LOURES PREOCUPADA COM ATRASOS NA VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19”

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A Câmara de Loures exige mais um centro de vacinação anti-covid 19 e pede o pagamento integral das mensalidades das crianças abrangidas pela gratuitidade das respostas sociais, assim como, a criação de uma linha de apoio extraordinária às instituições que têm respostas socais suspensas.

A Câmara de Loures está preocupada com o atraso no processo de vacinação no concelho de Loures e no país e, por isso, exige a abertura de, pelo menos, mais um centro de vacinação, designadamente na zona oriental do concelho, reiterando a total disponibilidade deste município no apoio a todas as iniciativas que o Ministério da saúde entenda desenvolver no sentido de garantir o rápido progresso da vacinação no concelho

A terceira vaga da pandemia – segundo o executivo camarário – colocou «ainda mais premente a necessidade de vacinação da nossa população, como forma de suster a propagação do vírus e dessa forma retirar a pressão existente nos serviços de urgência e cuidados intensivos no nosso serviço nacional de saúde». Contudo, o atraso verificado no plano de vacinação, por dificuldade na disponibilização de vacinas e de outros consumíveis, adiou o avanço da imunização da população, aumentando o risco de propagação de novas variantes para as quais as atuais vacinas não tenham a eficácia desejada.

A Câmara de Loures, presidida por Bernardino Soares, lembra que, desde o início da pandemia, «tem vindo a articular com a Unidade de Saúde Pública as melhores respostas no combate à epidemia disponibilizando às autoridades de saúde meios técnicos, logísticos e equipamentos», sublinhando que, mesmo agora, a solicitação do ACES, garantiu «de forma muito rápida a instalação de um centro de vacinação no Pavilhão Feliciano Bastos, em Loures, que permite às autoridades de saúde vacinar pelo menos 800 pessoas por dia».

A Câmara de Loures, na moção aprovada ontem pelo executivo, considera necessária a criação de mais centros de vacinação, designadamente na zona oriental do concelho, revelando que o Município dispõe já, desde o início desta semana, de capacidade de resposta em relação ao transporte de pessoas para o centro de vacinação em Loures, que não tenham condições de o fazer por meios próprios.

  1. Manifestar a sua preocupação quanto ao atraso no processo de vacinação no nosso concelho de Loures e no país;
  1. Reiterar a necessidade de abertura de pelo menos mais um centro de vacinação, designadamente na zona oriental do concelho;
  1. Reiterar a total disponibilidade deste município no apoio a todas as iniciativas que o Ministério da saúde entenda desenvolver no sentido de garantir o rápido progresso da vacinação no nosso concelho

Apoios sociais a instituições com respostas de infância


Por outro lado, na mesma reunião foi aprovada uma moção da CDU de apoio às IPSS com respostas sociais de apoio à infância, suspensas no passado dia 25 de janeiro. prevendo-se que tal situação se mantenha, durante mais algumas semanas.

A autarquia lembra que, tal como aconteceu no confinamento anterior, verifica-se também agora um agravamento das condições socioeconómicas dos pais e encarregados de educação, o que acarreta dificuldades acrescidas para cumprir com os pagamentos das mensalidades às instituições que asseguram a resposta aos seus filhos. Por seu lado, as instituições, tal como aconteceu no de 2020, decidiram proceder à aplicação de descontos nas mensalidades devidas, para tentar minorar a situação. No entanto, este grande esforço das instituições, com grande impacto no seu equilíbrio financeiro, não foi solidariamente acompanhado pelo Instituto da Segurança Social, que não disponibilizou qualquer apoio extraordinário, tendo as instituições ficado com a responsabilidade de dar uma resposta social essencial para muitas famílias, suportando sozinhas os elevados descontos nas mensalidades.

Para minorar a situação económica dessas instituições, o Município de Loures atribuiu, durante o ano de 2020, um apoio financeiro extraordinário no valor 330 mil euros às instituições sociais que trabalham na área da infância, para ajudar a suportar os descontos efetuados às famílias e as mensalidades que acabaram por não ser pagas.

Esta situação, levou o executivo camarário a pedir ao Instituto de Segurança Social e o Governo a  manutenção do «pagamento integral das mensalidades das crianças abrangidas pela gratuitidade destas respostas sociais e, por outro lado, exigir uma linha de apoio extraordinária a fundo perdido às instituições que têm respostas socais suspensas de forma a compensar as perdas financeiras que terão, como consequência dos descontos obrigatórios nas mensalidades e por incapacidade económica dos pais e encarregados de educação».

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