MARCELO INAUGURA HOJE FEIRA DO LIVRO

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Foto: Arquivo | Feira do Livro 2018

A Feira do Livro de Lisboa é inaugurada hoje, quinta-feira, no Parque Eduardo VII, com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa e vai estar limitada a 3.300 pessoas em simultâneo, sendo o uso de máscara é obrigatório.

A Feira do Livro de Lisboa abre as portas esta quinta-feira, pelas 12h30. Da parte da tarde, às 17h, haverá uma cerimónia de abertura que contará com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pretendendo ser «uma prova de resiliência do setor num ano catastrófico» em contexto de pandemia, afirma a organização.

«A feira é uma altura de excelência para tentar recuperar parte daquilo que foi perdido e permitir aos seus leitores e clientes o contacto com o livro. Até ao final do ano, o setor poderá ter uma perda entre os 30 e os 35 milhões de euros. É um valor que não será recuperado. A palavra adequada para isto é catástrofe», defende Pedro Sobral, vice-presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que organiza a feira juntamente com a Câmara Municipal de Lisboa.

Depois de um adiamento devido à pandemia do novo coronavírus, a Feira do Livro de Lisboa arranca hoje. A cerimónia de inauguração está marcada para as 17h, no Auditório Sul, um dos três que a organização disponibilizou este ano para a realização de lançamentos e apresentações. A sessão contará com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que depois fará uma doação de livros que, depois, serão oferecidos a crianças e jovens apoiados por instituições de caridade. Este ano, o pavilhão de doações fica junto à entrada sul do Parque Eduardo VII, perto do auditório onde decorrerá a abertura da feira. No ano passado, a iniciativa “Doe os seus Livros” permitiu angariar 10.819 livros para jovens e crianças, 2.500 dos quais manuais escolares.

Apesar da situação pandémica, esta será a segunda maior Feira do Livro de Lisboa, com 310 pavilhões, 638 marcas editoriais e 117 participantes. Para garantir a segurança dos visitantes, foram implementadas várias medidas de segurança e prevenção, como o uso obrigatório de máscara no recinto, dentro dos pavilhões mas também nas alamedas, e por uma lotação máxima de 3.300 visitantes, um número que Bruno Pires Pacheco considerou conservador.

As restrições impostas pela organização, nomeadamente ao número de espectadores que podem estar presentes nas apresentações, que este ano se realizam exclusivamente nos três auditórios da APEL, levaram algumas editoras a optar por fazer apenas sessões de autógrafos nas praças ou a não fazerem qualquer evento.





Apesar disso, a agenda desta feira promete ser preenchida – o programa desta edição conta com 800 atividades, que podem ser consultadas no site da APL. Para este primeiro fim de semana, estão agendadas sessões de autógrafos com João Tordo, Miguel Araújo (Penguin Random House), Lorenzo de Medici, Rodrigo Guedes de Carvalho, Afonso Reis Cabral (Leya) e Dulce Maria Cardoso (Tinta-da-China), e apresentações de livros como Balada de Sophie, de Filipe Melo e Juan Cavia (Auditório Sul).

A Feira do Livro de Lisboa funciona de segunda a quinta-feira, das 12h30 às 22h. À sexta e sábado fechará mais tarde (meia-noite) e ao sábado abrirá mais cedo, às 11h. No domingo, estará aberta das 11h às 11h. A Hora H, com os descontos mínimos de 50% em livros lançados há mais de 18 meses, continuará a funcionar de segunda a quinta-feira, na última hora da feira, ou seja, entre as 21h e as 22h.

 

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