FESTIVAL INTERNACIONAL DA CIÊNCIA VOLTA A OEIRAS EM OUTUBRO

A Câmara de Oeiras anunciou hoje a realização da segunda edição do festival de divulgação científica FIC.A, de 10 a 16 de outubro, que pela primeira vez atribuirá um prémio internacional de divulgação da ciência em língua portuguesa, no valor de 25 mil euros.

A Câmara Municipal de Oeiras anunciou hoje a criação do primeiro Prémio de Comunicação de Ciência. O anúncio foi feito pelo Vereador da Ciência e Inovação, Pedro Patacho, no decorrer da cerimónia de apresentação do FIC.A – Festival de Ciência Oeiras 2022, no Hub ACT – Centro de Indústrias Criativas de Oeiras (antigo espaço Intermarché), localizado em Porto Salvo, que irá decorrer entre 10 e 16 de outubro.

Segundo informou Pedro Patacho, trata-se de um prémio monetário, no valor total de 25 mil euros, subdividido em cinco categorias (5.000,00 euros cada), nomeadamente: Carreira; Jovem; Projeto; Educação; e, Obra que reconhece a qualidade, mérito e impacto na comunicação e divulgação da ciência junto da sociedade.

Após ter referido que este festival apenas poderia ter nascido em Oeiras, Pedro Patacho valorizou a comunicação e divulgação científica adaptada às especificidades dos temas, tanto em formatos como em conteúdos e níveis de interesse e conhecimento do público, desde o público científico amador até ao público em geral.

Os vencedores do Prémio serão decididos em Oeiras e anunciados numa cerimónia de entrega de prémios a ter lugar durante o FIC.A – Festival Internacional de Ciência, em outubro de 2022.

Já o vice-presidente da Câmara de Oeiras, Francisco Gonçalves, em representação do presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, realçou «a triangulação virtuosa» deste festival, que conjuga a ciência, com a sociedade e com o mundo estudantil.


Após salientar que hoje Oeiras «é um concelho de referência», Francisco Gonçalves sublinhou «a aposta do concelho na ciência e na educação», como forma de melhorar «o bem-estar da sua população».

«Em Oeiras temos Ciência, temos cientistas e vamos ter no mês de outubro, um evento que vai marcar a agenda da Ciência em Portugal», afirmou Francisco Gonçalves, sublinhando que o principal objetivo do FIC.A é apresentar «a ciência e a tecnologia de forma acessível, inclusiva e estimulante a vários públicos, desde as crianças do pré-escolar aos seniores».

«Interessa-nos muito responder à curiosidade de quem já habitualmente se interessa por estas áreas – é realmente enriquecedor criar um programa capaz de surpreender os chamados “convertidos” –, mas sobretudo queremos fomentar a participação de quem, por algum motivo, se encontra afastado destes mundos», defendeu o vice-presidente da autarquia.

Por seu turno, Pedro Patacho, após ter referido que este é o principal festival anual de ciência a ser organizado no nosso país, sublinhou que o «FIC.A foi pensado para inovar, romper estaticismos e fundar uma nova realidade cativante e enriquecedora onde os contributos da ciência para a nossa vida e bem-estar são reconhecidos e valorizados».

Na perspetiva do vereador, «a ciência é omnipresente no nosso dia-a-dia e se esperamos que o dia de amanhã seja melhor, que seja mais próspero, essa esperança recai sobre o trabalho que os cientistas desenvolvem. É esta mensagem que queremos que o público leve do FIC.A para casa. Por outro lado, acreditamos que existem mais-valias diretas para as instituições que participam no Festival».

Do ponto de vista do vereador, «é bom perceber que o evento pode representar uma plataforma ideal para as instituições poderem, não só partilhar o trabalho que desenvolvem com a sociedade, mas também atingir alguns targets de divulgação de projetos mais específicos ou, ainda, utilizar o momento para apresentar e testar iniciativas piloto».

Com mais de 34 mil participantes na sua primeira edição em Oeiras, o FIC.A comprovou o apetite da sociedade para com a ciência e o conhecimento. Em 2021, o primeiro Festival Internacional de Ciência criado e implementado em Portugal apresentou-se ao público com o desígnio de marcar a agenda nacional e de deixar uma marca indelével na promoção da cultura científica nacional. Com estes objetivos cumpridos, o FIC.A 2022 terá lugar de 10 a 16 de outubro e é apresentado já esta semana, com novos rostos e ambição redobrada.

Depois de Alexandre Quintanilha ter representado o Festival enquanto seu Embaixador na estreia, Teresa Lago, figura ímpar do panorama científico nacional e internacional, será a Embaixadora da 2ª edição. Professora universitária, astrónoma, Presidente da Sociedade “Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura” entre 1999 e 2002, membro-fundador do Conselho Científico do European Research Council e secretária-geral da União Astronómica Internacional até ao ano vencido, procurará «pm festival como este proporciona um encontro com as diversas áreas da ciência, apresentada de forma simples e estimulante pelos profissionais que a ela se dedicam. Será certamente uma experiência a não perder».

Revista institucional 

Festival de divulgação científica FIC.A

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