LISBOA ABRIGA SEM-ABRIGOS POR CAUSA DO FRIO

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Hoje, à tarde, foi apresentado pela Câmara Municipal de Lisboa o plano de apoio aos sem-abrigo nos dias e noites de mais frio e começou, também, a servir refeições quentes no Mercado do Campo de Santa Clara, junto à Feira da Ladra.

Lisboa acionou, hoje, o Plano Municipal de Contingência para as pessoas em situação de sem-abrigo por causa da vaga de frio, tendo em conta as previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para descida muito acentuada das temperaturas. Este ano, o plano tem a novidade do dispositivo montado estar adaptado às atuais contingências de pandemia de COVID-19, havendo espaços especificamente destinado a triagem e refeições e outros para pernoita.

Segundo os vereadores Manuel Grilo e Carlos Castro, respetivamente com os pelouros dos Direitos Sociais e da Proteção Civil da Câmara Municipal de Lisboa, a presidente da Junta de Freguesia de S. Vicente, Idalina Moura, e o administrador da Santa Casa da Misericórdia, Sérgio Cintra, «este plano tem a novidade de o dispositivo montado estar adaptado às atuais contingências de pandemia de COVID-19, havendo um espaço especificamente destinado a triagem e refeições e outro para pernoita», tendo em conta a descida acentuada das temperaturas nos próximos dias, explicando que este Plano de Contingência foi ativado, porque os valores diários de temperatura mínima se apresentam entre 3 graus Celsius e 1 grau, durante um período igual ou superior a 48 horas..

Estes responsáveis esclarecem que «o Mercado do Campo de Santa Clara, na freguesia de São Vicente, foi o local escolhido para o Dispositivo Integrado de Apoio aos Sem-Abrigo», sublinhando que aí «vão ser servidas refeições quentes e será realizada a triagem de saúde e encaminhamento social para locais de acolhimento de emergência», lembrando que as estações de metro do Rossio, Santa Apolónia e Oriente vão permanecer abertas durante a noite.

Segundo os responsáveis, as «equipas técnicas de rua vão estar no terreno a acompanhar a situação, fazendo recolha das pessoas em diversos pontos de encontro da cidade, levando-as para o mercado e posteriormente, caso se justifique, para os acolhimentos de emergência», lembrando que a Santa Casa da Misericórdia, a Cruz Vermelha Portuguesa e várias instituições de solidariedade social são os «parceiros» da autarquia neste Plano de Emergência.

Neste momento, a Câmara de Lisboa tem 60 camas distribuídas por diferentes locais da cidade, prevendo que, a partir de amanhã, existam mais 20/30 camas para acolher todos os sem-abrigo que «queiram pernoitar nos locais de acolhimento», salientando que, neste momento, «existem 40 vagas no pavilhão da Graça», com capacidade «para acolher todos aqueles que queiram dormir nos espaços disponibilizados».




A Câmara Municipal de Lisboa reconhece que houve um aumento da população sem-abrigo por causa do Covid-19, o que levou muitas pessoas a ficarem sem casa e sem emprego, revelando que, até setembro, estavam «356 pessoas a dormir nas ruas» de Lisboa. No entanto, lembra que «200 pessoas estão a ser acolhidas em equipamentos de emergência, nomeadamente no Casal Vistoso, Casa do Lago, Casa dos Direitos Sociais e na Pousada da Juventude.

«Nós, autarquia, temos obrigação de ter oferta para todos aqueles que se queiram abrigar desta vaga de frio», afiança a autarquia, reafirmando que «a autarquia tem capacidade para todos aqueles que necessitem acolhimento nos centros de emergência».

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para esta terça-feira, 5 de janeiro, e para quarta-feira, 6 de janeiro, tempo frio com temperaturas mínimas a variar entre os -4ºC e os 8ºC e as máximas entre os 5ºC e os 17ºC, e vento que pode ser forte nas terras altas.

Face à situação meteorológica, o IPMA recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações.

Nesse sentido, aconselha que se evite a exposição prolongada ao frio e às mudanças bruscas de temperatura, a manter o corpo quente, através do uso de várias camadas de roupa, folgada e adaptada à temperatura ambiente, proteger as extremidades do corpo (usando luvas, gorro, meias quentes e cachecol) e calçado quente e antiderrapante e ingestão de sopas e bebidas quentes, evitando o álcool que proporciona uma falsa sensação de calor.

 

 

 

 

 

 

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