LISBOA COMEÇA AMANHÃ TESTAGEM MASSIVA DA POPULAÇÃO

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A Câmara de Lisboa vai iniciar, amanhã, um processo de testagem «universal e gratuito» no concelho, o maior a nível nacional até agora realizado. Para tal, a autarquia assinou um protocolo com a Associação Nacional de Farmácias para a implementação de uma campanha que vai permitir a cada munícipe realizar dois testes rápidos de antigénio gratuitos por mês – um por quinzena – nas freguesias que registarem uma incidência cumulativa a 14 dias superior a 120 novos casos por 100 mil habitantes

Lisboa inicia a partir de amanhã, 31 de março, um plano de testagem em massa e gratuito para todos os moradores das 10 freguesias com com mais de 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes, nomeadamente Ajuda, Alvalade, Arroios, Estrela, Marvila, Olivais, São Vicente, Santa Clara, Santa Maria Maior e Santo António. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e o presidente da Associação Nacional das Farmácias, Paulo Cleto Duarte, deslocam-se a uma das farmácias aderentes, em Marvila, para verificar no terreno o início do plano municipal de testagem em massa.

Os testes rápidos poderão ser efetuados em qualquer uma das mais de 60 farmácias aderentes, independentemente da freguesia onde se encontram, número que deverá continuar a crescer nos próximos dias. As freguesias abrangidas pelo plano municipal de testagem em massa abrangem mais de 200 mil pessoas, nesta fase inicial, e serão atualizadas semanalmente, revela a autarquia, sublinhando que todos os testes efetuados nas farmácias serão imediatamente enviados para o SINAVE, o sistema de informação em saúde, e os casos positivos reportados ao SNS, cujos profissionais entrarão em contato com os munícipes infetados.

Segundo Fernando Medina, o objetivo é «monitorizar o desconfinamento gradual, montando um sistema de testagem em massa para acautelar a transmissão do vírus na comunidade e diminuição de contágios».

Este é um «novo pilar de testagem mais massificada», criada em parceria com a Associação Nacional de Farmácias e com as autoridades de saúde, que pretende complementar «aquilo que o país já tem, nomeadamente o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e as novas regras que serão aplicadas nas empresas, escolas e transportes públicos», considerou o autarca, durante a conferência de imprensa em que anunciou a testagem massiva da população..

«Estamos aqui numa fase nova, numa fase exigente, que é a fase de tentarmos fazer todos os nossos esforços para que possamos rapidamente diagnosticar pessoas que possam estar infetadas, para que possam cumprir os seus isolamentos, para que possam entrar no seu período de tratamento e evitarmos o alastramento da doença», acrescentou. Por isso, a duração do plano não está definida, pois depende de quando o país conseguir alcançar «a chamada imunidade de grupo».




«Nós temos hoje uma situação no país que é uma situação que está controlada, mas sabemos os riscos que um processo de desconfinamento, de mais pessoas em circulação, traz ao possível aumento dos números. E sabemos também que a região de Lisboa é uma região mais sensível relativamente à dimensão da pandemia», advertiu.

Fernando Medina explicou ainda que as farmácias aderentes estão ligadas ao sistema de informação do SNS, pelo que os resultados ficam automaticamente registados e acessíveis às equipas de saúde pública, que contactarão os cidadãos que tiverem um teste positivo.

A listagem de freguesias e das farmácias aderentes pode ser consultada em: https://www.lisboa.pt/lisboaprotege/saude

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