um dia feliz para as 46 famílias que receberam as chaves de casa no Bairro da Boavista, das mãos do presidente da câmara de Lisboa. Mas, como fez questão de realçar, outros habitantes vão ser realojados.O sorriso marcava o rosto dos habitantes que hoje receberam uma casa nova no Bairro da Boavista. Eram dezenas os curiosos que, hoje, aguardavam na rua pela cerimónia de entrega destas habitações, que contou. para além do presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Fernando Medina, com a presença da vereadora da Habitação e Desenvolvimento Local, Paula Marques, e a presidente da junta de freguesia de Benfica, Inês de Drummond.

Para Fernando Medina, “esta entrega faz parte de um programa mais vasto, que nos vais levar a que, em 2019, possamos entregar mais de 800 casas a famílias, que precisam de habitação na cidade de Lisboa”. Estas casas destinam-se “a famílias de mais baixos rendimentos, bem como a famílias de classe média. O ano passado foram entregues 600 casas.

No entender do presidente da câmara, “a habitação é hoje uma preocupação de muitos na cidade de Lisboa. Para as classes de menores rendimentos, designadamente para as classes médias e para os jovens que estão a sair das universidades”.

O objetivo da autarquia “é que os lisboetas tenham acesso a uma casa digna na cidade de Lisboa”.  Como é o exemplo “dos jovens casais e daqueles que tiveram longas vidas no bairro, em casas muito degradadas”.

Sobre o programa de realojamento do Bairro da Boavista, Fernando Medina sublinha as características especiais deste processo, porque “estamos a substituir as habitações mais degradadas por casas novas, tentando manter a coesão das famílias, perto do seu bairro, deslocalizando-as o mínimo possível. Por isso, o ritmo da construção tem a ver com este ritmo de fases. Vamos construindo e realojando pessoas. Este projeto vai desenvolver-se em cinco fases. Agora, vamos construir uma nova escola, no início do próximo ano”.

O investimento total previsto para a reabilitação do Bairro da Boavista “de cerca de 60 milhões de euros. Estamos a falar recuperação de 500 casas. Já estão entregues 100 casas”.

Algumas das habitações estão preparadas para “crescer” em mais uma divisão, para se adaptar as necessidades das famílias. O autarca refere alguns exemplos práticos que beneficiam as famílias: “A largura das portas. Nas casas de banho não há banheiras, há um duche em piso raso, o que reduz os riscos de queda”. E as casas “também estão preparadas para terem mais uma divisão, para o caso de haver a necessidade de temporariamente mais alguém em casa”.

Casas ambientalmente sustentáveis

A substituição das casas de alvenaria neste bairro, edificadas nos anos 60, foi objeto do lançamento de um concurso internacional de arquitetura, que escolheu o projeto que o Município está a usar nas suas construções. É uma nova geração de habitação pública que está a nascer não só na Boavista mas também no Bairro Padre Cruz e no novo Bairro da Cruz Vermelha, onde estão a ser construídas 130 novas casas.

Este novo projeto de arquitetura, «Uma casa que cresce com a família», pretende ser sustentável em termos ambientais e pelas qualidades de habitabilidade, pelas características da construção e dos materiais usados, capacidade evolutiva (que permite aumentar a tipologia) pela fácil manutenção e cuidado com as acessibilidades, bem como pela eficiência energética, utilizando águas pluviais e a energia solar.

 

 

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