No último ano e meio, foram quatro os centros tecnológicos de fabricantes automóveis a abrir portas em Lisboa. Em comum têm o país de origem: a Alemanha.

Todas destacam o ambiente dinâmico da capital portuguesa e a quantidade e qualidade dos recursos humanos locais.O grupo Volkswagen (VW) abriu, terça-feira, o Centro de Desenvolvimento de Software, em Lisboa. Vai empregar 300 pessoas, como já tinha sido noticiado em Abril, que vão trabalhar num antigo palacete da Rua do Sol ao Rato.

Na inauguração deste centro, o primeiro do fabricante fora do território germânico, estiveram presentes o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, entre outros convidados.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que se sentia «muito, muito feliz hoje por várias razões», a primeira das quais por ver o palácio, que conhece «há quase 60 anos, renovado e com algo diferente, olhando para o futuro e não para o passado».

«Segundo, eu vivi aqui perto, a três ruas daqui, por isso eu sinto-me em casa aqui, o que é perigoso para vocês porque, de tempos a tempos, eu posso aparecer e ver o que se está a passar», brincou.

Em terceiro, trata-se de «um investimento alemão», recordando o Presidente da República as «fortes relações entre os dois países, que estão a aprofundar-se e a aumentar todos os dias, todas as semanas».

«Hoje também é um bom dia, um dia feliz porque alguém me disse, eu ouvi, que estamos quase a ter um acordo, talvez amanhã (quarta-feira), depois de amanhã (quinta-feira), com uma empresa alemã de que vocês já ouviram falar, numa fábrica de que já ouviram falar, o que é muito bom. Só boas notícias», disse, sem referir o nome da empresa ou da fábrica.

“Parabéns. Vocês fizeram a escolha certa, o que são boas notícias para vocês e para nós”, acrescentou, a fechar o discurso, Marcelo Rebelo de Sousa.

Do total dos 300 especialistas a serem contratados para este centro, «principalmente no mercado de trabalho português», um terço deverá trabalhar em serviços baseados na “cloud’ (nuvem) especificamente para o setor dos “veículos comerciais para a MAN Truck & Bus”, refere a empresa.

Martin Hoffman, responsável da construtora automóvel alemã para a área de TI, referiu que «o desenvolvimento de software para novos serviços digitais vai tornar-se uma competência fundamental para a Volkswagen».

«Estes centros da VW combinam metodologias de programação extremamente ágeis, para responder a objetivos em constante mudança, com uma atmosfera típica de uma startup», descreve a administração da VW.

Sobre a escolha da capital portuguesa como primeira localização fora da Alemanha o grupo afirma que “a região metropolitana de Lisboa mostra uma grande afinidade com os temas do digital, tem uma rede forte de empresas tecnológicas e startups e um forte ambiente académico de elevado desempenho com diplomados altamente qualificados”.

Este último recurso foi decisivo para a escolha, porque as 300 pessoas que estarão a trabalhar naquele palacete lisboeta até ao final de 2020 têm de ser dessa estirpe: especialistas nas áreas de engenharia de software, experience design, programação Java e frontend development e UX/UI design.

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