LISBOA ESTÁ A FISCALIZAR TODOS OS LARES

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A Câmara de Lisboa quer informações sobre todo os lares da cidade incluindo os ilegais e vai solicitar, ao Governo, dados sobre o número de óbitos por covid-19 nos lares. Ontem, a edilidade começou a identificar as situações sanitárias desses estabelecimentos.

A Câmara de Lisboa, em conjunto com outras entidades, começou a identificar os lares da capital que estão em situação irregular para garantir procedimentos de saúde e de segurança adequados face à Covid-19, e já solicitou ao Governo dados sobre o número de óbitos por covid-19 de utentes e funcionários ocorridos nos lares.

Entretanto, em relação à situação dos lares, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, confirma que «foram realizados testes a mais de 50% dos trabalhadores dos lares», acrescentando que os níveis de deteção de casos positivos estão à volta dos 10% dos casos testados

Por seu turno, o vereador dos Direitos Sociais, Manuel Grilo, sobre as ações que estão a ser desenvolvidas, explicou que este trabalho já foi feito junto dos lares públicos e privados da cidade, adiantando que «estão bastante melhor do que era esperado».

O trabalho, feito pela Câmara de Lisboa, Santa casa da Misericórdia, Instituto de Segurança Social e delegado de saúde, estende-se agora a outros lares «que não são exatamente ilegais, mas que estão em situação irregular», indicou o autarca.

Manuel Grilo pretende garantir que estes equipamentos «também têm boas condições e não têm problemas de contágio», certificando que «os procedimentos de saúde adequados para que os idosos não venham a ser contagiados, sendo que são o grupo de risco e o grande grupo onde se registam mais óbitos em termos nacionais e internacionais».





Depois da fase de identificação dos equipamentos em questão, seguem-se as visitas aos lares pelas equipas da Proteção Civil da Câmara de Lisboa e da Santa Casa da Misericórdia.

O trabalho, já feito nos lares, incluiu a distribuição de equipamentos de proteção individual, a verificação dos planos de contingência, bem como todos os procedimentos de higienização, nomeadamente nas entradas e saídas dos lares por parte dos trabalhadores.

A Segurança Social pode, posteriormente, intervir, referiu Manuel Grilo, reiterando, contudo, que o objetivo desta equipa não é fiscalizar situações irregulares ou ilegais, mas sim «contribuir em termos de saúde pública».

Testes já ultrapassam os 317 mil

Entretanto, numa declaração aos jornalistas, no final da nona reunião da Estrutura de Monitorização do Estado de Emergência devido à pandemia de Covid-19, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, revelou que já foram feitos 317 mil testes ao coronavírus e que «em abril já se fizeram o dobro dos testes» realizados em março.

Em relação à situação dos lares, o ministro disse que «foram realizados testes a mais de 50% dos trabalhadores dos lares», acrescentando que os níveis de deteção de casos positivos estão à volta dos 10% dos casos testados. Segundo o ministro, estes 10% «não correspondem a um receio que existia de uma dimensão muito superior de casos positivos». O ministro disse que o Governo espera que «até à primeira semana de maio todos os funcionários de lares já tenham sido testados».

Eduardo Cabrita frisou também que o Governo vai promover a realização de testes à covid-19 relativamente a requentes de asilo que se encontram a aguardar decisão administrativa e judicial em alojamentos coletivos sobretudo na área de Lisboa.

 

 

 

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