GRUPO WELLOW VAI APOIAR 75 CRIANÇAS DA UNIÃO DE FREGUESIAS DE CARNAXIDE E QUEIJAS COM MATERIAL ESCOLAR

O grupo Wellow™, sediado em Carnaxide, vai empreender, em associação com a União de Freguesias de Carnaxide e Queijas e em benefício da Ludoteca Fundação Marquês de Pombal e Centro de Apoio ao Estudo da António Ramalho Boxing School, uma ação de angariação de material escolar para apoiar 75 crianças, dos 3 aos 15 anos.

Esta recolha termina a 10 de setembro e será dinamizada internamente aos mais de 5500 trabalhadores do grupo, e ainda nas redes sociais. “Todos os anos fazemos uma campanha de angariação de material escolar e lançámos o desafio à União de Freguesias que aceitou”, explica ao Olhares de Carnaxide e Queijas a Chief Marketing Officer da Wellow™, Tatiana Vale, adiantando que contou desde logo com o apoio do presidente da União de Freguesias, Inigo Pereira, e que esta recolha será feita a nível nacional.

De acordo com este, ao nosso jornal, “o tecido empresarial privado pode e deve ser um parceiro neste contexto”, sendo por isso, que “a União de Freguesias de Carnaxide e Queijas acedeu prontamente a esta parceria, dando todo o apoio ao nível logístico e de identificação das entidades com maiores necessidades”.

Inigo Pereira acrescenta ainda que a Wellow™ “demonstrou a capacidade de entender as dificuldades que muitas instituições que apoiam estas famílias enfrentam no início do ano letivo e, com muito mérito, antecipou-se”, explicando ainda que estas duas instituições “são um exemplo de um trabalho dedicado à comunidade, sempre com o foco nas crianças cujas famílias têm menos capacidade económica”. O presidente da União de Freguesias de Carnaxide e Queijas espera ainda que, “no futuro, mais empresas possam também contribuir, desta ou de outra forma”.

No entanto, e segundo Tatiana Vale, para além desta iniciativa, que se insere na responsabilidade social da empresa, haverá, no futuro, mais parcerias com a União de Freguesias de Carnaxide e Queijas, e que vão assentar nas áreas do desenvolvimento pessoal e profissional, quer seja através da capacitação, isto é, dotar as pessoas de ferramentas básicas consideradas essenciais para o mercado de trabalho, através de workshops que ensinam como criar um Curriculum Vitae ou como fazer uma procura ativa de emprego, entre outros, de forma a contribuir para a potenciação da empregabilidade, e também na colocação no mercado de trabalho.

Neste sentido, a responsável refere ainda que, no final de setembro ou no início de outubro, vão ser lançados, em parceria com a União de Freguesias de Carnaxide e Queijas, três workshops dedicados às áreas da literacia digital, da literacia financeira e ainda da capacitação para o mercado de trabalho.





Estes workshops, explica, serão dados com base numa bolsa de formadores voluntários, direcionados aos colaboradores do grupo Wellow™, mas também estendidos à comunidade através dos parceiros. O objetivo é que estas formações funcionem todo o ano, com base num calendário, mas também “à medida das necessidades dos nossos parceiros”, e serão dadas à distância, “porque se houve coisa que a pandemia trouxe foi essa facilidade”.

Contudo, e dentro da área da capacitação, Tatiana Vale refere ainda o projeto ReStarter®, que inclui duas academias, “que servem para formar em áreas de grande empregabilidade”. Aqui, existem dois projetos, a Academia da Hotelaria, onde é dada formação teórico-prática relacionada com esta área; ou a Academia da Programação, que inclui quatro áreas de formação, onde são dadas as ferramentas iniciais para o início de uma carreira nesta área, “que qualquer pessoa pode fazer”.

Em 2022, destaca Tatiana Vale, foram lançadas 40 vagas para participar neste projeto, que não tem qualquer custo associado e é destinado a profissionais com o 12º ano completo, sendo que é trabalhado em exclusivo através dos parceiros. Após a realização dos cursos, a Wellow™ possibilita “que a pessoa seja colocada numa bolsa de estágio”, potenciando a empregabilidade destas pessoas, acrescenta a responsável, salientando que cada formação “tem um custo de mercado entre 2500 e três mil euros”, e que é uma área com “uma taxa de empregabilidade perto dos 100% e onde existe uma remuneração acima da média”.

A partir de setembro e até ao final do ano, a Wellow™ irá arrancar com três cursos e seis academias, sendo que ainda existem 35 vagas disponíveis. Estas academias pertencem ao projeto ReStarter® e contam com uma certificação da Microsoft e Outsystems, e são destinadas ainda para pessoas carenciadas dos 18 aos 30 anos, que podem ainda realizar estas formações em qualquer uma das 40 lojas/escritórios da Wellow™, de norte a sul do país, ou à distância, através de equipamento cedido pela empresa, caso a pessoa não o tenha.

Ainda neste projeto, existe ainda uma componente de formação comportamental, relacionado com o desenvolvimento do marketing pessoal e da potenciação da empregabilidade, com recurso a um mentor, que acompanha o aluno, de forma a aumentar “esta taxa de sucesso”, uma visita a uma grande empresa do setor, de forma a ter contacto com a realidade, e ainda um open day, já no final do curso, e que ajuda a “fazer a transição para a bolsa de estágio e mercado de emprego”.

A parte de responsabilidade social da Wellow™, para além da capacitação, assenta também na parte da empregabilidade, que funciona sobretudo à base da rede de parceiros. “Ainda agora tivemos uma cidadã ucraniana que precisava de trabalho, e recorreu à União de Freguesias de Carnaxide e Queijas, que a encaminhou para nós”, explica a responsável, acrescentando que esta parte funciona “de uma forma bidirecional”, uma vez que, quando existem muitas vagas em aberto na Wellow™, contam com os parceiros para ajudar nesta divulgação.

Na perspetiva de Tatiana Vale, o grupo “tem tido um enorme crescimento ao longo dos últimos 20 anos”, tendo sido a Wellow™ lançada no final de 2021 como a marca institucional do grupo que engloba as diversas marcas comerciais: Header™, Talenter™, Knower™, Futurcabo®, Exato® Seguros e Berkshire Hathaway HomeServices. Para a responsável, a responsabilidade social é um dos pilares importantes desta empresa, recordando que, em 2005, a Talenter™ deu o seu “pontapé de saída nesta área”, através da assinatura de um protocolo com o Alto Comissariado para as Migrações (ACM), para o lançamento de um projeto chamado Ponto Imigrante, lançado em 2006.

Esta iniciativa tornou-se relevante, não só por ser a “única entidade de iniciativa privada do país a ter um gabinete da Rede Local de Apoio ao Imigrante”, mas também porque, à época, a Talenter™ “era uma marca onde 90% das pessoas com as quais trabalhávamos eram imigrantes e havia necessidade de existir um ponto que as apoiasse em diversas questões”, tais como a legalização, documentação, integração, entre outros. Após este projeto, a empresa, acrescenta Tatiana Vale, fez “muitas parcerias”, e chegou a ter, “antes da pandemia”, mais de 300 parcerias ativas, todas orientadas para o tema da potenciação da empregabilidade e da colocação no emprego.

No entanto, a responsável salienta ainda as colaborações com a Câmara Municipal de Oeiras, através da rede Oeiras Solidária, na qual a Wellow™ está inserida desde 2012, com a Associação Salvador ou com o Pirilampo Mágico, só para dar alguns breves exemplos deste “espectro muito grande de parceiros” da Wellow™, que vão de norte a sul do país.

Contudo, Tatiana Vale reforça que, por estar sediada em Carnaxide, a ação social da empresa “acaba por ter um impacto maior no concelho de Oeiras”, e explica que, no âmbito da rede Oeiras Solidária, já participaram em diversas ações de solidariedade, “desde a integração em grupos de trabalho para discutir temas de capacitação ou de empregabilidade, passando por campanhas, por exemplo, de recolha de material escolar ou de apoio a bairros mais carenciados, ou mais recentemente, com o apoio à comunidade de refugiados da Ucrânia”, entre outras iniciativas.

Por fim, a Chief Marketing Officer da Wellow™ fala ainda num terceiro eixo dentro desta vertente da responsabilidade social e que diz respeito ao voluntariado, onde se trabalha a dois níveis: o ambiental, no qual se realizam atividades como por exemplo “a limpeza de matas e praias”, em parceria com a autarquia de Oeiras (mas não só); e a componente social, através, por exemplo da realização de formações ou workshops ligados à potenciação da empregabilidade das pessoas participantes. A Wellow™ conta com 350 colaboradores internos, a que acrescem os externos (ou seja, cedidos às diferentes empresas com quem o grupo trabalha e externos).

De acordo com a responsável, o grupo está “em setores tão diversos”, sendo os mais fortes “a hotelaria e as telecomunicações, os serviços e a logística”. Já ao nível do outsourcing, este grupo conta com a Knower™que tem projetos ao nível das Limpezas, Logística, Saúde, Telecomunicações, entre outros, e através do qual são colocados inúmeros profissionais especializados a trabalhar diariamente, como, a título de exemplo, “profissionais da área da saúde, tais como médicos ou enfermeiros”, salientando aqui um “projeto muito funcional”, a Knower™ Care Center, que surgiu “em plena pandemia”, e que possibilita a realização de consultas de clínica geral ou de especialidade à distância, através do computador ou telefone (“consultas online”).

Já na área das energias e telecomunicações, Tatiana Vale refere ainda a Futurcabo®, que já conta com mais de 26 anos de mercado, e que pertence, na sua totalidade, à Wellow™. De acordo com a responsável, esta marca é “um service provider”, ou seja, “fornece serviços a 360” para a NOS em diversas vertentes, “desde a venda, à instalação e à manutenção de serviços de televisão, internet e telefone”. Para além da Futurcabo®, o grupo conta ainda com outros negócios no seu portefólio, entre as quais a Exato® Seguros e ainda a Berkshire Hathaway HomeServices Atlantic Portugal, “que é um franchising de uma marca internacional norte-americana de mediação imobiliária do segmento de luxo”.

Ainda na perspetiva de Tatiana Vale, existem áreas onde há mais vagas do que candidatos à procura de emprego, especialmente naquelas que são muito especializadas, como é o caso das tecnologias de informação, onde o “mercado não tem capacidade de formar a quantidade de pessoas necessárias. A responsável fala também do caso da hotelaria, que, com a pandemia, “mudou 100% da noite para o dia” e que ainda “não teve a capacidade de voltar a ter os recursos” que tinha antes da Covid-19, sendo atualmente uma área com alguma dificuldade, tal como a agricultura ou a construção civil, “setores onde grande parte da mão-de obra é tendencialmente imigrantes”.

NR: Artigo atualizado a 22 de agosto

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