Fernando Medina está a participar, até 11 de outubro, no C40 World Mayors Summit, um encontro que junta em Copenhaga mais de 50 presidentes de câmara e áreas metropolitanas de todo o mundo.

O futuro que queremos é possível

Os líderes de cidades como Paris, Londres, Boston, Barcelona, Berlim, Durban, Los Angeles, Singapura, Toronto ou Hong Kong, representando mais de 700 milhões de cidadãos e 25 por cento da economia mundial, estão a discutir formas de reduzir as emissões dos sectores mais responsáveis pela atual crise climática: transportes, indústria, construção e resíduos, comprometendo-se a manter o aumento da temperatura média abaixo de 1,5 º C.

O presidente da Câmara de Lisboa, um dos participantes neste encontro, vai apresentar o plano de expansão da infraestrutura verde, onde Lisboa prevê ter mais 80 mil árvores até 2021, e tem marcados vários encontros bilaterais com autarcas de algumas das cidades representadas.

Al Gore, Michael Bloomberg e Alexandria Ocasio-Cortez são alguns dos oradores convidados nesta cimeira.

Emergência climática

Neste encontro, os autarcas de mais de 94 cidades líderes na ação climática, reunindo um número sem precedente de 80 presidentes de câmara e centenas de líderes, vão defender, durante o C40 Mayors Summit em Copenhaga, a defesa do clima e assumir, mais uma vez, os compromissos com a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5 °C.

Entretanto, chega de Copenhaga, a notícia que o recém-eleito presidente do C40, o presidente da Câmara de Los Angeles, Eric Garcetti, juntamente com autarcas de cidades de todo o mundo, nomeadamente Copenhaga, Paris, Rio de Janeiro, Sydney, Tóquio e Lisboa, anunciaram o seu apoio a um Novo Pacto Verde Global (Global Green New Deal) e reconhecem a existência de uma emergência climática global.

Esta aliança alargada – que inclui jovens ativistas pelo clima, representantes dos trabalhadores, empresas e sociedade civil – anunciou o seu apoio à visão de um Novo Pacto Verde Mundial (Global Green New Deal) num momento em que presidentes de câmara das maiores cidades mundiais avisam que o planeta está num estado de emergência climática.

A mensagem foi anunciada pelos líderes das cidades que participam na C40 World Mayors Summit em Copenhaga. O seu apelo surge em resposta ao bloqueio da ação intergovernamental por uma minoria de governos muito poderosos e negacionistas, que representam os interesses da indústria dos combustíveis fósseis.

Através do Novo Pacto Verde Mundial (Global Green New Deal), as cidades reafirmam o seu compromisso com a proteção do ambiente, o reforço da economia e a construção de um futuro mais justo através do corte de emissões nos setores mais responsáveis pela crise climática – transportes, indústria, edifícios e resíduos – para manter o aquecimento global abaixo da meta de 1,5°C do Acordo de Paris.

Isto inclui colocar a ação climática inclusiva  no centro de toda a tomada de decisão a nível urbano para assegurar uma transição justa para os que trabalham nas indústrias mais poluentes e corrigir as injustiças ambientais para aqueles que são desproporcionalmente afetados pela crise climática – os que vivem no Sul em geral, e as comunidades mais pobres em todo o mundo.

Evitar os piores impactos da crise climática significa cortar as emissões globais para metade até 2030. Em termos práticos isso significa melhorar a mobilidade, ao mesmo tempo que se substituem os veículos movidos a combustíveis fósseis por alternativas limpas, estabelecer regulamentos de construção o mais rigorosos possível e reduzir a produção de resíduos, entre outras ações.

Estas políticas estão já em curso em cidades de todo o mundo, graças ao compromisso dos presidentes de câmara com as declarações do C40 sobre “Edifícios Neutros em Carbono”, “Avançar para Resíduos Zero” e “Ruas Verdes e Saudáveis”

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