MARCHAS POPULARES VOLTARAM A ABRILHANTAR ALMADA

As Marchas Populares de Almada voltaram ao concelho esta quinta-feira, dia 23 de junho, após dois anos de paragem forçada. O desfile teve lugar na Avenida António José Gomes, na Cova da Piedade, por onde passaram nove marchas, mais duas extraconcurso.

O concurso começou com a Marcha Infantil Projeto Age em Rede CLDS 4G, marcha extraconcurso, e que apresentou o tema ‘Trafa-Rica Enamorada’, que conta a história de amor entre um pescador e uma camponesa, cujo amor proíbido tinha como local de encontro a fonte dos casais da Charneca da Caparica.

O Projeto Age em Rede CLDS 4G é coordenado pelo Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Conceição da Costa de Caparica e executado em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Almada. Os padrinhos desta marcha são Cláudia Pereira, coordenadora RE-AGE em Rede, e Paulo Silva, presidente da Associação de Moradores do 2.º Torrão. A ensaiadora é Fátima Pinto e as letras foram escritas por Andreia Salgueiro e Bruno Henriques. A música foi composta e cedida pelo Centro Comunitário Pia II.

A seguir, foi a vez da Marcha Infantil os Costinhas desfilar na avenida. O tema deste ano era ‘Os Costinhas nas cusquices das vizinhas’. Os padrinhos são Patrícia Gonçalves e Aníbal Silva, e os ensaiadores são Maria José Ribeiro e Maura Guerreiro. As músicas foram escritas e compostas por Ângelo Ramos.

Depois da apresentação das marchas extraconcurso, a competição começou com o desfile da Marcha do Centro Comunitário Pia II, que apresentou o tema ‘Cais do Ginjal: memórias da nossa gente’, fazendo referência ao passado daquele local, que foi um centro náutico importante, e ainda o futuro do mesmo, que vai contar com habitação, comércio e cultura. A Marcha do Centro Comunitário Pia II tem como padrinhos os atores Andreia Ventura e Sérgio Alves.

Maria Temporão é a ensaiadora e Rafaela Gomes é a coreógrafa. A conceção dos arcos e trajes é de Cátia Durão, que contou ainda com o apoio de Bruno Varela, João Marques e dos marchantes na construção dos arcos, e com a ajuda de Odília Caires e Beatriz Velhinho na execução dos trajes.






A segunda marcha a apresentar-se no concurso das Marchas Populares de Almada foi a da Costa da Caparica, que apresentou o tema ‘Lá vai ela… a Costa em arraiais’, com os seus arcos a fazerem de manjericos. O tema foi pensado inicialmente para celebrar o São João, mas dois anos depois, ganhou um novo significado, e em 2022 celebra também o regresso das festas populares.

Os padrinhos da Marcha da Costa da Caparica são os fadistas Conceição Ribeiro e Rui Vaz, e os mascotes foram a Carolina Bettencourt e o Santiago. Ruben Coutinho é o ensaiador da marcha, e Ana Marques foi a responsável pelos figurinos. Já a cenografia ficou a cargo dos CS Eletrics e as músicas são da autoria de Joana e Carlos Dionísio.

De seguida, entrou a Marcha do Beira Mar de Almada, que em 2022 quis homenagear os ‘Aguadeiros’, uma vez que, até à década de 50, na vila de Almada, eram os aguadeiros os responsáveis pelo transporte e venda da água, porta-a-porta, carregando os seus burros com grandes barris cheios desta preciosidade.

Este cenário foi retratado pelos marchantes, que desfilaram descalços e vestidos de azul e dourado, sem esquecer as vasilhas de água, uma vez que a água era transportada nestes recipientes. A Marcha do Beira Mar de Almada tem o ator João de Carvalho e a cantora Sónia Costa como padrinhos e Hugo Miguel Barros como coreógrafo. Este é também ensaiador da marcha, juntamente com Sara Brandão. Os arcos e os trajes estão a cargo de Gina Caeiro e a costura dos fatos é de Glória Penetra. Os autores das canções da Marcha do Beira Mar de Almada são Francisco Santos (música) e Ester Jesus Correia (letras), e as mascotes são a Letícia e o Gabriel.

A quarta marcha a apresentar-se no desfile das Marchas Populares de Almada foi a Marcha da Al-Madan, que apresentou o tema ‘Da chita ao São João: Almada tradição’, que remete para os antigos Bailes da Chita, onde raparigas e rapazes exibiam modelos de alta-costura num tecido menos nobre, o que lhes permitia manter a elegância sem gastar muito dinheiro, com a ajuda das costureiras e alfaiates da época.

Os padrinhos da Marcha Al-Madan são a cantora Vanessa Silva e o marido, o músico Miguel Amorim. As canções foram compostas por este e escritas por Flávio Gil. O ensaiador é Fábio Emiliano, a conceção dos arcos e trajes é de Edgar Sousa, que contou com a ajuda de Joaquim Mário Castro e Nuno Silva na construção dos primeiros, e ainda de Cristina Almeida e Idalina Domingos na criação dos trajes. As mascotes são o Salvador Emiliano e a Vitória dos Santos.

A Marcha da Trafaria foi a que desfilou a seguir, sob o tema ‘Soldados da Paz, vozes de esperança’, que pretende homenagear os bombeiros, que arriscam a vida pelos outros, muitas das vezes colocando a sua própria em risco. ‘Vida por Vida’ é o lema dos soldados da paz, e que foi referenciado nos arcos. A apresentação contou ainda com a exibição de uma representação do quartel dos Bombeiros Voluntários da Trafaria e ainda com a simulação de um salvamento. A meio do desfile, as marchantes transformaram-se em pombas brancas, que simbolizam a paz.

O ensaiador da marcha é José Carlos Mascarenhas, e os autores das músicas são Joana e Carlos Dionísio, que também escreveram as canções daquela marcha. A conceção dos arcos é também de José Carlos Mascarenhas, em conjunto com Vilma Lisis Mascarenhas, que também desenhou os trajes. Os arcos foram executados por Miguel Caldeira, Pedro Lopes e Rui Rosendo.

Já as roupas foram feitas por Maria Júlia Santos. Os padrinhos da Marcha da Trafaria são Jéssica Antunes e Rui Pedro Figueiredo, ex-concorrentes do ‘Big Brother’, e os mascotes são Ariane Duarte e David Rodrigues.

A sexta marcha a apresentar-se na Avenida António José Gomes foi a da SFUAP – Cova da Piedade, que apresentou o tema ‘As vinhas da Romeira’, como uma homenagem à Romeira Velha, que em tempos atraiu bastante população para trabalhar nas suas vinhas, que deram fama à região, devido à boa qualidade dos seus vinhos.

A Marcha da SFUAP tem como padrinhos os bailarinos profissionais Guilena e Dimas. As músicas são da autoria de Gil Pleno e Flávio Gil e a cenografia é de Sérgio Sousa. O ensaiador e coreógrafo é José Nunes, e os arcos foram desenhados e feitos pelos Proeasy Design. Andreia Nunes desenhou os trajes, que foram executados por Aldina Jesus.

A seguir, entrou a Marcha do Pragal, que tem como tema ‘Até ao lavar dos cestos é vindima’, que homenageia a viticultura, através das uvas, das parras, e dos cestos, retratados nas roupas e nos arcos. O coordenador da Marcha do Pragal é Bruno Santos, e a ensaiadora e coreógrafa é Sofia Pereira. Hélder Gomes é o responsável pelos arcos e trajes, e contou com o apoio dos Proeasy Design na conceção dos primeiros, e de Júlia Santos na confeção das roupas. Os padrinhos são o ator Paulo Vasco e a cantora Dora.

A Marcha da Charneca foi a penúltima marcha a desfilar. O tema apresentado foi ‘Chega p´ra lá não me mascarres’, onde os marchantes, descalços, fizeram referência aos carvoeiros que permaneciam a semana toda na Mata dos Medos a produzir carvão e ainda às lavadeiras, que iam uma vez por semana á Praia do Rei lavar a roupa. Os ensaiadores e coreógrafos da Marcha da Charneca são Vanessa Rocha e Diogo Vaz, e o figurinista é José Almeida. Os arcos foram feitos pela Comissão da Marcha e por Daniel Oliveira. As roupas foram executadas por Júlia Santos. Os padrinhos são, uma vez mais, os fadistas Cátia Santos e Miguel Ramos.

Por fim, a terminar o desfile, apresenta-se a Marcha da Capa-Rica, que tem o tema ‘Era uma vez… a lenda da Capa Rica’, que conta a lenda da Capa Rica e deu origem ao nome Caparica. No entanto, apesar de antiga, a lenda cruza-se ainda com a realidade dos dias de hoje, uma vez que os emigrantes são vistos como pessoas estranhas nos sítios onde chegam e que sentem saudades das suas origens.

O ensaiador da Marcha da Capa Rica é Américo Silva, que é também coreógrafo, em conjunto com Pedro Augustos. O figurinista é Dino Alves e o cenógrafo é Hugo Barros. Os trajes foram executados também por Dino Alves e as músicas são da autoria de Tiago Torres da Silva e Toy. Os padrinhos são o presidente da Assembleia Geral da ACCR, João Carlos Mendes, e a fadista Diana Soares. As mascotes da Marcha da Capa Rica são a Francisca Neves e o Gustavo.

As nove marchas a concurso, mais as duas extraconcurso, vão desfilar novamente na grande final das Marchas Populares de Almada, marcada por o dia 2 de julho, no Complexo Municipal dos Desportos Cidade de Almada, no Feijó. Neste dia, saber-se-á quem é o grande vencedor do concurso, que é organizado de forma regular desde os anos 80 e conta com o apoio da Câmara Municipal de Almada.

Esta sexta-feira, feriado municipal, as duas marchas infantis voltam a exibir-se, na Praça dos Apóstolos, em Almada, onde também irá desfilar a Marcha Popular da Costa de Caparica. Às 21h30, está marcado o concerto de Aurea, na Praça São João Baptista, a que se segue um espetáculo de fogo de artifício, no Jardim Comandante Júlio Ferraz.

Nr: Noticia atualizada a 3 de julho

 

2 COMENTÁRIOS

  1. GOSTEI GOSTARIA DE SABER SE Á VIDEO DO DESFILE DAS MARCHAS EM ALMADA OBRIGADO

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