ISALTINO MORAIS PROMETE «ANOS EXTRAORDINÁRIOS»

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Isaltino Morais promete «anos extraordinários» para Oeiras naquele que será «o melhor mandato», que irá cimentar o «posicionamento que Oeiras tem vindo a conquistar na economia nacional, sendo já o segundo município do país maior gerador de riqueza».

Isaltino Morais, reeleito presidente da Câmara Municipal de Oeiras nas eleições autárquicas de 26 de setembro, defendeu, esta sexta-feira, durante a tomada de posse dos Órgãos Municipais eleitos em Oeiras para o mandato 2021-2025, numa cerimónia que decorreu no auditório do Taguspark, em Porto Salvo, que «os próximos anos do município serão extraordinários» e que o mandato 2021-2025 será «o melhor mandato».

«Os próximos anos de Oeiras serão extraordinários, na dinâmica de transformação do território, na vida das pessoas e nas imensas oportunidades que se abrirão para o desenvolvimento da comunidade», acrescentou, enaltecendo os «feitos do último mandato», nos quais se incluem o apoio no combate à pandemia de covid-19 e o «posicionamento que Oeiras tem vindo a conquistar na economia nacional, sendo já o segundo município do país maior gerador de riqueza».

Para o autarca, o «êxito de Oeiras está muito relacionado com a capacidade de planear e ordenar a polis no longo prazo, muitas vezes nas décadas de distância», defendendo que «o Poder Local tem, pela sua proximidade, a particularidade de ser confrontado com todos os problemas que afetam a vida das pessoas: das necessidades económicas mais básicas, passando pela habitação, segurança, bem-estar e qualidade de vida geral, igualdade de oportunidades e, naturalmente, pela perspetiva de vida futura, pelo desenvolvimento pessoal e da comunidade».

«As estratégias de desenvolvimento de longo prazo são essenciais ao desenvolvimento; não como espartilho de decisões futuras, mas como guião da ação governativa, naturalmente adaptadas às alterações substanciais de circunstâncias», afirmou, recordando Nestes quatro anos, «fomos surpreendidos pelo surgimento da pandemia do Covid-19 que a partir de março de 2020 marcou a vida de todos nós: das instituições e da comunidade, muito provavelmente, o maior desafio que as atuais gerações conheceram».

Segundo o presidente reeleito, foram 18 meses de «experiências inesquecíveis, de sobressaltos constantes, de isolamento de muitos, de deserto e silêncio nas ruas».




17 pontos estratégicos

Agora o objetivo é cumprir as ações que constam do programa eleitoral que assenta em 17 eixos estratégicos: ordenamento e planeamento do território; transformação digital; governança local e modernização administrativa; ambiente e alterações climáticas; mobilidade e transportes; habitação; desenvolvimento económico; segurança e proteção civil; educação; cultura; desenvolvimento social; comunidades e bairros municipais; desporto e atividade física; turismo; política animal; formação socioprofissional.

Segundo Isaltino Morais, os principais eixos estratégicos fundamentais de desenvolvimento, para os próximos anos, são os seguintes:

1 – No ordenamento e planeamento do território, queremos continuar a planear e desenvolver a cidade verde e azul, com vista a seguir o rumo de desenvolvimento sustentável da nossa comunidade.

2 – Na transformação digital, vamos aprofundar o território inteligente, conectado, próximo e ciberseguro, no qual a tecnologia seja parceira do desenvolvimento pretendido, para uma qualidade de vida melhor, e não um fim em si mesmo.

3 – Na governança local e modernização administrativa, introduzindo progressivamente melhorias ao nível organizacional, aliando a estas utilização da tecnologia digital, com vista à melhoria da gestão e com ganhos na eficácia e eficiência da gestão da coisa pública.

4 – No ambiente e alterações climáticas, procurando continuar a ser referência na gestão do espaço público, na disponibilização de espaços verdes e de fruição à comunidade, quem aqui trabalha, estuda ou visita, e adaptando as políticas públicas às alterações climáticas.

5 – Na mobilidade e transportes, promovendo uma mobilidade pensada, efetiva e multivalente, percebendo que serve pessoas em todas as formas de mobilidade, devendo ser conjugadas diversas formas de mobilidade: pedonal, suave, transporte público e transporte individual; com consciência da necessidade de ir ao encontro da transição energética e da preservação ambiental, essenciais para o nosso futuro comum. O concurso público da AML para concessão de transporte publico ira traduzir-se, em Oeiras, num acréscimo de 40% no atendimento aos seus utentes.

6 – Na habitação, mantendo a premissa que, em Oeiras, todos têm direito a uma habitação condigna, e que esta é fundamental para fazer da casa de família o seu castelo.

7 – No desenvolvimento económico, queremos que Oeiras se mantenha como motor do desenvolvimento da região e do País, apoiando as empresas que criam a riqueza que nos permite promover as políticas de coesão social que são o cimento da nossa comunidade e gerando os postos de trabalho que garantem o futuro dos nossos jovens e que permitem sustentar a solidariedade inter-geracional.

8 -Na segurança e proteção civil, olhando estas como essenciais à liberdade e ao desenvolvimento, mantendo a linha de financiamento ao equipamento da PSP, Bombeiros e Polícia Municipal.

9 – Na educação, rumo aos melhores alunos do País, promovendo a igualdade de oportunidades, dando asas aos sonhos dos nossos jovens. Mais e melhores escolas e melhores políticas de apoio a alunos, famílias, professores e demais comunidades educativas.

10 – Na ciência e inovação, continuar na senda de fazer de Oeiras a capital da ciência e inovação, destinando 1% do orçamento municipal, 2 milhões de euros anuais, ao apoio à ciência e inovação.

11 – Na cultura, que elegemos como desígnio central para os próximos anos, por ser elemento de coesão e desenvolvimento da nossa comunidade, e no qual queremos ser capital europeia da cultura – um marco impensável há 20 anos, para ser hoje uma ambição real e concreta. Vencedora, ou não, esta candidatura constituirá, por si só, uma alavanca à realização de novos equipamentos, recuperação de património e novas políticas culturais.

12 – No desenvolvimento social continuaremos a apostar no apoio às pessoas, pois sempre acreditámos que este investimento nunca é despesa, pois são elas a nossa maior riqueza e é a sua dignidade, bem-estar e qualidade de vida o objetivo último de todas as nossas políticas. Do berço à 3ª idade, continuaremos a construção de novas creches para apoio às famílias, construção de novas residências seniores, lares e centros de dia, apoio à alzheimer, universidades seniores, etc.

13 – Nas comunidades e bairros municipais, continuaremos o nosso investimento, estamos convictos da importância de manter cuidada atenção a estas realidades, devendo manter políticas de discriminação positiva das pessoas conjunturalmente em situação mais frágil.

14 – No desporto e atividade física, queremos continuar a manter o estatuto de população urbana fisicamente mais ativa de Portugal, promovendo o crescimento e o envelhecimento ativo.

15 – No turismo, onde queremos manter o foco no turismo dos negócios e dos eventos – reforçado com a construção do centro de congressos e exposições, respeitando o nosso core, mas alargando para novos setores, captando os fluxos da região, que agora são possíveis com a passagem da gestão da Quinta de Cima e do Mosteiro e Quinta da Cartuxa para o Município.

16 – Na política animal, continuaremos a possibilitar que Oeiras continue a ser um dos Municípios urbanos no nosso País com maior percentagem de lares com animais de companhia, respeitando outras formas de vida que não a humana, reconhecendo neste respeito um importante avanço civilizacional.

17 – Na formação socioprofissional, reconhecendo que são as pessoas a maior riqueza de um território, queremos continuar a afirmar que cada pessoa é única e irrepetível, pelo que deve ser valorizada no seu valor intrínseco, possibilitando a libertação de talentos e oportunidades.

O novo executivo municipal, liderado por Isaltino Morais, é composto pelo Vice-Presidente, Francisco Rocha Gonçalves, pelos vereadores Joana Baptista, Pedro Patacho, Armando Soares, Teresa Bacelar, Nuno Neto e Carla Rocha, do movimento independente Isaltino Inovar Oeiras.

Foram ainda eleitos um vereador do PS, um do PSD e um da coligação BE-Livre-Volt.

O movimento independente Isaltino Inovar Oeiras (IN-OV) venceu as eleições autárquicas em Oeiras, com 50,86% dos votos, correspondentes a oito mandatos, mais dois do que os que já detinha. Apurados os resultados nas cinco freguesias do concelho, o IN-OV venceu em todas.

O segundo partido mais votado foi o PS, com 10,52% e um mandato (que já detinha), e o terceiro foi o PSD/MPT, com 7,91% e um mandato (que já detinha). Em quarto lugar ficou o BE-Livre-Volt, com 7,27% dos votos, obtendo, pela primeira vez, um mandato para a autarquia de Oeiras.

De fora ficam o movimento IOMAF, inicialmente criado por Isaltino Morais, mas que em 2017 foi encabeçado por Paulo Vistas, que detinha dois mandatos e agora não concorreu a estas eleições, bem como a CDU, que detinha um mandato e se ficou pelos 5,24%.

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