A taxa de adoção de cães no canil municipal de Loures, no distrito de Lisboa, tem vindo a aumentar gradualmente. Em 2020, apesar da pandemia, registou-se a adoção de 98 gatos e de 180 cães, 156 canídeos foram adotados por particulares e 24 por associações zoófilas.
O número de animais errantes, tanto cães como gatos, têm aumentado no concelho de Loures. Mas, em contrapartida, o número de adoções tem registado aumentos significativos. Consequência ou não da pandemia, em 2020, foram entregues para adoção 180 cães, dos quais 156 foram adotados por particulares e 24 por associações zoófilas. Quanto aos gatos, foram 98 os animais adotados, dos quais 76 por particulares e 22 por associações zoófilas.
O número alcançado em 2020 – segundo a veterinária responsável pelo Centro de Recolha de Animais e chefe dos serviços municipais de Veterinária, Vanessa Grima – representa um aumento substancial face aos anos anteriores: em 2019 tinham sido entregues para adoção 140 animais e, em 2018, apenas 53. O crescimento mais significativo verificou-se na adoção de gatos: em 2019 foram adotados 19 gatos e no ano seguinte 98.
«Esta evolução – explica – resulta da implementação de uma política de incentivo à adoção responsável e a um programa regular de ações descentralizadas de campanhas de adoção», destacando o facto de todos os cães que são dados para adoção serem entregues vacinados e chipados e de a autarquia disponibilizar aulas gratuitas de treino «para que os donos saibam lidar melhor com os seus animais».
Os animais disponíveis para adoção podem ser consultados num portal do animal de companhia, acessível através da página de internet da Câmara de Loures.
Vanessa Grima realçou que, além dos cães, a autarquia tem vários programas de esterilização de gatos, como é o caso do programa “Aqui há gato”, que abrange cerca de 150 colónias de gatos, num universo de 1400 animais recenseados e 40 cuidadores inscritos.
Não às adoções por impulso
Vanessa Grim ressalvou a relevância destes números, «num ano em que se viveu uma crise pandémica», defendendo que o Centro de Recolha de Loures tem pautado a sua ação por «desincentivar as adoções por impulso», fazendo um inquérito pré-adoção para avaliar as condições do local para onde irá viver o animal e as condições económicas e sociais dos tutores. «Fazemo-lo para assegurar o bem-estar dos animais e para que estes não voltem a ser abandonados», justificou.
No entanto, para esta responsável, o aumento de adoções deveu-se não só à maior sensibilização para as questões animais, mas também à maior disponibilidade para pesquisar informações na Internet. «Uma das coisas que o confinamento trouxe foi uma maior disponibilidade para procurar informação e para a divulgar nas redes sociais. O crescimento destas ações tem sido muito significativo», sublinhou.
Descarregue a edição impressa OLHAR LOURES Nº 1 e leia em todos os dispositivos