Lisboa comemora, amanhã, o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e também os 20 anos da entrega do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago.

Há 20 anos, a 10 de Dezembro de 1998, José Saramago recebia o Prémio Nobel da Literatura, até hoje o primeiro e único prémio da Academia Sueca a distinguir a língua portuguesa. Era desejo do escritor que a Fundação que mais tarde criou assumisse como norma de conduta a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Assembleia Geral da ONU no dia 10 de Dezembro de 1948, desde então celebrado como o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Fotos: Fundação José Saramago
Fotos: Fundação José Saramago

Para celebrar a dupla efeméride, a Câmara Municipal de Lisboa vai realizar uma série de actividades comemorativas. Assim,às 10 horas, é inaugurado, na R. Carlos Alberto Mota Pinto, um mural alusivo ao 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos; às 10h30, é inaugurada na CML, Campo Grande, uma exposição com trabalhos de alunos do 1º,2º e 3º ciclo da rede pública de Lisboa, no âmbito do Programa de Educação para as Literacias – Letras, Cores e Saberes.

Dando início às comemorações dos 20 anos da entrega do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, o Presidente da Câmara, Fernando Medina, inaugura, às 12 H, o Largo José Saramago, frente à Fundação José Saramago.

Pelas 12H45, Fernando Medina e a Fundação JoséSaramago inauguram, no Torreão Poente, Museu Lisboa, Praça do Comércio, aExposição «Silêncio e Memória – 23 Prémios Nobel de Literatura». Com curadoria de Miguel Invarato, fotografias de Kim Manresa e textos de Xavi Ayeón, a exposição apresenta mais de 160 fotografias e excertos de entrevistas realizadas a 23 Prémios Nobel da Literatura, incluindo José Saramago. Com esta apresentação em Lisboa, inicia-se a itinerância europeia da exposição, depois de uma primeira exibição já realizada no Centro Nobel, em Estocolmo, na Suécia.

Por proposta da Associação das Nações Unidas,várias capitais europeias (Madrid, Paris, Dublin, Roma, Bruxelas, Berlim, Bernae Lisboa) vão promover à mesma hora nas suas câmaras municipais uma leitura pública da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Juntamente com a sua equipa, os Presidentes da Câmara – acompanhados de crianças e artistas – lerão os 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Antes do início da leitura, o Presidente da Câmara de Bruxelas e o Presidente da Associação das Nações Unidas vão ler a partir de Bruxelas o nome de todas as capitais participantes.

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