LISBOA FAZ UM LAÇO AZUL PELAS CRIANÇAS VITIMAS DE MAUS TRATOS

Abril é o Mês Internacional de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância e «é urgente sensibilizar para uma causa que é nossa, de todas e todos», salienta a Câmara Municipal de Lisboa que amanhã, 20 de abril, promove um debate, moderado por Laurinda Alves, vereadora dos Direitos Humanos, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Lisboa assinala o Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância 2022 com um debate e a formação de um laço humano, anuncia em comunicado a Câmara Municipal de Lisboa, sublinhando que «a prevenção de toda e qualquer forma de violência exercida sobre as crianças diz respeito a cada pessoa que habita, trabalha ou passa em Lisboa».

Por isso, o Município de Lisboa vai realizar duas ações que «são um alerta e um apelo: um alerta para esta realidade, um apelo para que sejamos mais ativos e eficazes na proteção dos direitos das crianças».

Assim, no dia 20 de abril, esta questão será motivo de debate no Salão Nobre, no dia 20 de abril, pelas 10 horas, com especialistas de referência, como o Professor e Psicólogo Eduardo Sá; Paulo Guerra, Juiz Desembargador do Tribunal da Relação de Coimbra, e João Luís Dias, Chefe da 1ª Divisão da PSP. O tema da conversa, moderada pela Vereadora Laurinda Alves, responsável pelo pelouro dos Direitos Humanos e Sociais do Município, é: «como podemos proteger as crianças de maus-tratos? e contará também com a presença de representantes de várias áreas da sociedade que se empenham na defesa das crianças».

Dois dias depois, a autarquia desafia «todas e todos aqueles que lutam por defender as crianças a juntarem-se a nós, num laço verdadeiramente humano, na Praça do Município, no dia 22 de abril, a partir das 10 horas». Este laço humano contará com a presença de pessoas das várias áreas de trabalho do Município e todas aquelas que se quiserem juntar à iniciativa, vestindo uma camisola ou trazendo consigo um acessório de cor azul. O objetivo é interpelar todos para esta causa para que possamos agir em conjunto pela defesa dos direitos das crianças.

Na perspetiva da autarquia, presidida por Carlos Moedas, é um imperativo humano «cuidar bem das crianças, zelar pela sua saúde física, mental e emocional, assegurar o seu bem-estar, promover o seu desenvolvimento, multiplicar os seus dons e talentos, garantir o acesso à escola e à educação».





A autarquia recorda que, em 1989, Bonnie Finney, uma avó norte-americana que perdeu o seu neto por ter sido vítima de maus-tratos, atou uma fita azul na antena do carro como forma de despertar as consciências e “fazer com que as pessoas se questionassem” sobre a razão daquele seu gesto. O laço azul passou a ser internacionalmente conhecido como símbolo desta causa.

Mas, três décadas depois, as crianças continuam a ser maltratadas dentro e fora de casa, pelas próprias famílias, mas também por quem tem acesso ou influência sobre elas. Lisboa é uma cidade solidária e os lisboetas provam todos os dias que são sensíveis aos que mais sofrem. Nesta lógica, e por isso «Lisboa faz um laço e veste a camisola pelas crianças!»

 

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