LISBOA QUER VACINAR 65 MIL POR SEMANA

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Hoje, a Câmara de Lisboa anunciou que, a partir de segunda-feira, os centros de vacinação em Lisboa vão estar abertos «por mais uma hora», com o objetivo de vacinar 65 mil pessoas/semana. Também hoje, a autarquia comunicou que não autoriza nem autorizará, durante o período do Euro 2020, a instalação de écrans no espaço público

O horário de funcionamento dos centros de vacinação contra a Covid-19 vai ser alargado a partir de segunda-feira, anunciou esta quinta-feira a Câmara de Lisboa. Assim, a partir da próxima segunda-feira, 21 junho, o horário será alargado por mais uma hora (de 9 para 10 horas diárias), indica a autarquia, em comunicado.

«Num segundo momento, na primeira semana de julho, para 14 horas diárias, das 8h às 22h, incluindo ao sábado e domingo. Esta medida significa um potencial de mais 15 mil doses ministradas por semana», adianta a autarquia liderada por Fernando Medina.

Segundo o comunicado da autarquia, o Centro Municipal de Vacinação, instalado no Pavilhão 3 do Estádio Universitário de Lisboa, será reaberto. Este centro «será operado pelas Forças Armadas, com um regime de agendamento distinto, significando esta medida um potencial de cerca de mais sete mil vacinas por semana», adianta a autarquia. Por outro lado, será ainda operacionalizado um processo especial de vacinação para as comunidades migrantes, anuncia a Câmara de Lisboa.

«Com mais de 12 mil migrantes a aguardar atribuição de número de utente do SNS, a Câmara Municipal de Lisboa reforçará as equipas do SNS para atender a esta necessidade e, por esta via, concretizar a elegibilidade desta população para o processo de vacinação», explica o município.

A medida acontece numa altura em que a região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) é o epicentro da pandemia de Covid-19 em Portugal. Na quarta-feira, foram registados mais de 900 casos do novo coronavírus em LVT.





A Câmara Municipal de Lisboa, segundo recorda o comunicado, «tem vindo a fazer um esforço singular no apoio ao programa de vacinação, sendo responsável pela infraestrutura, coordenação operacional e sustentação logística de sete centros municipais de vacinação. Nestes centros já foram administradas mais de 320 mil vacinas, não só aos lisboetas, mas também a todos aqueles que, por via do auto-agendamento, escolheram Lisboa como o local mais conveniente para a sua vacinação».

A autarquia acrescenta, ainda, que tem recorrido a equipas mistas, constituídas pelos profissionais dos centros de saúde de Lisboa e por enfermeiros contratados pela Câmara, para administrar nestes centros cerca de 20 mil doses por semana, um número que duplicou na última semana (39 mil), fruto do aumento da disponibilidade de vacinas e de ajustes realizados recentemente no processo de vacinação.

Nesse sentido, a edilidade, em articulação com todas as entidades do SNS e com o Governo, pretende aumentar para cerca de 65 mil por semana o total de vacinas administradas nos Centros de Vacinação de Lisboa, mais do que triplicando o ritmo verificado até à passada semana, adotou as seguintes medidas:

Os enfermeiros contratados pela CML vão «desempenhar tarefas realizadas até agora apenas pelos enfermeiros do SNS, reforçando a capacidade operativa do corpo misto de enfermagem e garantindo maior capacidade de resposta, possibilitando mais horas de serviço e alargamento do horário de funcionamento dos centros municipais de vacinação.

Centro Universitário hospitalar de Lisboa em risco de limitar serviço não-covid

Entretanto, em declarações à Rádio Renascença, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte, Daniel Ferro, alerta que o ritmo de crescimento do contágio na região de Lisboa e Vale do Tejo pode implicar voltar a limitar serviço não-Covid.

Em entrevista à Renascença e ao Público, Daniel Ferro diz que a maior parte dos doentes que estão em cuidados intensivos tem idade inferior a 65 anos. «Estou a falar de pessoas com 30 anos, 35, 40, 45 anos», afirma o administrador do centro hospitalar que inclui os hospitais de Santa Maria e Pulido Valente.

O descontrolo da pandemia de Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo «pode ser uma ameaça para o país» e o recuo no desconfinamento é inevitável, disse Bernardo Gomes, médico de saúde pública, que também é membro do chamado Grupo das linhas vermelhas Covid.

O Governo volta, esta quinta-feira, a analisar a evolução da pandemia concelho a concelho, com Lisboa a viver uma espiral diária de novas infeções.

Proibidos ajuntamentos para ver futebol

Também hoje, a Câmara Municipal de Lisboa, «tendo em conta a situação pandémica, atenta ao esforço para manter controlados os números de infeções, sobretudo em situações de festejos, e para evitar aglomerações», anunciou que «não autoriza nem autorizará, durante o período do Euro 2020, a instalação de écrans no espaço público, numa posição que está articulada com as juntas de freguesia da cidade».

A Câmara de Lisboa, que desta forma inviabiliza a possibilidade de se assistir ao confronte entre Portugal e Alemanha, no próximo sábado, na companhia de um grupo de amigos num café, apela «ao dever de recolhimento de todos e ao cumprimento das regras sanitárias emanadas pela Direção-Geral de Saúde».

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