Fernando Medina, entrega esta quarta-feira, 24 de outubro, às 18h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, os prémios das Marchas Populares de Lisboa 2018.

Alfama dominou na noite mais longa de Lisboa

Melhor coreografia, melhor musicalidade, melhor composição original e o primeiro lugar na classificação geral foram os prémios conquistados pela Marcha da Alfama na 86ª edição das Marchas Populares de Lisboa.

A marcha organizada pelo Centro Cultural Dr. Magalhães Lima conquistou ainda o prémio de figurino, em ex aequo com o Bairro Alto e Carnide, e o prémio de melhor letra, em ex aequo com a Madragoa.

A noite mais longa da cidade de Lisboa contou este ano com a participação de 26 marchas, para além da convidada deste ano – a Marcha da Vila da Lousã.

Em competição estiveram 23 coletividades ou associações, cujas marchas foram avaliadas pelo júri, composto por Pedro Franco, presidente do júri, Victor Hugo Pontes (coreografia), Ângela Rocha (cenografia), Dino Alves (figurino), Mitó (letra), Cesário Costa (música), Rui Lopes e Fernando Duarte (apreciação global) e Sofia Bicho (representante da EGEAC).

Para além do desfile da avenida, a classificação atribuída pelos jurados reflete também as apresentações que decorreram na Altice Arena nos primeiros dias de junho.

Por terem ficado nos últimos três lugares da classificação, as marchas de Belém, Santa Engrácia e Benfica não vão participar na edição de 2019. Já as marchas de Campo de Ourique, Lumiar e São Domingos de Benfica vão ao “pote” no sorteio para o próximo ano.

VITALIDADE

Em entrevista recente ao Olhares de Lisboa, Pedro Franco mostrou-se confiante da vitalidade do concurso das Marchas Populares.O presidente do júri disse que “há uma forte aposta no desfile das marchas, considerado um dos melhores eventos da Europa”.

Para Pedro Franco, nesta altura “não podemos voltar para trás, mas sim ir para a frente”.

O também presidente da Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa manifestou também agrado sobre o facto do apoio financeiro ter chegado mais cedo às coletividades que organizam cada uma das marchas.

“Há investimentos necessários e as coletividades não têm capacidade financeira para pagar aos fornecedores. Em boa hora, a Câmara Municipal de Lisboa esmerou-se e o dinheiro chegou a tempo e horas para que as pessoas não andassem com a corda na garganta”, sublinha.

É que, na opinião de Pedro Franco, “devido ao seu elevado interesse turístico, não podemos de maneira nenhuma deixar morrer este evento tão querido para a cidade de Lisboa”.

Classificações finais das Marchas Populares de Lisboa 2018

1.º Alfama (245 pontos)
2.º Bairro Alto (235 pontos)
3.º Madragoa (234 pontos)
4.º ex aequo Alto do Pina (225 pontos)
4.º ex aequo Penha de França (225 pontos)
6.º São Vicente (219 pontos)
7.º Marvila (214 pontos)
8.º Alcântara (212 pontos)
9.º Bica (207 pontos)
10.º Bairro da Boavista (206 pontos)
11.º Graça (203 pontos)
12.º Carnide (201 pontos)
13.º Ajuda (200 pontos)
14.º ex aequo Castelo (196 pontos)
14.º ex aequo Olivais (196 pontos)
16.º ex aequo Bela Flor – Campolide (180 pontos)
16.º ex aequo Mouraria (180 pontos)
18.º Campo de Ourique (169 pontos)
19.º Lumiar (165 pontos)
20.º São Domingos de Benfica (164 pontos)
21.º Belém (157 pontos)
22.º Santa Engrácia (138 pontos)
23.º Benfica (105 pontos)

 

Classificações por categoria das Marchas Populares de Lisboa 2018

Prémio Coreografia: Alfama

Prémio Cenografia: Alcântara

Prémio Figurino: Alfama, Bairro Alto e Carnide

Prémio Letra: Alfama e Madragoa

Prémio Musicalidade: Alfama

Prémio Composição Original: Marcha de Alfama “Canção de Alfama”

Prémio Desfile na Avenida da Liberdade: Bairro Alto e Madragoa

Nota: Matérias publicadas na edição impressa de Olhares de Lisboa nº 4

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