Num Portugal cada vez mais envelhecido, a Empathia propõe um modelo disruptivo para a venda das casas da população sénior. Traz para o terreno a venda da habitação com manutenção de usufruto vitalício, um novo modelo de negócio imobiliário que passa por reconhecer o lar como um instrumento de justiça social. Pedro Almeida Cruz sustenta que esta nova modalidade tem como prioridade trazer dignidade para os proprietários, que podem permanecer nas suas casas até ao fim dos seus dias, mas sem o sufoco financeiro de esticar ao limite as magras reformas.
Em entrevista ao “Olhares de Lisboa”, o CEO da Empathia explica que, ao abrigo da sua ideia de negócio, as casas deixam de ser bens imóveis propriamente ditos, para se converterem na base para envelhecer com dignidade. Esta solução foi pensada especificamente para quem quer continuar a viver na sua casa, mas que precisa de transformar esse valor em rendimento, serviços ou qualidade de vida.
Pedro Almeida Cruz fundou uma empresa do ramo imobiliário que promete revolucionar o setor, introduzindo uma dimensão humana inigualável neste setor. A Empathia quer destacar-se pela oferta de uma proposta disruptiva: transformar património em dignidade para os mais idosos, que permanecem nas suas casas, ao mesmo tempo que conseguem uma disponibilidade financeira antes inimaginável.
Ex-administrador no setor segurador, Pedro Almeida Cruz defende que a sua nova missão de vida assenta num negócio que pretende inculcar os valores da empatia e do humanismo no setor imobiliário afeto aos mais idosos. É objetivo usar a casa, não só como refúgio, mas como ativo social e emocional, garantindo que os últimos anos de vida sejam vividos com maior bem-estar.
Olhares de Lisboa — Como surgiu a ideia de criar a Empathia?
Pedro Almeida Cruz — A Empathia nasce de uma preocupação real, que é também pessoal: como é que vamos cuidar das pessoas que envelheceram a cuidar de nós? Olhamos para os dados demográficos e percebemos que o envelhecimento da população acarreta uma transformação profunda da nossa sociedade. De facto, hoje vivemos mais tempo, mas viver mais tempo não basta — é preciso viver melhor, respondendo também à questão de como garantir que os últimos 20 ou 30 anos de vida sejam vividos com conforto, dignidade e autonomia.
Este novo modelo habitacional respeita o valor simbólico e emocional da casa, ao mesmo tempo que resolve um problema financeiro real enfrentado por milhares de pessoas seniores?
Justamente. A ideia surgiu do desejo de dar uma resposta concreta a essa necessidade, utilizando o setor imobiliário como plataforma para o desenvolvimento social. Assim, olhamos para a casa de cada família e percebemos que esta é o seu maior refúgio. Acreditamos também que a casa deve ser vista como o seu maior ativo porque, em boa verdade, é o maior investimento que fizeram na vida. Foi com essa visão que criámos um modelo habitacional que respeita o valor simbólico e emocional da casa, ao mesmo tempo que resolve um problema financeiro real enfrentado por milhares de idosos em Portugal. Percebemos que era possível criar um modelo que transformasse esse património em conforto e qualidade de vida, sem exigir que as pessoas abrissem mão do lugar onde criaram as suas histórias de vida, as suas memórias, trazendo uma novidade absoluta no mercado imobiliário, colocando a longevidade e o envelhecimento no centro da discussão deste mercado.
Havia, de facto, uma lacuna no mercado imobiliário português?
Hoje, o mercado oferece essencialmente soluções imobiliárias relacionadas com a habitabilidade ou o investimento, mas pouco ou nada existe para responder ao envelhecimento com qualidade e com segurança, na própria casa. É um setor que, do ponto de vista privado, quase ignora a dimensão social da habitação da população sénior. E essa é a lacuna que a Empathia pretende agora preencher, apresentando-se com um modelo de negócio privado, mas socialmente relevante. A nossa proposta passa, assim, por reconhecer a casa como um instrumento de justiça social. A casa deixa de ser apenas um bem imóvel para se tornar uma base para envelhecer com dignidade.
Poderia detalhar-nos como funciona todo este processo e quais são os principais benefícios para os proprietários idosos?
O funcionamento é bastante simples: com a ajuda da Empathia, o proprietário sénior vende a sua casa a investidores (particulares ou institucionais), mas mantém o direito legal de viver nela até ao fim da sua vida, designado por usufruto vitalício, e que está consagrado no Código Civil como um direito real. Em contrapartida dessa venda, recebe um valor significativo à cabeça, de forma transparente e ajustado ao valor de mercado do imóvel nessas condições.
O resultado da venda pode ser utilizado livremente, sem restrições, mal o negócio seja fechado?
Sim, não há contrapartidas. Este dinheiro vai trazer uma substancial melhoria da qualidade de vida do sénior. O montante pode servir para aumentar o rendimento mensal, para apoiar os filhos ou netos, para pagar cuidados de saúde, entre outros projetos de vida. O principal benefício, no fundo, é poder transformar património em liberdade e bem-estar, sem ter de deixar a sua casa. Isso traduz-se em mais conforto, maior segurança e em um envelhecimento mais ativo e feliz.
O negócio é recente. Quais as principais motivações que as pessoas têm ao vender a sua casa, mas mantendo o usufruto?
Temos sido contactados por pessoas com mais de 75 anos, reformadas, que viveram grande parte das suas vidas na mesma casa. Muitas delas veem os seus rendimentos reduzidos, mas ao mesmo tempo possuem imóveis pagos, localizados em zonas valorizadas das cidades. Quando ouvem falar da Empathia e do seu projeto transformador, parece-lhes uma boa ideia beneficiar da valorização da sua casa, mas sem deixar de a utilizar.
Quais as razões que habitualmente levam alguém a vender a sua casa em vida?
As motivações para as pessoas procurarem a Empathia diferem umas das outras. Mas podemos tipificar os 4 perfis mais relevantes: antecipar a herança; garantir um significativo complemento de reforma; ajudar financeiramente a família; ou ainda ter dinheiro para resolver rapidamente um problema de saúde. Em todos os casos há um denominador comum, que é a vontade de permanecer no espaço onde viveram a vida inteira, mas com mais meios e mais tranquilidade para o futuro, vendo neste modelo uma forma de envelhecer com mais dignidade.
Sabemos que estamos a falar de uma geração que, muitas vezes, encara a casa como algo “sagrado”. É um bem emocional, construído e pago com muito sacrifício. Por isso, a nossa comunicação é feita com muito respeito e transparência, cumprindo em rigor os nossos valores, que assentam na humanidade, empatia e confiança. O processo é sempre feito com tempo, com calma e com a garantia de que todas as partes envolvidas estão confortáveis. Com a ajuda dos nossos incansáveis parceiros, que entenderam e apoiaram incondicionalmente o nosso projeto desde o primeiro minuto, estamos a fazer o nosso caminho de comunicação, transmissão de confiança e abertura de mentalidades, sobretudo porque este é um negócio completamente novo e transformador.
Este modelo de negócio poderá ser alvo de desconfiança?
O desafio principal é cultural. Ainda existe muita resistência à ideia de vender a casa por parte dos próprios seniores e, muitas vezes, também por parte dos seus familiares. Mas deixamos sempre bem claro que o negócio só avança se houver concordância de todas as partes. Todas as transações são realizadas com a máxima transparência e segurança jurídica. Sabemos que o usufruto vitalício está consagrado no Código Civil, e isso dá total confiança a quem vende. O usufruto é registado legalmente, juntamente com a escritura de compra e venda da casa, garantindo o direito de o proprietário viver na casa para sempre, mesmo após a venda. Para oferecer mais garantias e dissipar dúvidas que possam existir, além do nosso know-how, aconselhamos sempre os nossos clientes a consultarem um advogado da sua confiança. O usufruto é registado legalmente, juntamente com a escritura de compra e venda da casa, garantindo o direito de o proprietário viver na casa para sempre, mesmo após a venda.
Este tipo de negócio requer um tato especial para lidar com clientes que estarão, muitas vezes, relutantes em vender o único bem conseguido ao longo da vida?
O processo é sempre feito com tempo, com calma e com a garantia de que todas as partes envolvidas estão confortáveis. Antes de avançar, pedimos também a cada cliente que fale com os seus familiares mais próximos, com os seus herdeiros, que debata o assunto e se aconselhe com especialistas. Esta comunicação transparente tem gerado, naturalmente, confiança.
Quais são os critérios que a Empathia utiliza para avaliar e determinar o valor de compra dos imóveis neste modelo de negócio?
A avaliação proposta aos nossos clientes é feita de forma rigorosa e justa. Para o apuramento do valor de mercado do imóvel consideramos a sua localização, estado de conservação, tipologia, atratividade, entre outros fatores. Em complemento, e para apurarmos o valor de usufruto, usamos variáveis muito particulares que têm em conta a idade e o perfil do proprietário, a sua expectativa de longevidade, entre outras variáveis. Para apuramento do valor final do imóvel com usufruto, utilizamos todas aquelas variáveis incorporadas em modelos de cálculo que nos asseguram um valor justo para o vendedor, e uma atratividade para os investidores.
Que tipo de investidores têm demonstrado maior interesse no vosso modelo e como garantem que este investimento se mantém sustentável a longo prazo?
O nosso modelo tem atraído investidores que procuram impacto social com retorno financeiro. São, sobretudo, investidores institucionais, mas também investidores privados com uma consciência social apurada. Temos também como investidores muitos portugueses emigrados, que pretendem investir num bem que não deverá desvalorizar e que será utilizado daqui a alguns anos, quando regressarem ao país ou que poderá ser rentabilizado da forma que lhes aprouver. A sustentabilidade do negócio assenta numa combinação de três fatores: o valor gerado para cada um dos nossos clientes seniores (que é o nosso foco principal), a previsibilidade do retorno para os investidores e o impacto social positivo para a sociedade. Criámos um modelo que é financeiramente viável, eticamente responsável e socialmente necessário. E isso é o que o torna único e numa mais-valia para todas as partes.
Se alguma das partes envolvidas mostrar muitas reticências e não ficar totalmente convencido, o que acontece?
Tentamos mostrar às pessoas todas as vantagens desta transação, e que são diversas. Ainda assim, e como referi, para que não restem dúvidas, pedimos sempre aos nossos clientes que consultem um advogado da sua confiança, para que também ele explique o processo e não hajam mal-entendidos ou medos. Somos totalmente transparentes em todo o processo, mas reconheço que a venda de uma casa, muitas vezes comprada com muito esforço, é um tema sensível, que exige empatia, confiança, escuta e tempo. Estamos convictos que, com tempo, vários exemplos concretos e resultados visíveis, este modelo vai-se afirmar como uma das maiores inovações sociais no setor imobiliário português.
Com este modelo inovador de negócio, os problemas com divisões das heranças acabam por ser mitigados?
Exatamente. Evitam-se assim as desavenças familiares por causa de heranças ou partilhas. A venda com usufruto resulta em dinheiro extra para os proprietários, que é facilmente divisível um dia mais tarde.
Que outras vantagens oferecem este negócio para os proprietários?
Há um conceito de envelhecimento já muito utilizado em diversos outros países, o “Envelhecimento em Casa”. Há muitas pessoas que não querem deixar as suas casas, mas precisam de ser acompanhadas por serviços especializados, nomeadamente de enfermagem, entre outros, para lhes proporcionar conforto. Se alguém vender a sua casa com usufruto através da Empathia, sabe que pode contratar serviços especializados que o irão acompanhar no seu dia a dia, facilitando-lhes a vida.
A solidão dos idosos também é mitigada com esses serviços?
A vida nas grandes cidades, principalmente na Grande Lisboa e no Grande Porto, pode ser muito cruel para os seniores. Infelizmente, há imensas pessoas que vivem isoladas e em solidão total, e essa é uma das nossas preocupações principais. Ao venderem as suas casas com a nossa ajuda, estas pessoas podem utilizar as verbas para contratar serviços especializados e passar a ter companhia nas suas vidas. É um imperativo que os mais idosos sejam acompanhados para terem uma vida mais cheia e digna. A Empathia ajudá-los-á a sentirem mais ativos e integrados na sociedade.
Quais os principais desafios que preveem enfrentar na implementação deste modelo de negócio no país?
Estamos convictos que, com tempo, e com vários exemplos concretos e resultados visíveis como já hoje acontecem, este modelo vai-se afirmar como uma das maiores inovações sociais no setor imobiliário português. Precisa apenas de ser mais divulgado, através de um plano de comunicação que dê a conhecer esta modalidade de negócio. Propomos uma nova abordagem, mais humanista e empática, que acaba por funcionar como uma preciosa ajuda para os seniores terem uma vida (bem) mais confortável até ao fim das suas vidas.
Para alguém que tenha uma reforma pequena, e que muitas vezes não chega para pagar as despesas correntes com a medicação, etc., a venda da casa acaba por funcionar como um alívio financeiro?
É esse o objetivo. As pessoas passam a dispor de uma almofada financeira que lhes permite passar a viver uma velhice com dignidade. Por exemplo, uma pessoa que receba uma reforma de 500 ou 600 euros, passa facilmente a poder usufruir de 2.000 euros mensais. Ora, com esta alavancagem no rendimento mensal, um sénior consegue viver mais confortavelmente, sem ter que fazer a opção de comprar a medicação e ficar quase sem dinheiro para tudo o resto, com a vantagem de poder continuar a viver no lar que sempre foi seu.
Com esta transação em vida, o idoso ganha um novo impulso nesta fase da sua vida?
O sénior sente, essencialmente, alívio financeiro. Pode passar a ir ao teatro, participar em passeios ou almoços com os amigos, por exemplo, porque deixa de ter sobre si o peso da falta de recursos financeiros para viver com dignidade. Importa também salientar que a Empathia tem vários parceiros que prestam apoio aos nossos clientes, que tanto fornecem serviços de saúde, manutenção da limpeza da casa, entre outros. No fundo, o cliente ganha uma nova qualidade de vida e um alívio emocional essencial para viver tranquilamente.
Os filhos, para além do retorno financeiro, passam a ter vidas menos sobressaltadas porque sabem que os pais estão a ser acompanhados?
Há a designada “Geração Sandwich” que vive hoje literalmente assoberbada, por vezes com dificuldades, e com uma dupla responsabilidade, porque não só têm de cuidar dos filhos, como também dos pais. Ao tratarem dos filhos e dos mais velhos da família, estas pessoas têm despesas incomportáveis e vivem num verdadeiro sufoco financeiro e emocional. Com a venda das casas dos pais, com manutenção do usufruto vitalício, todos passam a viver melhor e sem apertos.
Pode revelar-nos quantas casas já foram angariadas ao abrigo deste modelo?
Não quero avançar números concretos para não subverter as regras de confidencialidade da empresa, mas posso dizer-lhes que já transacionámos algumas dezenas de casas, com apenas 1 ano de atividade.
O trabalho da Empathia já mereceu aplausos do setor. Qual o significado para a Empathia de já ter vencido dois prémios nacionais no setor (Prémio Inovação na Mediação 2025 do Expresso/ SIC Notícias e Prémio Responsabilidade Social 2025 no Salão Imobiliário de Portugal)?
Ficámos imensamente gratos por este duplo reconhecimento. É sinal de que o setor está atento a quem realiza um trabalho inovador e de impacto, como é o nosso caso. Porque, ao fim e ao cabo, a Empathia traz para o setor imobiliário um trabalho de responsabilidade social, apoiando financeiramente quem de nós cuidou ao longo da vida (os seniores) e que, agora, necessitam de viver os últimos anos de vida com qualidade, socialmente amparados, e financeiramente tranquilos. Mas, sobretudo, por poderem viver com dignidade o resto dos seus dias.
Freguesia da Misericórdia apresenta programa do 52.º aniversário do 25 de Abril
A freguesia da Misericórdia organiza um extenso programa de eventos para comemorar o 52.º aniversário do 25 de Abril, que decorre entre os dias 17 e 30 de abril, englobando atividades culturais, desportivas e de memória em vários espaços da freguesia.
O arranque das comemorações acontece a 17 de abril, às 10h30, com a exibição da peça “Serviçal, até quando”, da Companhia de Teatro Se.do, no auditório do Liceu Passos Manuel. No dia seguinte, 18 de abril, o Largo Chafariz da Rua de ‘O Século’ recebe às 11h um concerto juvenil com o “Ensemble de Violetas da AMAC” e a “Banda Juvenil da Guilherme Cossoul”.
À tarde, às 15h30, o Palácio Cabral acolhe um encontro de coros com a participação do Coro Rock FM, Associação Coral Alentejano ‘Alcante’ (Alcântara), Coro do Cante Alentejano ARPIC (Carnide) e Coro Lopes Graça (Academia de Amadores de Música). À noite, às 19h, a Sala Dourada do mesmo palácio recebe a apresentação do bailado “De Lírios”, da companhia “Vulto Coletivo”.
No dia 19 de abril, o Polidesportivo de Santa Catarina, no Páteo dos Tanoeiros, promove desde as 10h um torneio infantil de futsal para benjamins e infantis entre a Escola de Futebol da Misericórdia e o BA United, que decorre até às 12h. Durante todo o dia há também atividades de malha e jogos de mesa como sueca, dominó e damas. A partir das 15h, está prevista a apresentação da modalidade de walking football, com o intuito de criar uma equipa mista para maiores de 55 anos na freguesia.
O dia 20 de abril conta com a inauguração, às 18h no Espaço Santa Catarina, da exposição “Vida e Obra de Adriano Correia de Oliveira”.
A 21 de abril, às 19h, a Associação José Afonso recebe a apresentação do livro “Memórias”, de Amândio Silva, com a presença de Moema da Silva.
Em 22 de abril, às 10h15, o auditório do Liceu Passos Manuel promove a conferência/debate “50 anos da Constituição”, conduzida pelo Dr. António Filipe, ex-deputado da Assembleia da República. No mesmo dia, a Biblioteca Camões dinamiza duas sessões da oficina “Cravos de Abril” às 10h e às 15h para a criação de cravos em crochet, conduzida por Alzira Correia.
No dia 24 de abril, no Miradouro São Pedro de Alcântara, realiza-se às 18h uma demonstração de boxe, jiu jitsu e ginástica/dança sénior organizada pelo Lisboa Clube Rio de Janeiro. Às 20h30 tem lugar um espetáculo com José Godinho e Banda e o grupo Cais da Saudade.
Na data principal das comemorações, 25 de abril, o Cinema Ideal projeta, às 11h, o filme coletivo “As Armas e o Povo” e às 19h o documentário “SEMPRE” de Luciana Fina, que apresenta pessoalmente a sua obra. Às 21h, o Miradouro São Pedro de Alcântara acolhe o concerto da banda “Entre Cravos e Cordas”.
As atividades continuam no dia 26 de abril, às 21h, com o concerto do trio “Canto Ondo – cantem os Poetas!” também no Miradouro São Pedro de Alcântara.
Em 28 de abril, às 10h, a Escola Básica Gaivotas apresenta a peça de teatro “Era uma vez um País a preto e branco: Estórias de Abril”.
Para encerrar as celebrações, a 30 de abril o Miradouro São Pedro de Alcântara acolhe às 18h o “Desfile da Liberdade”, promovido pela Casa do Brasil em Lisboa, que terá percurso pelo Bairro Alto até à Bica. No mesmo dia, às 18h, no Espaço Santa Catarina é exibido o filme/documentário “A Companhia Disciplinar de Penamacor”, promovido pela Associação InterCulturacidade. Às 19h, o “Arraial da Liberdade” decorre na Rua da Bica de Duarte Belo, organizado pelo Grupo Excursionista Vai Tu.
As entidades organizadoras e parceiras deste programa incluem a Associação 25 de Abril (A25A), Associação Comercial e Empresarial do Bairro Alto (ACEBA), Associação José Afonso (AJA), Academia Musical dos Amigos das Crianças (AMAC), Amigos da Biblioteca Fernando Rau, Associação Centro InterCulturaCidade, BA United, Biblioteca Camões, Casa do Brasil – Lisboa, Cinema Ideal, Clube de Futebol Santa Catarina, Clube Naval de Lisboa, Escola Básica e Secundária Passos Manuel, Grupo de alunos de Viola da Junta de Freguesia da Misericórdia, Grupo Desportivo ZIP-ZIP, Grupo Excursionista Vai Tu, Lisboa Clube Rio de Janeiro, Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul e Junta de Freguesia da Misericórdia.
Os eventos têm acesso gratuito e estão sujeitos à lotação dos espaços. Podem ocorrer alterações às datas por razões alheias à Junta de Freguesia da Misericórdia, sendo estas previamente anunciadas.
Sintra celebra o 25 de Abril com programa diversificado
A Câmara Municipal de Sintra assinala o aniversário do 25 de Abril, em Massamá, com um programa gratuito que inclui concertos, folclore, desfile de bandas filarmónicas, e atividades dirigidas a sintrenses e visitantes. Destacam-se o concerto de Tatanka, um festival de folclore e um desfile de bandas filarmónicas para celebrarem os 52 de Abril em Sintra.
As celebrações arrancam no dia 24 de abril, em parceria com a União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão, no Parque Salgueiro Maia, em Massamá, a partir das 18h00. A programação musical da noite integra o concerto de Shakra, às 21h30, seguido da atuação da Dupla Mete Cá Sets, às 22h30.
As comemorações prosseguem no dia 25 de abril, onde Marco Almeida, presidente da Câmara Municipal de Sintra, participa na cerimónia do hastear da bandeira, pelas 10h30, na Estação CP de Massamá.
Segue-se, às 11h00, o desfile das onze bandas filarmónicas do concelho, ao longo da Avenida 25 de Abril, até ao Parque Salgueiro Maia. Durante a tarde, o parque recebe, às 15h00, o Festival de Folclore com a participação de nove ranchos folclóricos do concelho, e as celebrações encerram com o concerto gratuito de Tatanka, às 21h30.
Ao longo dos dois dias, o recinto conta com stands de restauração, artesanato e animação infantil, incluindo mascotes e pinturas faciais.
No dia 25 de abril, além das iniciativas comemorativas em Massamá, a Câmara de Sintra promove também o percurso pedestre “LxAquila em Odrinhas”, com início às 09h15, no MASMO – Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas.
Ricardo Leão revela que Bruxelas já deu luz verde para a transformação do parque escolar em Loures
O presidente da Câmara Municipal de Loures, Ricardo Leão, assume a Educação como pedra angular da sua ação neste mandato. O autarca revela-nos que Bruxelas já deu luz verde para o Município levar a cabo a construção e requalificação do parque escolar do concelho. Leão reconhece, todavia, que Loures precisa mais vagas em creches e aponta o caminho da reconversão de salas das IPSS do concelho em creches.
Neste segundo mandato como presidente de Câmara de Loures, Ricardo Leão apontou baterias para a estratégia do reforço da Educação no território. Em janeiro, Ricardo Leão anunciou uma “cruzada” pela dignificação da Escola Pública, assumindo ser objetivo do Município de Loures continuar a “dignificar a Escola Pública” e transformar Loures “na referência nacional na Educação”, como meio de garantir o futuro do concelho de Loures.
Em declarações ao “OL” à margem de uma inauguração, o autarca sublinha que o plano de transformação do parque escolar do concelho “começou no mandato passado e tem vindo a ser reforçado no atual”.
“Estamos a investir largas dezenas de milhões de euros em agrupamentos escolares que vão desde o primeiro ciclo até ao secundário”, disse Ricardo Leão, anotando que é também objetivo a construção de pavilhões desportivos, como é exemplo disso a requalificação da Escola Básica Sttau Monteiro, que terá um pavilhão desportivo para os alunos “não terem que se deslocar ao Pavilhão dos Bombeiros (de Loures)”, assim como um novo pavilhão da Escola de São João da Talha.
O Município tem ainda como “prioridade” a construção dos pavilhões desportivos na Escola Maria Veleda, em Santo António dos Cavaleiros, e a Escola Mário Sá Carneiro, em Camarate, tendo em vista “reforçar a rede pública” desportiva do concelho.
Recentemente, Ricardo Leão visitou as obras de requalificação e ampliação da Escola Básica do Infantado. A intervenção representa um investimento municipal de cerca de 7 milhões de euros e visa o aumento da capacidade escolar e a melhoria das infraestruturas desportivas e de lazer.
Segundo o presidente da autarquia, a ampliação permitirá “aumentar a oferta escolar”, culminando com um novo polidesportivo coberto”.
O autarca revela que a Escola Básica do Infantado e a Escola Básica da Portela irão entrar funcionamento no próximo ano letivo. A obras em ambas as escolas representam um investimento de cerca de 13 milhões de euros — 7 milhões na Escola do Infantado e 6 milhões na Escola da Portela.
Falta de vagas nas creches preocupa
A propósito do ensino pré-escolar, Ricardo Leão reconhece “a carência de vagas nas creches” no território, mas disse que a resposta na apresentação de novas vagas já está em curso. “Através de uma pareceria com rede solidária do concelho, as IPSS, aumentámos em 250 o número de vagas em creches, num investimento da Câmara de 3 milhões de euros para não deixarmos caír esses projetos”.
“Pese embora o investimento da CM”, o edil reconhece que o território continua a denotar uma notável falta de respostas no pré-escolar.
“Foi por essa mesma razão que fizemos questão de transmitir à secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, a necessidade de se aproveitar o trabalho que as IPSS fizeram no passado de criar redes de oferta no pré-escolar e no primeiro ciclo. Neste momento, a República (Estado) já consegue absorver, mas as IPSS têm salas que ficam aquém da sua lotação. Há que estudar agora bem a rede, e o Governo deve ser rápido no transformar das salas do primeiro ciclo em creches. O Município estará na primeira linha de apoio para a transformação daquilo que são as necessidades de transformar salas em salas de creche, que é neste momento a grande prioridade”, reitera.
Loures investiu 1 milhão de euros na contratação de auxiliares de ação educativa
A abertura de mais escolas significa também a necessidade de contratação de mais auxiliares de educação. Ricardo Leão sustenta que “há muito tempo que a Associação Nacional de Municípios, da qual sou vice-presidente, reivindica uma revisão da portaria”.
“Convém dizer o seguinte: a portaria relativa a esta questão, a lei que dita a alocação de auxiliares às escolas, está desatualizada. Sabendo-se desta constatação e também do elevado grau de absentismo entre os auxiliares, com muita gente de baixa médica, o rácio não é cumprido em muitos municípios”
Em Loures, sublinha o autarca, o rácio está sempre a ser cumprido, porque “investimos cerca de 1 milhão de euros em contratar auxiliares para cumprir o rácio”, uma vez que rácio não acompanha a realidade atual. “O Município faz um investimento de orçamento próprio, que não o deveria fazer, porque quer cumprir a determinação da lei e não deixar as escolas do concelho sem auxiliares”.
Luz verde de Bruxelas
Ao abrigo dos seus objetivos de “dar dignidade à Escola Pública”, Ricardo Leão esclarece que a “prioridade” “são todas as obras”, aproveitando para revelar que já teve luz verde de Bruxelas para levar a cabo a sua estratégia local de Educação.
“O PRR está a ser rigorosamente cumprido. A requalificação da Escola Gaspar Correia, na Portela, da Escola Maria Veleda, estão a ser cumpridas. Agora, temos o aval do Banco Europeu do Investimento para avançarmos com a construção de 6 novas escolas básicas e secundárias do concelho. No mesmo âmbito, temos em projeto a requalificação de várias escolas do pré-escolar e do 1º ciclo”.
Foco na Habitação
Questionado sobre os outros eixos prioritários do Executivo, Ricardo Leão sustenta que a habitação está também no foco da sua intervenção, apontado a bússola de prioridades para a resolução da erradicação das barracas e na retenção da classe média e dos jovens do concelho.
“Os problemas da habitação no nosso território estão identificados. No âmbito do PRR, vamos finalizar a construção de 250 fogos de habitação social, de acordo com a Estratégia Local de Habitação, para dar resposta aos núcleos de barracas que existiam e ao qual agora vamos conseguir dar resposta para essa barracas serem demolidas na sua totalidade. Estamos também a iniciar um programa inédito de habitação em Loures que prevê a construção de 300 novos fogos para a classe média e os jovens do nosso concelho. Tratam-se de T1 e T2, com rendas entre os e 600 e os 650 euros, para que os jovens possam pagar uma casa e continuarem a viver no nosso concelho. Será essa a nossa grande meta na área da habitação, dando possibilidades à classe media e aos jovens de viverem no território”.
No mesmo âmbito, o Município está também empenhado em proporcionar casas a grupos profissionais deslocados no concelho, exemplificado com a transformação de um equipamento devoluto em habitação para agentes da PSP. “Temos respostas pontuais de habitação para grupos profissionais, como a reconversão do Externato de São José, em Sacavém, em 21 alojamentos para agentes da PSP que estão deslocados e que merecem ter dignidade na sua habitação”.
Sonoco recebe delegação da AIP e destaca-se como maior exportadora local
Inserida nas comemorações dos 189 anos da Associação Industrial Portuguesa (AIP), uma delegação da associação, liderada pelo seu presidente José Eduardo Carvalho, visitou no dia 9 de abril a unidade fabril da Sonoco em Alcochete, especializada na produção de embalagens metálicas para conservas.
A visita fez parte do “Roteiro da Indústria Transformadora” da AIP, com o objetivo de homenagear a sobrevivência num sector altamente competitivo e exposto à concorrência internacional. José Eduardo Carvalho afirmou que a iniciativa permite ainda aos diretores operacionais conhecer diferentes modelos de gestão e cultura empresarial, o que possibilita melhorar a conceção dos projetos para os tornar mais adequados às necessidades das empresas.
A Sonoco em Alcochete ocupa uma área total de 70 mil metros quadrados, com 27 mil metros quadrados de área coberta, e conta com 180 colaboradores. Fundada em 1963, a unidade possui atualmente 24 linhas de produção e dedica-se essencialmente à produção de embalagens metálicas para a indústria alimentar, em particular para conservas de pescado.
É a maior unidade fabril e maior exportadora do concelho de Alcochete, sendo a única empresa em Portugal que produz este tipo de embalagem. A fábrica trabalha dois tipos de materiais: alumínio e folha-de-flandres (laminado de aço revestido a estanho). Em 2025, foram produzidas 700 milhões de latas.
O volume de vendas da fábrica em 2025 rondou os 50 milhões de euros. Cerca de 50% da produção destina-se ao mercado nacional, seguindo-se Espanha, que representa 23%, Argélia com 10%, França e Marrocos, e o restante 8% é distribuído pelo resto do mundo.
A Sonoco Consumer Packaging, multinacional proprietária da unidade de Alcochete, possui 45 fábricas em 17 países e emprega mais de 6.300 funcionários mundialmente.
Senado Dom Dinis promove concurso literário para homenagear o legado do “Rei Poeta”
Sublinhando a ligação umbilical do rei D. Dinis à cidade de Odivelas, o Senado Dom Dinis organiza o 1º concurso literário que tem como mote a figura do “Rei Poeta” e que está divido em diversas categorias literárias. A organização adverte que exclui automaticamente textos gerados por IA.
O Senado Dom Dinis, uma organização civíca sediada em Odivelas dedicada à preservação da memória histórica e ao dinamismo cultural da região, anunciou a abertura das candidaturas para a 1ª edição do seu Concurso Literário.
Segundo este organismo, a iniciativa visa celebrar a língua portuguesa e a figura histórica do “Rei Poeta”. Com o mote centrado no legado de D. Dinis e na identidade de Odivelas, o concurso convida cidadãos nacionais e estrangeiros a demonstrarem o seu talento em diversas modalidades literárias.
O concurso divide-se em categorias que abrangem desde a prosa (conto) até formas clássicas de poesia, como o soneto e a quadra popular. Um dos destaques é a categoria de “Poesia obrigada a mote”, que utiliza um mote dedicado à figura de D. Dinis, reforçando a ligação histórica da cidade ao monarca.
“Este concurso nasce com a missão de incentivar a escrita e promover a nossa cultura. Queremos premiar o talento humano e a criatividade autêntica,” afirma a direção do Senado Dom Dinis, sublinhando que o regulamento exclui trabalhos produzidos por inteligência artificial, valorizando o esforço intelectual dos autores.
As candidaturas estão abertas até ao dia 30 de junho de 2026. Os vencedores serão anunciados em outubro e a cerimónia de entrega de prémios terá um simbolismo especial: decorrerá a 10 de janeiro de 2027, integrando as comemorações dos 702 anos da morte do rei D. Dinis.
Os prémios incluem valores pecuniários (até 150 €) e vouchers culturais, além de diplomas de mérito e menções honrosas.
Caso queira participar, consulte o regulamento e faça a sua inscrição e envie para: concursoliterario.sdd@gmail.com
Amadora inaugurou restaurante onde se serve dignidade e boa comida
A cidade da Amadora já abriu o “É um Restaurante”. Este novo espaço combina a gastronomia contemporânea com uma forte missão de responsabilidade social, oferecendo formação e emprego aos sem-abrigo do território. A secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, elogiou a “sensibilidade social” do Município da Amadora.
O “É um Restaurante – Amadora” foi oficialmente inaugurado no dia 10 de março. Este equipamento é um projeto promovido pela Associação Crescer, em parceria com a Câmara Municipal da Amadora, que alia gastronomia contemporânea e responsabilidade social, promovendo formação e oportunidades de emprego para pessoas em situação de sem-abrigo.
Localizado no coração da cidade, o projeto pretende utilizar a restauração como instrumento de inclusão e capacitação profissional. Tem como objetivo criar oportunidades concretas de formação e emprego para pessoas que se encontram ou estiveram em situação de sem-abrigo, contribuindo para a sua reintegração social e profissional.
Realizada em clima de festa, a inauguração teve como finalidade dar a conhecer à comunidade o propósito deste projeto e as suas características socialmente inovadoras.
Encontrar uma “melhor versão” de cada formando
A angolana Anabela Rebelo emocionou-se ao narrar a sua história em público. Contou que, depois de “ter sido abandonada” pelo parceiro, ficou numa “situação muito complicada”, sem norte, sem casa, sem futuro. A viver em Portugal há ano e meio, bateu a muitas portas a pedir auxílio. Mas, após contactar a Crescer, a sua vida ganhou uma nova esperança. Sem conhecimentos da arte das panelas e dos tachos, mergulhou num processo de aprendizagem, “a partir do zero”, instalando-se nela mais dúvidas do que certezas. “Será que eu consigo? Tive que provar a mim mesma que era capaz de aprender e evoluir”, explica.
Olhando para trás, Anabela Ribeiro assume que a formação e experiência lhe ensinou “muita mais que técnicas de cozinha e receitas”, destacando “a resiliência e a persistência”, ensinando-a, acima de tudo, a “acreditar em mim”.
Dirigindo-se a pessoas que estejam a passar pelo caminho das pedras de uma situação de sem-abrigo, a formanda incita-as a “não desistirem, mesmo nos dias difíceis”, pois “poderão encontrar uma melhor versão de vocês”.
“Local de dignidade”
Hélder Trigo, presidente da Associação CRESCER destacou que “este momento representa muito mais do que a abertura de um novo espaço. Representa o caminho feito em conjunto, o compromisso coletivo com a comunidade, com a inclusão e a oportunidade”. Acrescentou ainda que o restaurante de inclusão social não é apenas um sítio onde se servem refeições. “É um local onde se serve dignidade”.
Para o responsável, este novo espaço de restauração social “é um símbolo de esperança para uma comunidade mais justa e mais inclusiva”.
Também presente esteve a ex-formanda Anabela Rebelo, que deixou o seu testemunho, revelando que a “formação na CRESCER não ensinou apenas a cozinhar. Ensinou-me a acreditar em mim. Não desistam. Acreditem. A receita é vocês criarem uma nova versão de vocês mesmos.”
Por seu turno, Américo Nave, diretor executivo da Associação Crescer, fez a apologia das parcerias do setor público com os setores privado e social, elogiando, por exemplo, a “abertura” de três multinacionais que fizeram deste conceito “as suas cantinas” diárias onde seus os trabalhadores fazem repastos de “alta gastronomia”, sabendo que estão a contribuir para dar melhores condições de vida aos antigos sem-abrigo.
Américo Nave fez questão de sublinhar que “este projeto acima de tudo representa a prova de que as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade têm competências”, assinalando que “é preciso valorizar as competências das pessoas e desvalorizar os handicaps. Mais de 50% das pessoas que terminam a formação são integradas no mercado profissional”.
Refere ainda que hoje “trabalham na Crescer 120 pessoas remuneradas, 30% dos nossos colegas são pessoas com esta experiência vivida”.
“Exemplo de inovação social”
O presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira, sublinhou que este projeto representa “segundas oportunidades” para quem estava em situação de exclusão social no território.
Para o autarca, o espaço “não vai ser apenas um restaurante. É bem mais do que isso. É uma resposta em forma de mesa posta. A prova de que é possível construir uma cidade mais justa, mais inclusiva e mais humana — e de que a Câmara Municipal da Amadora está determinada a contribuir para esse caminho”. “Sempre que me pedem exemplos de inovação social, a resposta está aqui: num espaço que era silêncio e que hoje é vida, trabalho e dignidade para quem mais precisa”, anotou Vítor Ferreira.
O edil da Amadora fez questão de referir que acredita que estes formandos “vão encontrar aqui um caminho para a autonomia e para a plena integração na vida ativa”, reiterando que este projeto de inovação social representa “a Amadora na sua melhor versão: criativa, inclusiva e cheia de vida”.
Vítor Ferreira concluiu o seu depoimento anotando que o projeto já ganhou o “coração” da cidade: “É um restaurante. É uma causa. É um novo espaço de referência na nossa cidade”.
Elogio da “sensibilidade social” do Município
A secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, agradeceu a todos os envolvidos a implementação deste projeto na cidade.
A governante mostrou-se “orgulhosa” em estar lado a lado de pessoas e instituições que ajudam a mudar a vida das pessoas, felicitando Vítor Ferreira pela “enorme sensibilidade social manifestada e pelo entusiasmo em articular com as instituições, para chegar às pessoas, para dar respostas concretas e duradouras”, garantindo que “o Governo quer continuar a fazer esta articulação convosco”.
No final dos discursos, os ritmos contagiantes das Batucadeiras da Kova da Moura e de DJ RIOT fecharam com chave de ouro esta grande festa da inclusão social.
“É um Restaurante” é o sexto restaurante da Crescer no país e surge como uma extensão das atividades desenvolvidas pela Crescer no território da Amadora, nomeadamente através da sua equipa técnica de rua e Espaço Ímpar
O espaço funcionará como um negócio social sustentável que envolve uma equipa técnica multidisciplinar e uma vasta rede de parceiros institucionais e privados, promovendo a coesão comunitária e a empregabilidade efetiva.
Este projeto pretende ser mais uma resposta de âmbito social, promovido pela autarquia junto da população mais vulnerável do concelho, com vista à melhoria das suas condições de vida, indo ao encontro das metas estabelecidas pela Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de sem-Abrigo 2025-2030. A Associação Crescer trabalha com o Município da Amadora desde 2021 no apoio à comunidade sem-abrigo.
A abertura ao público deste novo espaço acontece no dia 15 de abril. Funcionará de quarta a domingo, das 12h00 às 23h00.
Túnel da Av. João XXI fecha para obras na terça-feira e reabre em Fevereiro de 2027
O túnel da Avenida João XXI, em Lisboa, fechará para trabalhos de requalificação na próxima terça-feira, 14 de Abril, e apenas deverá abrir em meados de Fevereiro do próximo ano. Na verdade, a empreitada, da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa até será bem mais longa, prevendo-se que dure dois anos, terminando em Abril de 2028. Mas apenas a primeira fase implicará o encerramento total ao trânsito do túnel.
Em 1997, o túnel da Avenida João XXI foi inaugurado como solução para o trânsito caótico. Trinta anos depois, vai estar em obras durante 24 meses de trabalhos, o que vai impactar a vida de quem utiliza a passagem ou por ali mora ou trabalha. A infraestrutura, que liga o Campo Pequeno ao Areeiro, estará totalmente fechada durante os primeiros dez meses, período em que o trânsito será desviado para a superfície.
As obras vão mexer em praticamente tudo, desde o sistema de ventilação, redes de água, infraestruturas de incêndio e drenagem até às zonas técnicas, como a sala de controlo do túnel.
É um intervenção a fundo, que vai custar mais de sete milhões de euros, numa obra que deverá durar cerca de dois anos.
“Peço desculpa aos lisboetas, mas é realmente uma questão de segurança para todos eles. Já em 2020, houve um incêndio, poderia aqui ter morrido alguém, não podemos deixar que isso aconteça. Portanto, desde que cheguei tentei fazer esta obra”, diz Carlos Moedas, presidente da Câmara Muncipal de Lisboa.
A obra terá duas fases, com a primeira a fechar o túnel completamente durante 10 meses.
“Durante 10 meses vai estar completamente fechado e depois vai haver uma obra à superfície para melhorar a parte exterior, mas essa já não implica nada no trânsito, já é uma obra só para embelezar”, acrescenta o autarca.
A empreitada abrange ainda a reabilitação das redes de águas residuais e pluviais e a melhoria das condições de ventilação e monitorização, com vista a garantir o cumprimento das normas atuais de segurança e fiabilidade da infraestrutura.
A intervenção foi aprovada pela câmara municipal em 2021 e adjudicada em 2022, avançando agora no terreno. A autarquia enquadra a obra na estratégia de modernização da rede viária e de reforço da segurança rodoviária, numa infraestrutura sujeita a utilização intensiva e considerada crítica para a mobilidade urbana.
Inaugurado em 1997, o túnel tem cerca de 1,3 quilómetros e constitui um dos principais eixos de ligação na cidade.
Nr: Notícia atualizada pelas 20h35 de 11 de abril
Escola Social Desportiva da Outurela está a recrutar jovens talentos
A Escola Social Desportiva da Outurela, uma organização sob a tutela partilhada pela Fundação Real Madrid e a Escola de Boxe António Ramalho, está à procura de jovens talentos para engrossarem as suas fileiras. É oportunidade única para as crianças crescerem sob os valores mais nobres da ética desportiva e da excelência metodológica do Real Madrid.
Esta organização desportiva e social pauta-se pelos valores da ética desportiva, a construção da nobreza de carácter dos jovens atletas, que são “bandeiras” de ambas as instituições, e que prometem formar atletas, mas, acima de tudo, homens e mulheres forjados nos mais altos valores de cidadania ativa e responsável.
Para mestre António Ramalho, um dos nomes mais prestigiados do boxe em Portugal, a Escola Social Desportiva visa implementar um projeto inovador nas áreas do futebol e do basquetebol, “com foco no desenvolvimento desportivo, educativo e social de crianças e jovens em contextos vulneráveis. Esta parceria busca promover a aprendizagem desportiva como ferramenta de desenvolvimento pessoal e social, aliada à promoção de valores humanos fundamentais como o respeito, a responsabilidade, a perseverança e o espírito de equipa”.
Escola “elite das elites”
O treinador sublinha que este projeto de formação desportiva tem o “selo de qualidade da Fundação Real Madrid”, que “tem a melhor escola do mundo”, e é a “elite das elites”, mas acentua que a Escola Social Desportiva da Outurela não terá competição, apenas formação de “atletas e treinadores”, que podem usufruir das metodologias de treino do Real Madrid e da Escola de Boxe António Ramalho, que se irmanaram nesta missão.
A instituição tem no seu âmago a responsabilidade social a nortear a sua ação. Sedeada num território onde, bastas vezes, as vidas da comunidade são marcadas pelas dificuldades sociais e económicas, tem como objetivo impulsionar o crescimento saudável das crianças provenientes de contextos sociais desfavoráveis – estão isentas do pagamento de mensalidades. Mas António Ramalho refere que “não fecha a porta” a ninguém, mesmo a crianças que provenham doutras localidades ou de contextos sociais mais desafogados, até porque o desporto de formação praticado sob os valores da ética são mais-valia para a juventude crescer de forma sadia e com o foco no humanismo.
Projeto “totalmente inovador”
Para os progenitores que não tenham a certeza de o local onde porem os seus filhos a praticar desporto, António Ramalho lança-lhes o repto de experienciarem a Escola Social Desportiva, uma vez que irão participar num projeto “totalmente inovador” e que terá a chancela de excelência desportiva “da maior escola de desporto do mundo”.
Por outro lado, o responsável pelo projeto sustenta que pelo facto das crianças com mais posses desembolsarem uma mensalidade, ajuda-os a compreender a “necessidade de serem solidários com os mais necessitados”, que, de outra forma, não teriam condições para integrarem atividades desportiva — a verba das mensalidades é destinada para os salários dos treinadores alocados ao projeto.
António Ramalho é um reconhecido treinador de boxe em Portugal, destacando-se não apenas pelos êxitos desportivos, mas também pelo seu papel social na formação de jovens através do boxe. Fundador da Escola de Boxe António Ramalho – Boxing Spirit, sediada na Outurela, Carnaxide, Ramalho dedica-se a treinar atletas de todos os níveis, desde a iniciação à competição, incluindo boxe olímpico e profissional.
As inscrições já estão abertas.
Para mais informações, procurar pormenores na página de internet da Escola de Boxe António Ramalho ou dirigir-se à portaria do Pavilhão Carlos Queiroz, na Outurela.
Misericórdia renova piso e instala porta na Escola Padre Abel Varzim
A Junta de Freguesia da Misericórdia concluiu a substituição do piso da zona de recreio da Escola Padre Abel Varzim, durante o período das férias escolares.
O novo piso é composto por uma camada de SBR coberta por EPDM, mantendo o mesmo tipo de material do anterior, mas com cor clara e neutra que reduz a transferência de pigmentos para a roupa e calçado das crianças, respeitando os regulamentos REACH e RoHS da União Europeia.
A presidente da Junta, Carla Almeida, afirmou que “esta é uma intervenção que não pode deixar de ser feita. Está em causa o bem-estar das nossas crianças e aproveitámos a interrupção letiva para a realizar.” Sobre o piso, acrescentou que responderam “à necessidade de reduzir a transferência de pigmentos para o vestuário e calçado das crianças”.
Além do piso, foi instalada uma porta interior no acesso ao pátio para otimizar o espaço e melhorar o controlo das entradas e saídas da escola. Foram ainda realizadas intervenções nas salas de apoio à atividade das AAAF/CAF, que incluíram o tratamento de infiltrações de águas pluviais, manutenção das instalações sanitárias dos alunos mais novos e o algeroz da zona de lazer.
A presidente Carla Almeida acompanhou os trabalhos na tarde de sexta-feira, destacando que as ações visam proporcionar melhores condições de utilização do espaço pelas crianças. A primeira instalação do piso naquele recreio data de janeiro, tendo sido um projeto vencedor do Orçamento Participativo da Freguesia em 2022, resultado de um pedido da comunidade escolar.
Sistema de Depósito e Reembolso entrou em funcionamento
A Quercus saúda Sistema de Depósito e Reembolso de embalagens de bebidas, mas lamenta que “peca por tardio” e por não ter sido ponderado o regresso da retoma de garrafas de vidro com tara recuperável.
Portugal juntou-se aos países que já dispõem de Sistemas de Depósito e Reembolso (SDR), com a implementação, em abril de 2026, do sistema identificado pela marca volta, criando um modelo mais eficiente e sustentável para a recolha e reciclagem de embalagens de bebidas de uso único.
O sistema arrancou hoje, dia 10 de abril, marcando um novo capítulo na história da reciclagem em Portugal, com a entrada em funcionamento em todo o país do SDR.
Sob o nome “volta”, o SDR abrangerá cerca de 2,1 mil milhões de embalagens de bebidas de uso único consumidas anualmente em Portugal, em concreto, garrafas de plástico PET e latas de metal até 3 litros, que terão um depósito reembolsável de 10 cêntimos.
Alexandra Azevedo, presidente da Quercus, saúda a chegada do SDR a Portugal”, mas disse que “peca por tardia”, uma vez que “somos o 19º país da União Europeia a implementá-lo”.
“Esta tem sido, aliás, uma reivindicação da Quercus nos últimos anos, esperando-se que seja agora o empurrão definitivo para ajudar a cumprir as metas nacionais de reciclagem de embalagens (70% já este ano e 90% em 2029) e de incorporação de plástico reciclado em novas embalagens (30% em 2030 e 65% em 2040)”.
Quercus pede regresso da tara retornável e integração do vidro no SDR
A Quercus lamenta ainda que não tenha sido ponderado o regresso da retoma de garrafas de vidro com tara recuperável (que já existiu em Portugal), “que seria um importante incentivo à reutilização destas embalagens e redução de resíduos”.
Por outro lado, sublinha a presidente desta ONG, em alguns países europeus, como a Alemanha, a Dinamarca, a Finlândia ou a Croácia, as embalagens de vidro estão abrangidas por sistemas de depósito e reembolso semelhantes ao “Volta”, o que será um passo óbvio para impulsionar a recolha seletiva deste fluxo. A mesma registou uma quebra de 1% em 2025 e tem estado estagnada nos últimos anos, comprometendo a meta de reciclar 75% até 2030 (estamos nos 56%).
Importante esclarecer complementaridade com os ecopontos
Segundo Alexandra Azevedo, para que o SDR seja bem-sucedido, “é fundamental reeducar os consumidores, explicando a sua complementaridade com os atuais sistemas de recolha seletiva, nomeadamente os ecopontos e os sistemas porta-a-porta”
Para a responsável, os ecopontos “continuam a desempenhar um papel fundamental, devendo ser utilizados para todas as embalagens de bebidas não abrangidas pelo SDR (garrafas PET e latas de metal ainda sem o símbolo ‘Volta’ e todos os outros formatos/materiais excluídos, como garrafões de água, ECAL,vidro ou bebidas com mais de 25% de origem láctea)”.
Comércio tradicional e canal HORECA são maior desafio
A Quercus considera positivo que o SDR abranja também, através dos pontos de recolha manual, o pequeno comércio e o Canal Horeca (bares e restaurantes), onde são consumidas garrafas e latas de bebidas de uso único em quantidades consideráveis. Contudo, “questionamos se o mesmo conseguirá dar resposta de forma abrangente e descentralizada às cerca de 12 mil lojas tradicionais e 80 mil pontos Horeca existentes no país”.
A Quercus considera também que o sistema deve antecipar e adaptar soluções que permitam a recolha e devolução de depósito destas embalagens em grandes eventos associados a um grande consumo de bebidas engarrafadas ou enlatadas, tais como festivais; eventos desportivos; entre outros.
Atribuição de vouchers “deveria ser também digital”
O reembolso do depósito de 10 cêntimos de cada embalagem nos 2500 pontos de recolha automáticos presentes em supermercados e hipermercados será feito através da emissão de vouchers impressos.
Mas a Quercus considera que este método em papel deve ser complementado com um sistema de vouchers digitais através da acumulação de saldo numa aplicação móvel, desmaterializando e otimizando o processo e evitando o gasto de matérias-primas.
Para a dirigente ambiental, importa ainda destacar que a implementação deste sistema “não deve fazer esmorecer o incentivo ao uso de soluções mais sustentáveis a montante, como a promoção de recipientes reutilizáveis para bebidas e o incentivo ao consumo de água da torneira sempre que possível. A prevenção continua a ser a estratégia mais eficaz na redução de resíduos”.
A Quercus promete acompanhar a implementação do SDR, “contribuindo para o seu aperfeiçoamento e defendendo soluções que promovam uma gestão de resíduos mais eficiente, justa e sustentável”, conclui.
Trabalhador morre após deslizamento de terra nas instalações do Cabanas Golf
Um trabalhador de 58 anos perdeu a vida na sequência de um desabamento de terra ocorrido esta sexta-feira nas instalações do Cabanas Golf, em Barcarena, Oeiras. Os SIMAS e Câmara Municipal de Oeiras manifestam “profundo pesar” e “total solidariedade” para com a família do malogrado operário.
Ao que o nosso jornal apurou, a vítima encontrava-se a realizar trabalhos no local quando foi surpreendida pelo deslizamento de terras, acabando por ficar soterrada. Apesar da rápida mobilização dos meios de socorro, o óbito foi declarado no local.
Os Serviços Intermunicipalizados de Água e Saneamento (SIMAS) de Oeiras e Amadora lamentaram a morte do operário ocorrida numa obra destinada à remodelação de redes de águas residuais e pluviais no concelho de Oeiras.
SIMAS e Câmara de Oeiras consternados com ocorrência
Em comunicado, o SIMAS explica que o acidente aconteceu hoje nas instalações do Cabanas Golf, na Rua Carreira de Tiro, em Barcarena, envolvendo um colaborador de uma empresa externa responsável pela execução dos trabalhos, a Olico — Materiais para Construção, Construção Civil e Obras Públicas.
“Este é um momento de profunda tristeza para todos. Em nome dos SIMAS, quero expressar as nossas mais sinceras condolências à família do trabalhador. Estamos totalmente disponíveis para colaborar com todas as entidades competentes e prestar o apoio necessário neste momento difícil”, disse Francisco Rocha Gonçalves, presidente do conselho de administração dos SIMAS.
A empresa intermunicipal manifestou “total solidariedade” para com a família do trabalhador, e expressou a sua disponibilidade “para prestar todo o apoio que se revele necessário”.
A Câmara Municipal de Oeiras, liderada por Isaltino Morais, também manifestou o seu “profundo pesar” pela morte do trabalhador que realizava uma empreitada destinada à remodelação de redes de águas residuais e pluviais no concelho de Oeiras, desenvolvida pelo SIMAS.
O Município de Oeiras manifestou igualmente “total solidariedade para com a família e amigos do trabalhado”, estando disponível para prestar todo o apoio necessário.
Loures recebe espetáculo “mais ambicioso de sempre” de David Guetta
A “Monolith Tour”, o DJ francês David Guetta, estrela maior das pistas de dança, vai passar por Loures no início de agosto. O DJ e produtor francês David Guetta vai regressar a Portugal para um grande espetáculo no Parque Papa Francisco, em Loures, no dia 2 de agosto, anunciou esta terça-feira a promotora Sodade.
A produtora revela que “o espetáculo mais ambicioso da sua carreira” do DJ francês está integrado na “The Monolith Tour”.
“‘The Monolith’ propõe uma experiência que cruza som, imagem e emoção, assente numa cenografia singular”, num espetáculo que foi concebido para grandes espaços. “Assenta numa estrutura central em LED – o monólito – que funciona simultaneamente como palco e elemento visual dominante”.
Além do desenho de luz coreografado, o espetáculo contará com mapping 3D e conteúdos visuais sincronizados, sendo o alinhamento composto por “alguns dos maiores êxitos” de Guetta lado a lado com temas mais recentes. Além do DJ e produtor francês, estarão também em palco “artistas convidados” na abertura do espetáculo, cujos nomes serão anunciados “em breve”.
Parque Papa Francisco, a “referência” para grandes eventos musicais
Na inauguração do Parque Papa Francisco, no dia 27 de julho, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Ricardo Leão, anunciou que este parque “vai ser uma referência para grandes eventos musicais e grandes festivais. A realidade parece dar-lhe razão. Para além de receber a edição do Rock in Rio 2006, vai também acolher o concerto de um dos mais conhecidos DJ do mundo, prometendo atrair milhares de fãs do produtor gaulês.
Recorde-se que Guetta se tornou presença habitual em festivais nacionais nas últimas duas décadas, tendo atuado várias vezes no Festival Sudoeste e no Marés Vivas.
David Guetta iniciou o seu percurso como DJ ainda nos anos 80, tendo editado o seu primeiro álbum em 2002. Desde então, tornou-se um fenómeno de popularidade com êxitos como ‘When Love Takes Over’, com Kelly Rowland, ‘Titanium’, com Sia, ou ‘I’m Good (Blue)’, com Bebe Rexha.
Pelo caminho, produziu canções Rihanna, Britney Spears, entre outros. O mais recente single, ‘Save Me Tonight’, conta com a voz de Jennifer Lopez.
Os bilhetes já estão à venda na Fnac , Bol e outos locais habituais.
Feira da Saúde da Amadora dá ferramentas para população fazer escolhas mais saudáveis no seu dia a dia
O presidente da Câmara Municipal da Amadora inaugurou hoje a II Feira da Saúde e do Bem-Estar. Vítor Ferreira referiu que a iniciativa tem como objetivo promover todos os capítulos da prevenção da doença e a longevidade dos amadorenses.
Começou hoje a II Feira da Saúde e do Bem-Estar, que decorre até ao dia 11, no Pavilhão Desportivo Escolar Municipal Rita Borralho, na Amadora. Esta iniciativa integra o Plano Municipal para a Promoção da Saúde e Bem-Estar.
Ao longo de três dias, a população poderá participar gratuitamente em diversas atividades e workshops destinados a vários grupos etários. Estão envolvidas cerca de 25 entidades parceiras, que disponibilizam rastreios nutricionais, cardiovasculares, e à diabetes, sessões de medicina alternativa, workshops sobre alimentação, envelhecimento ativo e saudável, burnout, saúde mental e qualidade do sono.
O programa inclui ainda aulas físicas como pilates e yoga, demonstrações de dança e teatro, entre outras propostas.
Promover a longevidade dos amadorenses
Na sessão de abertura da iniciativa, o presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira, sublinhou que este evento de promoção da saúde tem como principal missão sensibilizar a comunidade para a importância da saúde ao longo de todo o ciclo de vida.
“Esta Feira tem como principal objetivo promover a saúde e o bem-estar de toda a nossa comunidade”, referiu o autarca, acrescentando que falar de saúde “vai muito além da ausência da doença”, tratando-se, antes, de prevenção, da promoção de estilos de vida saudáveis, de inclusão, de saúde mental, e de acesso à informação e aos serviços “que nos ajudam a viver melhor”.
Para o autarca, “é precisamente esse o espírito que está na génese” do evento e que “orienta o desígnio da Amadora de melhorar a saúde e o bem-estar da população”, mediante “a prevenção, a promoção da saúde e da educação, com vista a um melhor bem-estar individual e a uma maior longevidade” dos amadorenses.
De acordo com Vítor Ferreira, durante três dias o pavilhão da Feira vai ser um “espaço aberto”, onde os visitantes poderão encontrar informação útil, esclarecer dúvidas, participar em rastreios e atividades, mas, sobretudo, “adquirir ferramentas para fazer escolhas mais saudáveis no seu dia a dia”, estando ao dispor da população 25 entidades, públicas e privadas, que diariamente desenvolvem “um trabalho essencial nas áreas da saúde, da prevenção e da promoção da qualidade de vida”.
O edil agradeceu a participação de todas as entidades presentes, mas deixou “uma palavra especial de agradecimento” à Unidade de Local de Saúde Amadora-Sintra, um parceiro “incontornável da iniciativa”.
Assinalou ainda o crescimento da Feira nesta segunda edição, que contou com mais entidades envolvidas, traduz uma realidade “em que a comunidade está unida” e coesa em defesa da causa comum da saúde dos amadorenses.
Relevância da prevenção da doença
A presidente do conselho de administração Unidade de Local de Saúde Amadora-Sintra, Sandra Cavaco, ressalvou que a iniciativa “faz uma abordagem moderna” para mitigar os problemas de saúde da comunidade.
Sublinhando a importância da prevenção, Sandra Cavaco lembrou que “sem saúde, tudo é nada”, pelo que iniciativas como a Feira da Saúde e do Bem-Estar põem em relevo a importância do “investimento na prevenção e na literacia” como fatores-chave para “melhorarem a qualidade de vida da população”.
Para a diretora desta unidade de saúde, cidadãos “mais informados e autónomos”, e que contam com o apoio do Município da Amadora, estarão certamente encaminhados para “serem mais saudáveis”.
Em nota mais pessoal, Sandra Cavaco defende que a importância da saúde “revela-se quando chegamos às pessoas antes que a doença apareça”.
A Feira funciona até ao dia 11 de abril entre as 10h00 e as 18h00.
Município de Lisboa garante que as crianças dos bairros municipais possam “ver melhor o mundo”
A Câmara Municipal de Lisboa vai garantir rastreios visuais, consultas e óculos gratuitos a crianças de todos os bairros municipais até 2028, no âmbito do projeto “Ver Melhor o Mundo”. A apresentação do programa arrancou no Bairro da Boavista e juntou os responsáveis municipais, representantes das escolas e os moradores que ouviram Carlos Moedas e Fernando Angleu anunciarem o reforço do “estado social local” de Lisboa.
Destinado a crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos, o programa tem como principal objetivo a deteção precoce de dificuldades visuais e a eliminação de barreiras ao sucesso escolar, assegurando o acesso gratuito a cuidados de saúde visual.
A apresentação deste projeto, que resulta de uma parceria entre os Serviços Sociais da autarquia, a empresa municipal Gebalis e o Fundo de Apoio à Óptica e Optometria António e Cecília Câmara, decorreu ontem, dia 8, na Escola EB1 Arquiteto Ribeiro Telles, no Bairro da Boavista, onde o primeiro rastreio está marcado para sexta-feira e deverá abranger cerca de 150 alunos.
Coube à apresentadora de televisão Maya, que antes de se tornar uma figura conhecida dos portugueses foi professora nesta escola do Bairro da Boavista, usar da palavra para enaltecer “o projeto magnífico” que vai “ajudar as crianças de todos bairros municipais” a terem uma vida académica com menos entropias.
“Quem está no ensino, sabe da importância da visão e da audição para as crianças terem sucesso escolar. Este projeto é muito importante para se alcançarem resultados escolares”, recordou.
A diretora do Agrupamento de Escolas de Benfica, Rosária Alves, agradeceu ao presidente da CML e ao presidente da Gebalis terem implementado um projeto que vai ajudar as crianças “a verem melhor o mundo”. A responsável lembrou que, desde a primeira hora, o agrupamento de escolas “abraçou o projeto” que vai melhorar substancialmente o rendimento escolar dos alunos.
“Entendemos este projeto como prioritário porque vai ajudar a ver melhor o mundo em todos os seus ângulos”, sublinhou, agradecendo aos responsáveis autárquicos “por terem iniciado este grande projeto no Agrupamento de Escolas de Benfica”.
Gebalis assume “compromisso” de continuar coesão social
O presidente do conselho de administração da Gebalis, Fernando Angleu, considerou-se “honrado” de apresentar um projeto “simples”, mas com um impacto “muito concreto” de garantir que as crianças “vejam melhor o mundo”.
Para o administrador, ter boa visão “não é apenas uma questão de saúde”, representa uma “condição essencial” para se aprender a ler, a escrever, mas, acima de tudo, “para haver igualdade de oportunidades” para quem vive num contexto social “de dificuldades económicas que acabam por adiar ou impedir ter acesso a cuidados de saúde visuais”.
Segundo Fernando Angleu, este projeto “vai responder às necessidades concretas” das crianças dos bairros municipais. “Ao assegurar rastreios, consultas e oferta de óculos, estamos a eliminar barreiras reais no percurso escolar das nossas crianças e jovens”.
A Gebalis, reforçou Angleu, assume o compromisso de continuar a promover “soluções que promovam a coesão social e a igualdade de oportunidades nos bairros municipais de Lisboa”.
O projeto “Ver Melhor o Mundo” é acima de tudo “dar melhores condições para que estas crianças possam construir o seu futuro”, concluiu.
Crianças saudáveis e com igualdade de oportunidades
O diretor dos Serviços Clínicos Sociais da CML, o médico Rui Julião, lembrou o papel de Margarida Barata, representante europeia da Fundação OneSight Essilor Luxottica, a maior entidade no mundo relacionada com a visão, na concretização desta iniciativa social. “Quero fazer-lhe um agradecimento em público, porque, desde o primeiro momento que foi desafiada para integrar este projeto, disse imediatamente que sim. Graças a si vamos concluir este projeto, que é fundamentalmente para as crianças dos bairros municipais”.
Rui Julião garantiu que, graças à Essilor, as crianças terão modelos de armações e lentes “modernas e com a certificação de qualidade” da referida companhia ótica, bem como o acompanhamento posterior de todas as crianças abrangidas pela medida. “Não interessa fazer apenas o diagnóstico, pois, infelizmente, iremos encontrar patologias que terão de ser seguidas pelos técnicos de saúde dos serviços sociais e a equipa oftalmologia”.
Os critérios de elegibilidade das crianças, que serão abrangidas por este programa, serão conduzidos pela Gebalis, passando depois para a fase de rastreio e, se for caso disso, avançam para uma consulta de optometria ou oftalmologia ao dispor nos serviços sociais da CML. O programa é composto por três fases: alunos do primeiro ciclo, ensino básico e secundário.
O responsável aproveitou para chamar a atenção dos números de falta de acuidade visual no mundo. Citando os dados da OMS, Rui Julião revela que 1/3 da população mundial “vê mal ou tem dificuldades na visão”, isto é, representa um “sério problema de Saúde Pública” no mundo.
Neste contexto, Rui Julião pediu sensibilidade social aos fabricantes de materiais óticos. “Os óculos são caros e as lentes são muito caras. Faço um apelo para que as organizações diminuam as margens de lucro e alguma parte delas seja destinada para compensar os rastreios nas diferentes partes do mundo”.
Rui Julião defende que, no caso das crianças, a visão assume “capital importância” e as dificuldades visuais entorpecem a aprendizagem escolar, mas também a inclusão social e até no esmorecimento da autoestima na infância daqueles que padecem de patologia ocular. “Não é por acaso, que encontramos muitas destas crianças com dificuldades visuais desmotivadas para a aprendizagem”.
Segundo o mesmo, os rastreios da saúde ocular nas crianças jogam um papel preponderante na deteção de dificuldades na visão e podem fazer toda a diferença num sistema de saúde que “cria crianças mais felizes e com maior qualidade de vida” para que no futuro “possam ter uma dimensão na sua vida que as ponha em pé de igualdade com todas outras crianças”, conclui.
Moedas defende “estado social local”
Já o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, começou por recordar a sua “conexão especial” com o Bairro da Boavista, tendo sido o primeiro território visitado aquando da sua primeira eleição como líder do Município.
O autarca agradeceu à vereadora Ana Simões, que foi eleita pelas listas do Chega e se desfiliou do partido Ventura para integrar o Executivo de Moedas, por ter trazido a sua “sensibilidade” de médica dentista e de profissional de saúde para robustecer o “estado social local” levado a cabo pela autarquia.
De resto, Carlos Moedas sublinhou que esta iniciativa “traduz de forma concreta o modelo de intervenção social do Município”.
“O Estado social local é uma realidade em Lisboa. Está presente onde o Estado central não chega, apoiando quem mais precisa, diretamente nos bairros e junto das pessoas”, afirmou o autarca, acrescentando que o estado social local “tem de ser executado de forma pragmática”, juntando o público, o privado, as fundações e o Estado, competindo à Câmara “fazer”, sendo este projeto “o exemplo perfeito” deste pragmatismo.
Carlos Moedas explicou que o programa “Ver Melhor o Mundo” se destina a crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos e que será implementado até ao ano letivo 2027/2028, incluindo rastreios visuais nas escolas, consultas de optometria e oftalmologia e a atribuição gratuita de até 500 óculos por ano.
“Este protocolo concretiza essa proximidade, levando rastreios visuais gratuitos, consultas e óculos diretamente às escolas dos bairros municipais”, acrescentou o autarca, sublinhando que a medida “permite detetar problemas que muitas vezes passam despercebidos”, apontou.
A Gebalis vai assegurar a identificação dos beneficiários e a articulação com escolas e famílias, os serviços sociais da autarquia vão garantir a resposta clínica especializada e o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Ótica e Optometria António e Cecília Câmara disponibiliza os meios técnicos e assegura a entrega dos óculos.
Estão já previstos rastreios de sexta-feira a 30 de junho e de 14 de setembro a 18 de dezembro deste ano.
Defesa das clínicas de proximidade
O edil aproveitou para revelar que “gostaria de ter aqui (Boavista) um outro projeto que já está em vigor no Bairro do Armador e na Alta de Lisboa, que são as clínicas de proximidade”, que funcionam como solução para quem não consegue ter um médico de família. Moedas ressalvou que os médicos destas unidades de saúde “estão reformados e conhecem bem a população dos bairros, onde já trabalharam”, para além de terem ao seu serviço um enfermeiro e um nutricionista. O autarca reforçou que, em 2 anos, estas clínicas já prestaram o acompanhamento de 4 mil moradores sem médico de família.
Para mostrar a proclamada ligação de Carlos Moedas ao Bairro da Boavista, o autarca lembrou o programa Talentos do Bairro, um projeto cultural que tem como objetivo ajudar a singrar profissionalmente os moradores com talentos artísticos, enaltecendo a atuação de Igor D’Araújo, residente no bairro e que mostrou os seus dotes musicais no evento.
O autarca lembrou ainda o “trabalho incansável” de Anabela Rebelo, conhecida por Bela da Boavista, figura carismática do bairro, na construção de um território que se tem vindo a afirmar no panorama dos bairros municipais de Lisboa.
A iniciativa foi concluída com a assinatura do acordo, firmado pelo presidente dos Serviços Sociais da Câmara, Rui Cordeiro, o presidente de Gebalis, Fernando Angleu e Margarida Barata, representante europeia da Fundação OneSight Essilor Luxottica.
Família de António Lobo Antunes recebe Chave de Honra de Benfica
A Junta de Freguesia de Benfica vai prestar uma homenagem, a título póstumo, a António Lobo Antunes, no próximo dia 12 de abril, com a entrega da Chave de Honra à família do escritor. Esta homenagem assinala a ligação umbilical de ALA ao território.
A cerimónia acontece a partir das 17h00, no Auditório da Escola Superior de Educação de Lisboa, e decorre no âmbito das comemorações do 763.º aniversário do “Lugar” de Benfica, data do documento histórico mais antigo que menciona Benfica como uma povoação ou localidade.
O médico e escritor, que nasceu e cresceu no Bairro de Benfica e tem raízes familiares na Beira Alta, deixa um precioso legado, com mais de três dezenas de romances e inúmeras crónicas, assumindo-se como um dos maiores vultos da cultura nacional.
Veterano da guerra e benfiquista até ao último suspiro
Como se recordou no “OL” por ocasião da sua morte, depois de concluir o curso de medicina, António Lobo Antunes teria a experiência mais marcante da sua vida: a participação na Guerra Colonial do Ultramar. Muitos dos seus livros e dos seus tormentos públicos, confessados em crónicas publicadas na imprensa ao longo de décadas, refletiam os traumas (e as injustiças) da Guerra Colonial, vivida na primeira pessoa em Angola, entre 1971 e 1973, como médico de uma companhia do exército português. Destes dois anos, vividos longe da família e de tudo o que conhecera até então, nasceriam algumas das suas principais obras literárias, como o Memória de Elefante, publicado em 1979, e que funcionou como uma verdadeira pedrada no charco no panorama intelectual do pós-25 de Abril por falar de soldados semianalfabetos, combatentes perdidos numa guerra sem sentido, morte, amputações a sangue frio, solidão, mas também de camaradagem castrense.
Em muitos das suas crónicas e romances, ALA recorda episódios da sua infância e de experiências vividas na freguesia de Benfica. De resto, o seu amor ao clube que tem o nome da freguesia na sua bandeira era tão profundo, que o escritor pediu para se ouvir o hino “Ser Benfiquista” na sua cerimónia fúnebre.
“É essencial prestarmos esta sentida homenagem a uma figura incontornável da nossa freguesia, com uma profunda ligação à nossa comunidade. O seu legado será preservado com a criação da futura Biblioteca e Centro Interpretativo António Lobo Antunes, na Fábrica Simões. Iremos acolher o espólio pessoal de um grande autor, mas também de um embaixador do nosso território”, sublinha Ricardo Marques, presidente da Junta de Freguesia de Benfica.
António Lobo Antunes faleceu, no passado dia 5 de março, e a Junta de Freguesia de Benfica decretou três dias de luto local em sua memória.
Ao longo dos últimos anos, multiplicaram-se as homenagens ao autor na freguesia, visíveis em locais como o Passeio Ulmeiro, na Avenida do Uruguai, ou representado num mural junto ao Palácio Baldaya.
O escritor doou mais de 30 mil títulos da sua biblioteca pessoal, que irão constar da futura Biblioteca Lobo Antunes, em Benfica. O espólio inclui manuscritos originais, notas de trabalho e documentos pessoais.
Além do momento simbólico de homenagem, onde irão estar presentes familiares e figuras ilustres nacionais, o dia fica marcado por um conjunto de iniciativas culturais, com dança, música e teatro.