Empathia implementa um modelo de negócio de venda de casa com usufruto

Num Portugal cada vez mais envelhecido, a Empathia propõe um modelo disruptivo para a venda das casas da população sénior. Traz para o terreno a venda da habitação com manutenção de usufruto vitalício, um novo modelo de negócio imobiliário que passa por reconhecer o lar como um instrumento de justiça social. Pedro Almeida Cruz sustenta que esta nova modalidade tem como prioridade trazer dignidade para os proprietários, que podem permanecer nas suas casas até ao fim dos seus dias, mas sem o sufoco financeiro de esticar ao limite as magras reformas.

Em entrevista ao “Olhares de Lisboa”, o CEO da Empathia explica que, ao abrigo da sua ideia de negócio, as casas deixam de ser bens imóveis propriamente ditos, para se converterem na base para envelhecer com dignidade. Esta solução foi pensada especificamente para quem quer continuar a viver na sua casa, mas que precisa de transformar esse valor em rendimento, serviços ou qualidade de vida.

Pedro Almeida Cruz fundou uma empresa do ramo imobiliário que promete revolucionar o setor, introduzindo uma dimensão humana inigualável neste setor. A Empathia quer destacar-se pela oferta de uma proposta disruptiva: transformar património em dignidade para os mais idosos, que permanecem nas suas casas, ao mesmo tempo que conseguem uma disponibilidade financeira antes inimaginável.

Ex-administrador no setor segurador, Pedro Almeida Cruz defende que a sua nova missão de vida assenta num negócio que pretende inculcar os valores da empatia e do humanismo no setor imobiliário afeto aos mais idosos. É objetivo usar a casa, não só como refúgio, mas como ativo social e emocional, garantindo que os últimos anos de vida sejam vividos com maior bem-estar.

 Olhares de Lisboa — Como surgiu a ideia de criar a Empathia?

Pedro Almeida Cruz — A Empathia nasce de uma preocupação real, que é também pessoal: como é que vamos cuidar das pessoas que envelheceram a cuidar de nós? Olhamos para os dados demográficos e percebemos que o envelhecimento da população acarreta uma transformação profunda da nossa sociedade. De facto, hoje vivemos mais tempo, mas viver mais tempo não basta — é preciso viver melhor, respondendo também à questão de como garantir que os últimos 20 ou 30 anos de vida sejam vividos com conforto, dignidade e autonomia.

Este novo modelo habitacional respeita o valor simbólico e emocional da casa, ao mesmo tempo que resolve um problema financeiro real enfrentado por milhares de pessoas seniores?

Justamente. A ideia surgiu do desejo de dar uma resposta concreta a essa necessidade, utilizando o setor imobiliário como plataforma para o desenvolvimento social. Assim, olhamos para a casa de cada família e percebemos que esta é o seu maior refúgio. Acreditamos também que a casa deve ser vista como o seu maior ativo porque, em boa verdade, é o maior investimento que fizeram na vida. Foi com essa visão que criámos um modelo habitacional que respeita o valor simbólico e emocional da casa, ao mesmo tempo que resolve um problema financeiro real enfrentado por milhares de idosos em Portugal. Percebemos que era possível criar um modelo que transformasse esse património em conforto e qualidade de vida, sem exigir que as pessoas abrissem mão do lugar onde criaram as suas histórias de vida, as suas memórias, trazendo uma novidade absoluta no mercado imobiliário, colocando a longevidade e o envelhecimento no centro da discussão deste mercado.

Havia, de facto, uma lacuna no mercado imobiliário português?

Hoje, o mercado oferece essencialmente soluções imobiliárias relacionadas com a habitabilidade ou o investimento, mas pouco ou nada existe para responder ao envelhecimento com qualidade e com segurança, na própria casa. É um setor que, do ponto de vista privado, quase ignora a dimensão social da habitação da população sénior. E essa é a lacuna que a Empathia pretende agora preencher, apresentando-se com um modelo de negócio privado, mas socialmente relevante. A nossa proposta passa, assim, por reconhecer a casa como um instrumento de justiça social. A casa deixa de ser apenas um bem imóvel para se tornar uma base para envelhecer com dignidade.

Poderia detalhar-nos como funciona todo este processo e quais são os principais benefícios para os proprietários idosos?

O funcionamento é bastante simples: com a ajuda da Empathia, o proprietário sénior vende a sua casa a investidores (particulares ou institucionais), mas mantém o direito legal de viver nela até ao fim da sua vida, designado por usufruto vitalício, e que está consagrado no Código Civil como um direito real. Em contrapartida dessa venda, recebe um valor significativo à cabeça, de forma transparente e ajustado ao valor de mercado do imóvel nessas condições.

O resultado da venda pode ser utilizado livremente, sem restrições, mal o negócio seja fechado?

Sim, não há contrapartidas. Este dinheiro vai trazer uma substancial melhoria da qualidade de vida do sénior. O montante pode servir para aumentar o rendimento mensal, para apoiar os filhos ou netos, para pagar cuidados de saúde, entre outros projetos de vida. O principal benefício, no fundo, é poder transformar património em liberdade e bem-estar, sem ter de deixar a sua casa. Isso traduz-se em mais conforto, maior segurança e em um envelhecimento mais ativo e feliz.

O negócio é recente. Quais as principais motivações que as pessoas têm ao vender a sua casa, mas mantendo o usufruto?

Temos sido contactados por pessoas com mais de 75 anos, reformadas, que viveram grande parte das suas vidas na mesma casa. Muitas delas veem os seus rendimentos reduzidos, mas ao mesmo tempo possuem imóveis pagos, localizados em zonas valorizadas das cidades. Quando ouvem falar da Empathia e do seu projeto transformador, parece-lhes uma boa ideia beneficiar da valorização da sua casa, mas sem deixar de a utilizar.

Quais as razões que habitualmente levam alguém a vender a sua casa em vida?

As motivações para as pessoas procurarem a Empathia diferem umas das outras. Mas podemos tipificar os 4 perfis mais relevantes: antecipar a herança; garantir um significativo complemento de reforma; ajudar financeiramente a família; ou ainda ter dinheiro para resolver rapidamente um problema de saúde. Em todos os casos há um denominador comum, que é a vontade de permanecer no espaço onde viveram a vida inteira, mas com mais meios e mais tranquilidade para o futuro, vendo neste modelo uma forma de envelhecer com mais dignidade.

Sabemos que estamos a falar de uma geração que, muitas vezes, encara a casa como algo “sagrado”. É um bem emocional, construído e pago com muito sacrifício. Por isso, a nossa comunicação é feita com muito respeito e transparência, cumprindo em rigor os nossos valores, que assentam na humanidade, empatia e confiança. O processo é sempre feito com tempo, com calma e com a garantia de que todas as partes envolvidas estão confortáveis. Com a ajuda dos nossos incansáveis parceiros, que entenderam e apoiaram incondicionalmente o nosso projeto desde o primeiro minuto, estamos a fazer o nosso caminho de comunicação, transmissão de confiança e abertura de mentalidades, sobretudo porque este é um negócio completamente novo e transformador.

Este modelo de negócio poderá ser alvo de desconfiança?

O desafio principal é cultural. Ainda existe muita resistência à ideia de vender a casa por parte dos próprios seniores e, muitas vezes, também por parte dos seus familiares. Mas deixamos sempre bem claro que o negócio só avança se houver concordância de todas as partes. Todas as transações são realizadas com a máxima transparência e segurança jurídica. Sabemos que o usufruto vitalício está consagrado no Código Civil, e isso dá total confiança a quem vende. O usufruto é registado legalmente, juntamente com a escritura de compra e venda da casa, garantindo o direito de o proprietário viver na casa para sempre, mesmo após a venda. Para oferecer mais garantias e dissipar dúvidas que possam existir, além do nosso know-how, aconselhamos sempre os nossos clientes a consultarem um advogado da sua confiança. O usufruto é registado legalmente, juntamente com a escritura de compra e venda da casa, garantindo o direito de o proprietário viver na casa para sempre, mesmo após a venda.

Este tipo de negócio requer um tato especial para lidar com clientes que estarão, muitas vezes, relutantes em vender o único bem conseguido ao longo da vida?

O processo é sempre feito com tempo, com calma e com a garantia de que todas as partes envolvidas estão confortáveis. Antes de avançar, pedimos também a cada cliente que fale com os seus familiares mais próximos, com os seus herdeiros, que debata o assunto e se aconselhe com especialistas. Esta comunicação transparente tem gerado, naturalmente, confiança.

Quais são os critérios que a Empathia utiliza para avaliar e determinar o valor de compra dos imóveis neste modelo de negócio?

A avaliação proposta aos nossos clientes é feita de forma rigorosa e justa. Para o apuramento do valor de mercado do imóvel consideramos a sua localização, estado de conservação, tipologia, atratividade, entre outros fatores. Em complemento, e para apurarmos o valor de usufruto, usamos variáveis muito particulares que têm em conta a idade e o perfil do proprietário, a sua expectativa de longevidade, entre outras variáveis. Para apuramento do valor final do imóvel com usufruto, utilizamos todas aquelas variáveis incorporadas em modelos de cálculo que nos asseguram um valor justo para o vendedor, e uma atratividade para os investidores.

Que tipo de investidores têm demonstrado maior interesse no vosso modelo e como garantem que este investimento se mantém sustentável a longo prazo?

O nosso modelo tem atraído investidores que procuram impacto social com retorno financeiro. São, sobretudo, investidores institucionais, mas também investidores privados com uma consciência social apurada. Temos também como investidores muitos portugueses emigrados, que pretendem investir num bem que não deverá desvalorizar e que será utilizado daqui a alguns anos, quando regressarem ao país ou que poderá ser rentabilizado da forma que lhes aprouver. A sustentabilidade do negócio assenta numa combinação de três fatores: o valor gerado para cada um dos nossos clientes seniores (que é o nosso foco principal), a previsibilidade do retorno para os investidores e o impacto social positivo para a sociedade. Criámos um modelo que é financeiramente viável, eticamente responsável e socialmente necessário. E isso é o que o torna único e numa mais-valia para todas as partes.

Se alguma das partes envolvidas mostrar muitas reticências e não ficar totalmente convencido, o que acontece?

Tentamos mostrar às pessoas todas as vantagens desta transação, e que são diversas. Ainda assim, e como referi, para que não restem dúvidas, pedimos sempre aos nossos clientes que consultem um advogado da sua confiança, para que também ele explique o processo e não hajam mal-entendidos ou medos. Somos totalmente transparentes em todo o processo, mas reconheço que a venda de uma casa, muitas vezes comprada com muito esforço, é um tema sensível, que exige empatia, confiança, escuta e tempo. Estamos convictos que, com tempo, vários exemplos concretos e resultados visíveis, este modelo vai-se afirmar como uma das maiores inovações sociais no setor imobiliário português.

Com este modelo inovador de negócio, os problemas com divisões das heranças acabam por ser mitigados?

Exatamente. Evitam-se assim as desavenças familiares por causa de heranças ou partilhas. A venda com usufruto resulta em dinheiro extra para os proprietários, que é facilmente divisível um dia mais tarde.

Que outras vantagens oferecem este negócio para os proprietários?

Há um conceito de envelhecimento já muito utilizado em diversos outros países, o “Envelhecimento em Casa”. Há muitas pessoas que não querem deixar as suas casas, mas precisam de ser acompanhadas por serviços especializados, nomeadamente de enfermagem, entre outros, para lhes proporcionar conforto. Se alguém vender a sua casa com usufruto através da Empathia, sabe que pode contratar serviços especializados que o irão acompanhar no seu dia a dia, facilitando-lhes a vida.

A solidão dos idosos também é mitigada com esses serviços?

A vida nas grandes cidades, principalmente na Grande Lisboa e no Grande Porto, pode ser muito cruel para os seniores. Infelizmente, há imensas pessoas que vivem isoladas e em solidão total, e essa é uma das nossas preocupações principais. Ao venderem as suas casas com a nossa ajuda, estas pessoas podem utilizar as verbas para contratar serviços especializados e passar a ter companhia nas suas vidas. É um imperativo que os mais idosos sejam acompanhados para terem uma vida mais cheia e digna. A Empathia ajudá-los-á a sentirem mais ativos e integrados na sociedade.

Quais os principais desafios que preveem enfrentar na implementação deste modelo de negócio no país?

Estamos convictos que, com tempo, e com vários exemplos concretos e resultados visíveis como já hoje acontecem, este modelo vai-se afirmar como uma das maiores inovações sociais no setor imobiliário português. Precisa apenas de ser mais divulgado, através de um plano de comunicação que dê a conhecer esta modalidade de negócio. Propomos uma nova abordagem, mais humanista e empática, que acaba por funcionar como uma preciosa ajuda para os seniores terem uma vida (bem) mais confortável até ao fim das suas vidas.

Para alguém que tenha uma reforma pequena, e que muitas vezes não chega para pagar as despesas correntes com a medicação, etc., a venda da casa acaba por funcionar como um alívio financeiro?

É esse o objetivo. As pessoas passam a dispor de uma almofada financeira que lhes permite passar a viver uma velhice com dignidade. Por exemplo, uma pessoa que receba uma reforma de 500 ou 600 euros, passa facilmente a poder usufruir de 2.000 euros mensais. Ora, com esta alavancagem no rendimento mensal, um sénior consegue viver mais confortavelmente, sem ter que fazer a opção de comprar a medicação e ficar quase sem dinheiro para tudo o resto, com a vantagem de poder continuar a viver no lar que sempre foi seu.

Com esta transação em vida, o idoso ganha um novo impulso nesta fase da sua vida?

O sénior sente, essencialmente, alívio financeiro. Pode passar a ir ao teatro, participar em passeios ou almoços com os amigos, por exemplo, porque deixa de ter sobre si o peso da falta de recursos financeiros para viver com dignidade. Importa também salientar que a Empathia tem vários parceiros que prestam apoio aos nossos clientes, que tanto fornecem serviços de saúde, manutenção da limpeza da casa, entre outros. No fundo, o cliente ganha uma nova qualidade de vida e um alívio emocional essencial para viver tranquilamente.

Os filhos, para além do retorno financeiro, passam a ter vidas menos sobressaltadas porque sabem que os pais estão a ser acompanhados?

Há a designada “Geração Sandwich” que vive hoje literalmente assoberbada, por vezes com dificuldades, e com uma dupla responsabilidade, porque não só têm de cuidar dos filhos, como também dos pais. Ao tratarem dos filhos e dos mais velhos da família, estas pessoas têm despesas incomportáveis e vivem num verdadeiro sufoco financeiro e emocional. Com a venda das casas dos pais, com manutenção do usufruto vitalício, todos passam a viver melhor e sem apertos.

Pode revelar-nos quantas casas já foram angariadas ao abrigo deste modelo?

Não quero avançar números concretos para não subverter as regras de confidencialidade da empresa, mas posso dizer-lhes que já transacionámos algumas dezenas de casas, com apenas 1 ano de atividade.

O trabalho da Empathia já mereceu aplausos do setor. Qual o significado para a Empathia de já ter vencido dois prémios nacionais no setor (Prémio Inovação na Mediação 2025 do Expresso/ SIC Notícias e Prémio Responsabilidade Social 2025 no Salão Imobiliário de Portugal)?

Ficámos imensamente gratos por este duplo reconhecimento. É sinal de que o setor está atento a quem realiza um trabalho inovador e de impacto, como é o nosso caso. Porque, ao fim e ao cabo, a Empathia traz para o setor imobiliário um trabalho de responsabilidade social, apoiando financeiramente quem de nós cuidou ao longo da vida (os seniores) e que, agora, necessitam de viver os últimos anos de vida com qualidade, socialmente amparados, e financeiramente tranquilos. Mas, sobretudo, por poderem viver com dignidade o resto dos seus dias.

 

 

Feira da Saúde da Amadora dá ferramentas para população fazer escolhas mais saudáveis no seu dia a dia

O presidente da Câmara Municipal da Amadora inaugurou hoje a II Feira da Saúde e do Bem-Estar. Vítor Ferreira referiu que a iniciativa tem como objetivo promover todos os capítulos da prevenção da doença e a longevidade dos amadorenses. 

Começou hoje a II Feira da Saúde e do Bem-Estar, que decorre até ao dia 11, no Pavilhão Desportivo Escolar Municipal Rita Borralho, na Amadora. Esta iniciativa integra o Plano Municipal para a Promoção da Saúde e Bem-Estar.

Ao longo de três dias, a população poderá participar gratuitamente em diversas atividades e workshops destinados a vários grupos etários. Estão envolvidas cerca de 25 entidades parceiras, que disponibilizam rastreios nutricionais, cardiovasculares, e à diabetes, sessões de medicina alternativa, workshops sobre alimentação, envelhecimento ativo e saudável, burnout, saúde mental e qualidade do sono.

O programa inclui ainda aulas físicas como pilates e yoga, demonstrações de dança e teatro, entre outras propostas.

Promover a longevidade dos amadorenses

Na sessão de abertura da iniciativa, o presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira, sublinhou que este evento de promoção da saúde tem como principal missão sensibilizar a comunidade para a importância da saúde ao longo de todo o ciclo de vida.

“Esta Feira tem como principal objetivo promover a saúde e o bem-estar de toda a nossa comunidade”, referiu o autarca, acrescentando que falar de saúde “vai muito além da ausência da doença”, tratando-se, antes, de prevenção, da promoção de estilos de vida saudáveis, de inclusão, de saúde mental, e de acesso à informação e aos serviços “que nos ajudam a viver melhor”.

Para o autarca, “é precisamente esse o espírito que está na génese” do evento e que “orienta o desígnio da Amadora de melhorar a saúde e o bem-estar da população”, mediante “a prevenção, a promoção da saúde e da educação, com vista a um melhor bem-estar individual e a uma maior longevidade” dos amadorenses.

De acordo com Vítor Ferreira, durante três dias o pavilhão da Feira vai ser um “espaço aberto”, onde os visitantes poderão encontrar informação útil, esclarecer dúvidas, participar em rastreios e atividades, mas, sobretudo, “adquirir ferramentas para fazer escolhas mais saudáveis no seu dia a dia”, estando ao dispor da população 25 entidades, públicas e privadas, que diariamente desenvolvem “um trabalho essencial nas áreas da saúde, da prevenção e da promoção da qualidade de vida”.

O edil agradeceu a participação de todas as entidades presentes, mas deixou “uma palavra especial de agradecimento” à Unidade de Local de Saúde Amadora-Sintra, um parceiro “incontornável da iniciativa”.

Assinalou ainda o crescimento da Feira nesta segunda edição, que contou com mais entidades envolvidas, traduz uma realidade “em que a comunidade está unida” e coesa em defesa da causa comum da saúde dos amadorenses.

Relevância da prevenção da doença   

A presidente do conselho de administração Unidade de Local de Saúde Amadora-Sintra, Sandra Cavaco, ressalvou que a iniciativa “faz uma abordagem moderna” para mitigar os problemas de saúde da comunidade.

Sublinhando a importância da prevenção, Sandra Cavaco lembrou que “sem saúde, tudo é nada”, pelo que iniciativas como a Feira da Saúde e do Bem-Estar põem em relevo a importância do “investimento na prevenção e na literacia” como fatores-chave para “melhorarem a qualidade de vida da população”.

Para a diretora desta unidade de saúde, cidadãos “mais informados e autónomos”, e que contam com o apoio do Município da Amadora, estarão certamente encaminhados para “serem mais saudáveis”.

Em nota mais pessoal, Sandra Cavaco defende que a importância da saúde “revela-se quando chegamos às pessoas antes que a doença apareça”.

A Feira funciona até ao dia 11 de abril entre as 10h00 e as 18h00.

Município de Lisboa garante que as crianças dos bairros municipais possam “ver melhor o mundo”

A Câmara Municipal de Lisboa vai garantir rastreios visuais, consultas e óculos gratuitos a crianças de todos os bairros municipais até 2028, no âmbito do projeto “Ver Melhor o Mundo”. A apresentação do programa arrancou no Bairro da Boavista e juntou os responsáveis municipais, representantes das escolas e os moradores que ouviram Carlos Moedas e Fernando Angleu anunciarem o reforço do “estado social local” de Lisboa.  

Destinado a crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos, o programa tem como principal objetivo a deteção precoce de dificuldades visuais e a eliminação de barreiras ao sucesso escolar, assegurando o acesso gratuito a cuidados de saúde visual.

A apresentação deste projeto, que resulta de uma parceria entre os Serviços Sociais da autarquia, a empresa municipal Gebalis e o Fundo de Apoio à Óptica e Optometria António e Cecília Câmara, decorreu ontem, dia 8, na Escola EB1 Arquiteto Ribeiro Telles, no Bairro da Boavista, onde o primeiro rastreio está marcado para sexta-feira e deverá abranger cerca de 150 alunos.

Coube à apresentadora de televisão Maya, que antes de se tornar uma figura conhecida dos portugueses foi professora nesta escola do Bairro da Boavista, usar da palavra para enaltecer “o projeto magnífico” que vai “ajudar as crianças de todos bairros municipais” a terem uma vida académica com menos entropias.

“Quem está no ensino, sabe da importância da visão e da audição para as crianças terem sucesso escolar. Este projeto é muito importante para se alcançarem resultados escolares”, recordou.

A diretora do Agrupamento de Escolas de Benfica, Rosária Alves, agradeceu ao presidente da CML e ao presidente da Gebalis terem implementado um projeto que vai ajudar as crianças “a verem melhor o mundo”. A responsável lembrou que, desde a primeira hora, o agrupamento de escolas “abraçou o projeto” que vai melhorar substancialmente o rendimento escolar dos alunos.

“Entendemos este projeto como prioritário porque vai ajudar a ver melhor o mundo em todos os seus ângulos”, sublinhou, agradecendo aos responsáveis autárquicos “por terem iniciado este grande projeto no Agrupamento de Escolas de Benfica”.

Gebalis assume “compromisso” de continuar coesão social

O presidente do conselho de administração da Gebalis, Fernando Angleu, considerou-se “honrado” de apresentar um projeto “simples”, mas com um impacto “muito concreto” de garantir que as crianças “vejam melhor o mundo”.

Para o administrador, ter boa visão “não é apenas uma questão de saúde”, representa uma “condição essencial” para se aprender a ler, a escrever, mas, acima de tudo, “para haver igualdade de oportunidades” para quem vive num contexto social “de dificuldades económicas que acabam por adiar ou impedir ter acesso a cuidados de saúde visuais”.

Segundo Fernando Angleu, este projeto “vai responder às necessidades concretas” das crianças dos bairros municipais. “Ao assegurar rastreios, consultas e oferta de óculos, estamos a eliminar barreiras reais no percurso escolar das nossas crianças e jovens”.

A Gebalis, reforçou Angleu, assume o compromisso de continuar a promover “soluções que promovam a coesão social e a igualdade de oportunidades nos bairros municipais de Lisboa”.

O projeto “Ver Melhor o Mundo” é acima de tudo “dar melhores condições para que estas crianças possam construir o seu futuro”, concluiu.

Crianças saudáveis e com igualdade de oportunidades

O diretor dos Serviços Clínicos Sociais da CML, o médico Rui Julião, lembrou o papel de Margarida Barata, representante europeia da Fundação OneSight Essilor Luxottica, a maior entidade no mundo relacionada com a visão, na concretização desta iniciativa social. “Quero fazer-lhe um agradecimento em público, porque, desde o primeiro momento que foi desafiada para integrar este projeto, disse imediatamente que sim. Graças a si vamos concluir este projeto, que é fundamentalmente para as crianças dos bairros municipais”.

Rui Julião garantiu que, graças à Essilor, as crianças terão modelos de armações e lentes “modernas e com a certificação de qualidade” da referida companhia ótica, bem como o acompanhamento posterior de todas as crianças abrangidas pela medida. “Não interessa fazer apenas o diagnóstico, pois, infelizmente, iremos encontrar patologias que terão de ser seguidas pelos técnicos de saúde dos serviços sociais e a equipa oftalmologia”.

Os critérios de elegibilidade das crianças, que serão abrangidas por este programa, serão conduzidos pela Gebalis, passando depois para a fase de rastreio e, se for caso disso, avançam para uma consulta de optometria ou oftalmologia ao dispor nos serviços sociais da CML. O programa é composto por três fases: alunos do primeiro ciclo, ensino básico e secundário.

O responsável aproveitou para chamar a atenção dos números de falta de acuidade visual no mundo. Citando os dados da OMS, Rui Julião revela que 1/3 da população mundial “vê mal ou tem dificuldades na visão”, isto é, representa um “sério problema de Saúde Pública” no mundo.

Neste contexto, Rui Julião pediu sensibilidade social aos fabricantes de materiais óticos. “Os óculos são caros e as lentes são muito caras. Faço um apelo para que as organizações diminuam as margens de lucro e alguma parte delas seja destinada para compensar os rastreios nas diferentes partes do mundo”.

Rui Julião defende que, no caso das crianças, a visão assume “capital importância” e as dificuldades visuais entorpecem a aprendizagem escolar, mas também a inclusão social e até no esmorecimento da autoestima na infância daqueles que padecem de patologia ocular. “Não é por acaso, que encontramos muitas destas crianças com dificuldades visuais desmotivadas para a aprendizagem”.

Segundo o mesmo, os rastreios da saúde ocular nas crianças jogam um papel preponderante na deteção de dificuldades na visão e podem fazer toda a diferença num sistema de saúde que “cria crianças mais felizes e com maior qualidade de vida” para que no futuro “possam ter uma dimensão na sua vida que as ponha em pé de igualdade com todas outras crianças”, conclui.

Moedas defende “estado social local”

Já o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, começou por recordar a sua “conexão especial” com o Bairro da Boavista, tendo sido o primeiro território visitado aquando da sua primeira eleição como líder do Município.

O autarca agradeceu à vereadora Ana Simões, que foi eleita pelas listas do Chega e se desfiliou do partido Ventura para integrar o Executivo de Moedas, por ter trazido a sua “sensibilidade” de médica dentista e de profissional de saúde para robustecer o “estado social local” levado a cabo pela autarquia.

De resto, Carlos Moedas sublinhou que esta iniciativa “traduz de forma concreta o modelo de intervenção social do Município”.

“O Estado social local é uma realidade em Lisboa. Está presente onde o Estado central não chega, apoiando quem mais precisa, diretamente nos bairros e junto das pessoas”, afirmou o autarca, acrescentando que o estado social local “tem de ser executado de forma pragmática”, juntando o público, o privado, as fundações e o Estado, competindo à Câmara “fazer”, sendo este projeto “o exemplo perfeito” deste pragmatismo.

Carlos Moedas explicou que o programa “Ver Melhor o Mundo” se destina a crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos e que será implementado até ao ano letivo 2027/2028, incluindo rastreios visuais nas escolas, consultas de optometria e oftalmologia e a atribuição gratuita de até 500 óculos por ano.

“Este protocolo concretiza essa proximidade, levando rastreios visuais gratuitos, consultas e óculos diretamente às escolas dos bairros municipais”, acrescentou o autarca, sublinhando que a medida “permite detetar problemas que muitas vezes passam despercebidos”, apontou.

A Gebalis vai assegurar a identificação dos beneficiários e a articulação com escolas e famílias, os serviços sociais da autarquia vão garantir a resposta clínica especializada e o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Ótica e Optometria António e Cecília Câmara disponibiliza os meios técnicos e assegura a entrega dos óculos.

Estão já previstos rastreios de sexta-feira a 30 de junho e de 14 de setembro a 18 de dezembro deste ano.

Defesa das clínicas de proximidade

O edil aproveitou para revelar que “gostaria de ter aqui (Boavista) um outro projeto que já está em vigor no Bairro do Armador e na Alta de Lisboa, que são as clínicas de proximidade”, que funcionam como solução para quem não consegue ter um médico de família. Moedas ressalvou que os médicos destas unidades de saúde “estão reformados e conhecem bem a população dos bairros, onde já trabalharam”, para além de terem ao seu serviço um enfermeiro e um nutricionista. O autarca reforçou que, em 2 anos, estas clínicas já prestaram o acompanhamento de 4 mil moradores sem médico de família.

Para mostrar a proclamada ligação de Carlos Moedas ao Bairro da Boavista, o autarca lembrou o programa Talentos do Bairro, um projeto cultural que tem como objetivo ajudar a singrar profissionalmente os moradores com talentos artísticos, enaltecendo a atuação de Igor D’Araújo, residente no bairro e que mostrou os seus dotes musicais no evento.

O autarca lembrou ainda o “trabalho incansável” de Anabela Rebelo, conhecida por Bela da Boavista, figura carismática do bairro, na construção de um território que se tem vindo a afirmar no panorama dos bairros municipais de Lisboa.

A iniciativa foi concluída com a assinatura do acordo, firmado pelo presidente dos Serviços Sociais da Câmara, Rui Cordeiro, o presidente de Gebalis, Fernando Angleu e Margarida Barata, representante europeia da Fundação OneSight Essilor Luxottica.

Família de António Lobo Antunes recebe Chave de Honra de Benfica

A Junta de Freguesia de Benfica vai prestar uma homenagem, a título póstumo, a António Lobo Antunes, no próximo dia 12 de abril, com a entrega da Chave de Honra à família do escritor. Esta homenagem assinala a ligação umbilical de ALA ao território.

A cerimónia acontece a partir das 17h00, no Auditório da Escola Superior de Educação de Lisboa, e decorre no âmbito das comemorações do 763.º aniversário do “Lugar” de Benfica, data do documento histórico mais antigo que menciona Benfica como uma povoação ou localidade.

O médico e escritor, que nasceu e cresceu no Bairro de Benfica e tem raízes familiares na Beira Alta, deixa um precioso legado, com mais de três dezenas de romances e inúmeras crónicas, assumindo-se como um dos maiores vultos da cultura nacional.

Veterano da guerra e benfiquista até ao último suspiro

Como se recordou no “OL” por ocasião da sua morte, depois de concluir o curso de medicina, António Lobo Antunes teria a experiência mais marcante da sua vida: a participação na Guerra Colonial do Ultramar. Muitos dos seus livros e dos seus tormentos públicos, confessados em crónicas publicadas na imprensa ao longo de décadas, refletiam os traumas (e as injustiças) da Guerra Colonial, vivida na primeira pessoa em Angola, entre 1971 e 1973, como médico de uma companhia do exército português. Destes dois anos, vividos longe da família e de tudo o que conhecera até então, nasceriam algumas das suas principais obras literárias, como o Memória de Elefante, publicado em 1979, e que funcionou como uma verdadeira pedrada no charco no panorama intelectual do pós-25 de Abril por falar de soldados semianalfabetos, combatentes perdidos numa guerra sem sentido, morte, amputações a sangue frio, solidão, mas também de camaradagem castrense.

Em muitos das suas crónicas e romances, ALA recorda episódios da sua infância e de experiências vividas na freguesia de Benfica. De resto, o seu amor ao clube que tem o nome da freguesia na sua bandeira era tão profundo, que o escritor pediu para se ouvir o hino “Ser Benfiquista” na sua cerimónia fúnebre.

“É essencial prestarmos esta sentida homenagem a uma figura incontornável da nossa freguesia, com uma profunda ligação à nossa comunidade. O seu legado será preservado com a criação da futura Biblioteca e Centro Interpretativo António Lobo Antunes, na Fábrica Simões. Iremos acolher o espólio pessoal de um grande autor, mas também de um embaixador do nosso território”, sublinha Ricardo Marques, presidente da Junta de Freguesia de Benfica.

António Lobo Antunes faleceu, no passado dia 5 de março, e a Junta de Freguesia de Benfica decretou três dias de luto local em sua memória.

Ao longo dos últimos anos, multiplicaram-se as homenagens ao autor na freguesia, visíveis em locais como o Passeio Ulmeiro, na Avenida do Uruguai, ou representado num mural junto ao Palácio Baldaya.

O escritor doou mais de 30 mil títulos da sua biblioteca pessoal, que irão constar da futura Biblioteca Lobo Antunes, em Benfica. O espólio inclui manuscritos originais, notas de trabalho e documentos pessoais.

Além do momento simbólico de homenagem, onde irão estar presentes familiares e figuras ilustres nacionais, o dia fica marcado por um conjunto de iniciativas culturais, com dança, música e teatro.

Lidl Portugal lança funcionalidade digital para reembolso no Sistema de Depósito e Reembolso

O Lidl Portugal implementa a funcionalidade digital “Os meus depósitos” na App Lidl Plus, que permite aos clientes gerir de forma integral e ágil o reembolso decorrente do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) nas suas lojas nacionais, mediante um processo 100% digital sem necessidade de talão físico. A operação inclui também a instalação de equipamentos modernos capazes de processar até 60 embalagens por minuto e adaptações estruturais nas lojas, com início anunciado para 9 de abril de 2026.

Esta iniciativa integra o compromisso da insígnia com a economia circular, reforçando o know-how europeu acumulado pela empresa em vários mercados onde o sistema está consolidado há décadas. Luis Alcalde, Chief Commercial Officer do Lidl Portugal, destaca: “No Lidl, a conveniência do cliente está no centro de todas as nossas decisões. Ao integrarmos a gestão do Sistema de Depósito e Reembolso diretamente na App Lidl Plus, não estamos apenas a incentivar a economia circular, estamos a fazê-lo de uma forma 100% digital, simples e sem fricções. Queremos que a sustentabilidade seja uma escolha fácil e vantajosa para quem nos visita.”

A funcionalidade “Os meus depósitos” permite que os consumidores possam ler o código QR disponibilizado na máquina de depósito por meio da App Lidl Plus antes de inserir as embalagens, creditando automaticamente o valor do reembolso, neste caso 0,10 € por embalagem, na conta do utilizador. O saldo acumulado pode ser descontado imediatamente ou guardado para compras futuras, num prazo de validade de um ano, sendo o cupão ativado no momento do pagamento.

Os clientes mantêm igual liberdade para optar pelo reembolso através do método tradicional, com talão físico para desconto em futuras compras, ou por numerário nas caixas. Existe ainda a possibilidade de doar o valor do reembolso a instituições parceiras ligadas ao sistema. O SDR aplica-se exclusivamente a garrafas e latas de plástico, metal ou alumínio com capacidade inferior a 3 litros, identificadas com o selo oficial ‘volta’.

Para garantir uma transição sustentável e evitar desperdícios, o Lidl Portugal assegura que nas prateleiras manter-se-á até ao início de agosto uma coexistência entre as embalagens antigas e as que incorporam o selo ‘volta’. A empresa investiu, com fundos próprios, na aquisição dos equipamentos, na adaptação das lojas e na formação dedicada dos colaboradores para garantir um suporte eficaz aos consumidores durante esta mudança.

Presente em Portugal há 30 anos, o Lidl conta com mais de 8.000 colaboradores e 290 lojas distribuídas por todo o território nacional. A empresa dispõe ainda de quatro centros logísticos nas regiões Norte, Oeste, Centro e Sul. De acordo com um estudo da consultora independente Forvis Mazars, o Lidl Portugal contribuiu com 44 mil milhões de euros para a criação de valor económico no país e ajudou a criar e manter cerca de 90.000 postos de trabalho ao longo das três últimas décadas.

Em 2026, o Lidl foi certificado pela quinta vez consecutiva como Top Employer, pelo Top Employers Institute, em reconhecimento das suas boas práticas de gestão de recursos humanos. A insígnia integra o Grupo Schwarz e é um dos maiores retalhistas alimentares da Europa, contando com 12.350 lojas e cerca de 375.000 colaboradores em 31 países, apostando na oferta de produtos de elevada qualidade ao melhor preço e apostando na proximidade com os clientes.

Valorsul implementa inteligência artificial para otimizar triagem de resíduos

A Valorsul, empresa líder na gestão de resíduos sólidos urbanos nas regiões de Lisboa e Oeste, inicia a implementação de um sistema de inteligência artificial desenvolvido pela Greyparrot para modernizar as operações de triagem. A tecnologia será posta em funcionamento a partir de 9 de abril, com o objetivo de melhorar a monitorização em tempo real dos materiais que entram na estação de triagem e elevar a eficiência operacional.

O sistema Greyparrot Waste Intelligence utiliza câmaras robustas instaladas estrategicamente sobre as passadeiras transportadoras, integradas com um software capaz de identificar e quantificar 111 classes diferentes de materiais em alta velocidade. Na Valorsul, estes equipamentos estarão presentes na entrada dos materiais, na linha de produto PET e na linha de rejeitados, garantindo uma visibilidade operacional sem precedentes.

Diana Tomázio, Diretora de Inovação da Valorsul, afirma que “o acesso contínuo a dados de alta resolução vai permitir-nos detetar problemas de desempenho de forma imediata, reduzir tempo de paragem, recuperar mais materiais de valor e melhorar a qualidade das nossas frações de produto”. A diretora acrescenta que “esta tecnologia ajudará a tomar decisões informadas, a adaptar-nos às variações operacionais e, em última análise, a servir melhor as nossas comunidades”.

O principal objetivo da implementação é reforçar a valorização das embalagens, diminuindo o volume de rejeitados encaminhados para valorização energética e aumentando o rendimento da triagem e a pureza das frações em tempo real. Este avanço tecnológico contribui diretamente para o cumprimento das metas nacionais e europeias da economia circular, incluindo a meta de 55% de reciclagem de resíduos urbanos.

Entre os benefícios esperados do projeto destacam-se a otimização dos resultados e da rentabilidade através da identificação da carga ideal de material na entrada para maximizar o rendimento e retorno económico; a redução dos tempos de paragem com a detecção imediata de anomalias, permitindo uma intervenção rápida e diminuição dos custos operacionais; e a melhor utilização da capacidade instalada, usando a taxa de utilização da instalação como indicador para aumentar a eficiência global.

Além disso, o sistema permitirá monitorizar e melhorar o rendimento como indicador para reforçar a recuperação de materiais e aumentar a receita. A recuperação do PET será especialmente beneficiada através da medição das taxas de captação e perdas, o que apoiará decisões estratégicas e operacionais.

A solução de inteligência artificial permitirá ainda uma adaptação ágil a mudanças regulatórias, atualizações de equipamentos e variações sazonais na composição dos resíduos, assegurando maior resiliência e capacidade de resposta operacional.

Com esta iniciativa, a Valorsul posiciona-se na vanguarda da inovação tecnológica no setor da gestão de resíduos em Portugal, alinhando eficiência, transparência e sustentabilidade. A empresa reforça assim o seu compromisso de tornar o trabalho dos seus profissionais mais inteligente, seguro e eficaz.

A Valorsul é responsável pela gestão multimunicipal de triagem, recolha seletiva, valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos de 19 municípios da Grande Lisboa e região Oeste, servindo cerca de 1,6 milhões de habitantes.

Vítor Ferreira vai pedir parecer do Ordenamento do Território para averiguar se há “invasão” da Amadora em Oeiras

Na última Assembleia Municipal, o presidente da Câmara da Amadora foi confrontado pela oposição sobre os pormenores nas urbanizações na Serra de Carnaxide. Depois de Isaltino Morais mandar plantar uma muralha de árvores para delimitar as fronteiras de Oeiras e da Amadora, Vítor Ferreira sublinha que o Plano de Pormenor foi aprovado por ambas as autarquias há mais de 20 anos, mas admite que a aprovação da segunda Carta Oficial Administrativa de Portugal (CAOP) possa ter alterado os limites territoriais, que estão na génese das diferenças entre ambos os concelhos.

A polémica continua instalada no seio dos municípios de Oeiras e da Amadora. Em declarações proferidas para resumir a debate sobre a plantação de uma muralha de árvores na Serra de Carnaxide, da parte do Município de Oeiras durante a última Assembleia Municipal, o presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira, esclareceu que o diferendo que opõe a Câmara de Oeiras à Amadora relativo à Serra de Carnaxide “é uma matéria que acompanho com toda a atenção, responsabilidade e sentido de dever para com os amadorenses”.

Depois da reunião com os moradores da urbanização Sky City e do contacto com a Câmara Municipal de Oeiras, o autarca disse que “prestou os devidos esclarecimentos na Assembleia Municipal da Amadora”.

“Este é um assunto que está a ser tratado com a seriedade que exige, sempre com um objetivo muito claro: defender os interesses da Amadora e de quem aqui vive”.

Vítor Ferreira promete continuar a acompanhar este processo “com rigor, diálogo institucional e total compromisso com a nossa população”.

Plano de Pormenor “cumpria” limites territoriais

Durante a Assembleia Municipal, o autarca respondeu a uma interpelação da oposição, questionando-os sobre o sentido de voto dos vereadores do PSD na aprovação do Plano de Pormenor, nos alvarás de loteamento (da Serra de Carnaxide), nos anos 90. “O que andaram a fazer esses vereadores, desde 1996, durante esses anos todos? Não descobriram nada na altura? Não descobriram porque não havia nada para descobrir”, atirou.

Aliás, disse Vítor Ferreira, na altura o Plano de Pormenor da Serra de Carnaxide e os alvarás que foram emitidos “cumpriam integralmente aquilo que eram os limites administrativos do território da Amadora que confinava com Oeiras”.

Segundo a explicação do autarca, em 1998, a publicação (das licenças) aconteceu em Conselho de Ministros e foi validada pela Direção Geral do Território. “Se houvesse alguma questão, isto tinha vindo à baila na altura e essa publicação não tinha ocorrido – e aí seriam todos os vereadores e o presidente responsáveis por uma má decisão”.

Quanto à acusação de que “o próprio Plano de Pormenor não cumpria os limites administrativos de nenhum dos territórios” ou que o território da Amadora estaria a “invadir” Oeiras, segundo as palavras do Isaltino Morais, “isso nunca aconteceu”

“O limite do território da Amadora é exatamente aquilo que está no Plano de Pormenor da Serra de Carnaxide, que está no Plano de Urbanização de Oeiras da Serra de Carnaxide. Há uma planta, e que só foi revogada em 2022, que confina exatamente naquela zona com o limite que existia relativamente aos dois territórios”.

Em entrevista ao canal Now, o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, disse, na semana passada, que os planos de cada município têm de ser vistos de um prisma intermunicipal. O autarca da Amadora não podia estar mais de acordo. “Concordo plenamente com essa posição, mas iria mais longe defendendo que, por vezes, a abordagem tem de ser feita a nível distrital. Porque estas estratégias implicam com mudanças na mobilidade dos territórios, mas também no próprio estacionamento”.

Vítor Ferreira acredita que as intervenções intermunicipais podem gerar uma melhor circulação entre territórios, criando parques verdes onde os cidadãos de ambos os concelhos possam circular, mas “sem muralhas e barreiras”.

Para o edil da Amadora, os Planos de Pormenor “só são aprovados se toda a gente estiver de acordo”. Na altura, “ninguém reclamou uma ‘invasão’ de território de Oeiras, porque, de facto, não havia ‘invasão’ alguma, uma vez que o limite da Amadora era aquele”.

CAOP de 2003 pode ter mudado os limites territoriais

Segundo Vítor Ferreira, o limite (dos territórios) alterou-se em 2003 com a aprovação da Carta Oficial Administrativa de Portugal (CAOP), que foi aprovada em 2001. “Na primeira carta administrativa não há sobreposições entre a Amadora e Oeiras e é coerente com os territórios que foram aprovados para o Município da Amadora, que foram aprovados pela lei 45-79, que é aquela que determina a criação do concelho da Amadora, que está bem delimitado nessa carta”.

Em 2003, há segunda versão da CAOP que altera os limites do território de Oeiras e da Amadora. “E aí sim há houve sobreposição. Por acaso, na altura o presidente Isaltino Morais era ministro do Ordenamento do Território Cidades e do Ambiente, mas esse pormenor não quer dizer nada. Aconteceu, na altura, que foi tudo aprovado”, lembra, questionando: “Não é estranho que, passados 20 anos, o assunto venha novamente a público?”.

Vítor Ferreira assume, no entanto, que está disposto “a resolver”, lembrando que já teve uma reunião com o presidente Isaltino Morais, mas “preciso de esclarecer o assunto com a Direção Geral do Território, preciso de um parecer de um perito do Ordenamento do Território para perceber se a tal alteração à CAOP foi um não validada por ambos os municípios e se é ou não legítima, porque só com essa alteração é que se assume se os limites dos territórios mudaram”, conclui.

Alunos de escola do Areeiro participam em campanha contra o bullying nas escolas

Em parceria com as Juntas de Freguesia, o Departamento de Educação da Câmara Municipal de Lisboa está a levar a cabo uma campanha de sensibilização e prevenção do bullying nas escolas da capital. O arranque da iniciativa teve lugar na freguesia do Areeiro e teve a participação dos alunos de uma escola da freguesia, que filmaram um vídeo a alertar para o problema. 

“No Areeiro Ninguém se Esconde”, uma iniciativa de sensibilização e prevenção contra o bullying nas escolas, começou no dia 6 de abril na freguesia do Areeiro.

No dia do lançamento da campanha, a iniciativa que se destina a comunidade escolar, teve a presença e participação dos alunos da EB Luís de Camões, no Areeiro. Este projeto é desenvolvido em parceria com o Departamento de Educação da Câmara Municipal de Lisboa, e pretende reforçar a importância de promover, desde cedo, valores como o respeito, a inclusão e a empatia entre os mais jovens.

A sessão contou com a presença do presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, Pedro Jesus, do diretor do Departamento de Educação da Câmara Municipal de Lisboa, Luís Nuno Ramos, e do presidente da Associação de Doentes Obesos e Ex-Obesos de Portugal, Carlos Oliveira, que se associaram a esta importante iniciativa junto da comunidade escolar.

Em comentário à medida de inclusão social, o presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, Pedro Jesus, salientou que a autarquia “continua a trabalhar para que o Areeiro seja um espaço onde ninguém se esconde e todos são respeitados”.

 

II Feira da Saúde e Bem-Estar da Amadora abre amanhã com programa variado

O Pavilhão Desportivo Escolar Municipal Rita Borralho, na Amadora, acolhe a partir de amanhã, 9 de abril, a II Feira da Saúde e do Bem-Estar, que decorre até ao dia 11. Esta iniciativa integra o Plano Municipal para a Promoção da Saúde e Bem-Estar e tem como principal missão sensibilizar a comunidade para a importância da saúde ao longo de todo o ciclo de vida.

Ao longo de três dias, a população poderá participar gratuitamente em diversas atividades e workshops destinados a vários grupos etários. Estão envolvidas cerca de 25 entidades parceiras, que disponibilizam rastreios nutricionais, cardiovasculares, e à diabetes, sessões de medicina alternativa, workshops sobre alimentação, envelhecimento ativo e saudável, burnout, saúde mental e qualidade do sono.

O programa inclui ainda aulas físicas como Pilates e Yoga, demonstrações de dança e teatro, entre outras propostas. A feira funciona no dia 9 de abril das 14h30 às 18h00 e nos dias 10 e 11 de abril entre as 10h00 e as 18h00.

Como encerramento do evento, no dia 11 de abril às 16h00, realiza-se a 2.ª edição da Caminhada e Corrida “Cada Passo Conta”, uma atividade de cinco quilómetros que convida à promoção da atividade física a todas as idades. A iniciativa, que é pet-friendly, tem partidas e chegadas junto ao Pavilhão Rita Borralho.

A organização assegura que “a experiência convida à participação pela promoção da atividade física e estilos de vida saudáveis, reforçando o convívio entre gerações, as interações sociais e a solidariedade”. As inscrições são gratuitas e estão abertas até às 24h00 do dia 9 de abril, podendo ser feitas online. A organização aconselha também a contribuição com um donativo de bens não perecíveis para a Associação Crescer, a entregar no dia do evento.

A feira surge no âmbito da celebração do Dia Mundial da Atividade Física e é promovida pela Câmara Municipal da Amadora, contando com a organização da Federação Portuguesa de Atletismo e a colaboração técnica da Associação de Atletismo de Lisboa.

O Pavilhão Desportivo Escolar Municipal Rita Borralho situa-se na Avenida Canto e Castro, Vila Chã, freguesia da Mina de Água, GPS 38.769386, -9.237086.

Programa oficial AQUI

Greve de 24 horas no Metropolitano de Lisboa prevista para 9 e 14 de abril

O Metropolitano de Lisboa enfrenta uma greve de 24 horas nos dias 9 e 14 de abril, conforme pré-aviso apresentado pelos sindicatos representativos dos seus trabalhadores. Esta situação provocará interrupções no serviço de transporte, afetando toda a operação durante os períodos indicados.

A greve visa reivindicações relativas a seis das cerca de 40 categorias profissionais existentes no Metropolitano de Lisboa, correspondendo a aproximadamente 6% dos 1.600 colaboradores da empresa. Apesar de abranger uma minoria dos trabalhadores, as condições de operação ficarão comprometidas na sua globalidade, consequência direta da paralisação dessas categorias.

Para a greve agendada no dia 9 de abril, o serviço de exploração será encerrado às 23h00 do dia 8 de abril e retomado às 06h30 do dia 10 de abril. De igual modo, no dia 14 de abril, o encerramento começa às 23h00 do dia 13 de abril, com retoma prevista para as 06h30 do dia 15 de abril.

Até às 16h30 do dia 8 de abril, o Metropolitano de Lisboa manteve negociações com as organizações sindicais, com o objetivo de resolver as questões que motivaram o pré-aviso de greve. A empresa apresentou soluções concretas e detalhadas, de forma transparente e calendarizada, bem como as ações em curso e as medidas previstas para responder a todas as matérias identificadas.

O Metropolitano de Lisboa considera que esta abordagem, baseada no diálogo permanente, transparência e disponibilidade negocial, oferece uma resposta cabal às reivindicações relacionadas com a greve. A empresa afirmou ter mantido um esforço sério, responsável e de boa-fé para obter posições equilibradas que assegurem a prestação regular do trabalho, gerem emprego e promovam a conciliação da vida pessoal, familiar e profissional.

Paralelamente, a empresa destacou a importância de manter os mais elevados padrões de segurança, qualidade, eficiência e sustentabilidade, valores imprescindíveis para o serviço que presta.

Adicionalmente, o Metropolitano de Lisboa recorreu ao Tribunal Arbitral competente para defender, de forma fundamentada, a definição e implementação de serviços mínimos durante os períodos de greve. Esta posição visava garantir a satisfação das necessidades sociais essenciais à Área Metropolitana de Lisboa.

No entanto, o Tribunal Arbitral optou por não decretar quaisquer serviços mínimos para a circulação de comboios durante as greves, situação que a empresa lamenta devido aos potenciais transtornos para os utentes.

O Metropolitano de Lisboa recomenda aos passageiros que acompanhem regularmente a informação atualizada nos seus canais oficiais para prepararem as suas deslocações durante os dias afetados pela greve.

Governo e CML assinam acordo para requalificar seis de esquadras da PSP de Lisboa

As esquadras da PSP da Boavista, Serafina, Padre Cruz, Belém, Campo de Ourique e Parque das Nações vão ser requalificadas. A Câmara de Lisboa e o Governo assinaram contratos de cooperação para requalificação destas esquadras, a executar pela autarquia até final do ano, num investimento que ronda três milhões de euros, e que será reembolsado pelo Estado.

O acordo assinado, entre o Ministério da Administração Interna e a Câmara Municipal de Lisboa, visa a reabilitação de seis esquadras em Lisboa, para melhorar as condições de trabalho dos agentes e reforçar a qualidade dos serviços de segurança na cidade, uma prioridade do Município.

O investimento previsto para esta fase, que pode atingir três milhões de euros, abrange a requalificação de seis esquadras, na sua maioria em edifícios municipais: Bairro da Boavista; Bairro da Serafina; Bairro Padre Cruz; Belém; Campo de Ourique; Parque das Nações, com intervenções na reabilitação de interiores, infraestruturas, e correção de coberturas, entre outras “obras fundamentais”.

“O que hoje concretizamos, é um investimento estrutural em seis pontos críticos da cidade”, salientou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, na cerimónia realizada no dia 7 de marços nos Paços do Concelho, que contou com a presença de Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna.

Para o autarca, as requalificações nas esquadras traduzem melhorias, transformando-as em equipamentos que “deixam de ser espaços degradados, para passarem a ser locais dignos, funcionais e modernos”.

O apoio agora formalizado, insere-se na estratégia de segurança do Município de Lisboa, que preconiza o reforço de equipas e meios necessários “para uma resposta pronta e eficaz” no domínio da segurança de pessoas e bens, “em cada rua e em cada bairro”.

Com a requalificação das seis esquadras, serão criadas “melhores condições para quem veste a farda, e melhor serviço para quem vive, trabalha e visita a nossa cidade”, vincou Carlos Moedas. “Estamos a dar dignidade a quem nos defende”.

Carlos Moedas salienta que há problemas que não podem ficar na gaveta. “Quando há um problema evidente, há uma obrigação política: resolver. E é isso que estamos a fazer hoje. Estes contratos representam três prioridades claras: credibilizar as instituições, defender quem nos defende, proteger os lisboetas”.

No mesmo sentido, sublinha ainda que o assumir dos compromissos “credibiliza as instituições”. “Uma das maiores crises do nosso tempo é a crise de confiança. As pessoas deixam de acreditar quando veem problemas arrastarem-se durante anos, quando veem decisões que nunca chegam, quando veem instituições que não respondem”, quando há crise de confiança “isso fragiliza tudo”.

“Fragiliza o Estado, a democracia, a confiança coletiva nas instituições. Porque quando os problemas subsistem as pessoas questionam-se para que servem as instituições. E se não servem para nada deixam de acreditar nelas”, questiona, acrescentando: “Hoje estamos aqui a mostrar que as instituições resolvem problemas. E resolvem ainda mais problemas quando trabalham em conjunto”.

Em reunião recente do Conselho Municipal de Segurança, o presidente da CML havia defendido um reforço do policiamento em Lisboa: “Precisamos de, pelo menos, mais 500 polícias de segurança pública em Lisboa. Perdemos nos últimos 10 anos mais de mil e, portanto, é preciso ter mais PSP e vou continuar a lutar por isso”.

“Para ter mais polícia é preciso ter condições e essas condições vêm desta capacidade (…) de renovar estas esquadras que estão em muito má condição”, afirmou aos jornalistas Carlos Moedas, no final da cerimónia.

Câmaras fazem obras, Governo reembolsa

“Este modelo (de cooperação com câmaras municipais), como as autarquias têm a capacidade que a administração central muitas vezes não tem, permite-nos realizar inúmeras obras que, de outra maneira, não seriam feitas”, afirmou o secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia.

O governante explicou que, estando as autarquias “habituadas a lidar com obras”, a ideia é que assumam a execução da empreitada de requalificação das esquadras e depois o Estado reembolsará o valor investido que, no caso de Lisboa, rondará os três milhões de euros.

Segundo o presidente da CML, as obras deverão arrancar “nas próximas semanas”, para que estejam concluídas até ao final do ano, conforme expectativa do Governo.

O autarca e o secretário de Estado realçaram a questão da segurança também como um ativo económico para a cidade e para o país, daí a necessidade de aumentar a presença de polícia na rua, defendendo que a melhoria das condições das esquadras é um fator de atratividade de mais efetivos para as forças de segurança.

Crimes graves “diminuíram”, mas “aumentaram as violações”

Salientando que “Lisboa é uma cidade segura”, Carlos Moedas apontou que o Relatório Anual de Segurança Interna regista um aumento geral dos crimes de mais de 6% no município.

“É verdade que certos crimes graves diminuíram, mas continuamos a ter focos que para mim são focos de grande preocupação. Nós vemos um aumento nas violações de mais de 27%, isto cria uma insegurança enorme para as mulheres, para as jovens mulheres na nossa cidade, e, portanto, isso não pode ser. Vemos também um aumento dos homicídios em quase 38%”, referiu o autarca.

 

 

 

Sintra investe mais de 12 milhões na aquisição de 42 viaturas para recolha de resíduos

A Câmara Municipal de Sintra aprovou a abertura do concurso para a compra de 42 novas viaturas destinadas à recolha de resíduos urbanos, num investimento que ultrapassa os 12 milhões de euros. Esta medida visa fortalecer a capacidade operacional dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Sintra.

O objetivo principal deste investimento é aumentar a eficiência do serviço de recolha de resíduos, assegurando que a frota municipal está adequada às necessidades do território e da população. Paralelamente, pretende-se proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais envolvidos diariamente nestas operações.

Marco Almeida, presidente da Câmara Municipal de Sintra, sublinha que “este investimento garante que estejam disponíveis novas viaturas que assegurem a continuidade e eficiência do serviço público de recolha, prevenindo qualquer interrupção após o termo do atual contrato de aluguer operacional”.

O procedimento para aquisição inclui diferentes tipos de veículos especializados, como viaturas de carga traseira com e sem grua, veículos bilaterais, carros satélite e veículos pesados de apoio. Estas soluções foram definidas tendo em conta as especificidades técnicas das operações e as características particulares do concelho de Sintra, com a finalidade de otimizar a recolha e o transporte de resíduos.

Isaltino Morais defende “um pacto social e político para o setor da Educação”

O Oeiras Education Forum 2026 ficou marcado pelas palavras de Isaltino Morais. O presidente da Câmara de Oeiras defendeu a urgência das escolas (e os municípios) terem mais autonomia na gestão do seu sistema escolar. O autarca disse ser imperativo “abandonar a ideia de que o sistema educativo tem de funcionar como um bloco monolítico. As escolas não são – nem devem ser – iguais”. No mesmo contexto, o autarca pede aos responsáveis políticos um “pacto social e político para o setor da Educação”, porque entende que “a Educação é inevitavelmente e acima de tudo um fenómeno político”.

Começou hoje o Oeiras Education Forum 2026, que regressa para a sua 2.ª edição, afirmando-se como um espaço de reflexão e diálogo sobre os grandes desafios da educação no mundo contemporâneo. O evento realiza-se nos dias 8 e 9 de abril, no Taguspark, e é coorganizado pelo Município de Oeiras e pela CNN Portugal.

Sob o mote “Educação, Transformação Social e Desenvolvimento Económico”, aborda o contexto global marcado pela polarização, pelo aumento das desigualdades e pela desconexão social.

O Oeiras Education Forum 2026 propõe uma reflexão profunda sobre o papel da educação pública na promoção da democracia, da coesão social e da prosperidade partilhada. O encontro parte da convicção de que a educação é um bem público essencial e um motor fundamental de transformação social.

Na sessão de abertura do evento, Isaltino Morais define que esta segunda edição do Oeiras Education Forum 2026 se rege por ideias de transformação do sistema educativo e é “um convite à ação”.

Para o edil de Oeiras, o modelo escolar “não pode viver entrincheirada numa luta livre ideológica permanente, no espaço mediático e político. É preciso dialogar, negociar e construir um compromisso em torno da Educação, que garanta estabilidade e gere confiança na capacidade de o sistema lidar com os enormes desafios que hoje enfrenta”.

“Precisamos, por conseguinte, de um pacto social e político para o setor da Educação, que apresente uma visão consensualizada e fixe um rumo que galvanize os agentes educativos e a sociedade”.

O presidente do Município de Oeiras diz que a primeira ideia é “necessidade de transformação da experiência escolar”. Isaltino defende que é imperativo “repensar profundamente o que se passa nas nossas escolas”.

Em simultâneo, “é necessário reconhecer que esta pluralidade de vozes, de contextos, de alunos e de comunidades faz parte da própria natureza das dinâmicas de escolarização. E é precisamente a valorização dessa pluralidade que permitirá responder melhor às necessidades reais de cada território e de cada comunidade escolar”.

As escolas “não são iguais”

Segundo a visão do autarca, “não podemos permitir que a existência de diferentes perspetivas sobre a Educação se transforme num obstáculo à ação. Ou, pior ainda, que as mudanças na Educação se sucedam ao ritmo de cada novo projeto de governo para o País, num fazer e desfazer que tem extenuado as comunidades escolares. Gerir a diversidade implica repensar a maneira como se decidem as políticas educativas, quase sempre centralmente, ignorando as especificidades locais”.

Pelo contrário, sublinha Isaltino Morais, a diferença deve ser o ponto de partida para novas soluções “mais flexíveis, mais inovadoras”, mas isso implica, desde logo, “abandonar a ideia de que o sistema educativo tem de funcionar como um bloco monolítico. As escolas não são – nem devem ser – iguais”.

No seu entender, as instituições de ensino “devem ter margem para se diferenciarem, para experimentarem, para se organizarem em função dos seus contextos e das suas prioridades”.

Em vez de um modelo único, “precisamos de um sistema que reconheça e legitime a diversidade como condição de qualidade”; um modelo educativo “que confie mais nas escolas, que lhes dê verdadeira autonomia, e que encare a diferença não como um desvio, mas como uma oportunidade de melhoria e de aprendizagem coletiva, liderada pelos professores, legitimada pelas comunidades locais e apoiada pelos Municípios”, concretiza.

Todavia, a “transformação dificilmente será alcançada com reformas centralizadas”, porque, diz Isaltino, “o verdadeiro papel do Estado deve ser criar condições de autonomia e liberdade”. Para Isaltino Morais, os municípios não podem continuar a ser apenas executores periféricos de políticas definidas centralmente pelos governos. “Têm legitimidade democrática, conhecimento profundo dos seus territórios e uma capacidade única de articulação dos atores locais – escolas, famílias, agentes da comunidade. Se queremos uma verdadeira transformação do sistema educativo, temos de aprofundar a territorialização das políticas educativas. Temos de confiar mais nos territórios. Temos de capacitar os municípios para coordenar, integrar e impulsionar respostas educativas ajustadas às realidades locais.”

Isaltino Morais assegura que é necessária “uma verdadeira onda de metamorfose educativa” em Portugal. E lembra que “o advento tecnológico não pode substituir o pensamento crítico”, alertando para “o imediatismo de um mundo acelerado”.

Por fim, recordando “a inércia institucional”, Isaltino Morais realça que “persistimos em modelos educacionais que já não corresponde aos desafios do presente”, mas “é preciso coragem para mudar”, remata.

A importância do pré-escolar

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, identifica a relação entre ausência do pré-escolar e piores avaliações de aprendizagens. Explica que há uma correlação direta entre as áreas do país com maior cobertura de pré-escolar e melhores avaliações de aprendizagens. “Onde temos os piores resultados nas avaliações das aprendizagens é precisamente nas áreas onde temos menor cobertura do pré-escolar: na Grande Lisboa, na Península de Setúbal e no Algarve. Na região Norte a cobertura é de 100% há muitos anos”, diz Fernando Alexandre.

O governante abordou ainda o problema da falta de professores no sistrema educativo, acrescentando que “quando um professor se reforma é mais difícil substituí-lo em Lisboa, Setúbal e no Algarve” do que no resto do país.

Fernando Alexandre destaca ainda as diferenças entre as regiões nacionais ao nível da Educação. “A região Norte é a que tem menor abandono, menor taxa de retenção e mais acesso ao Ensino Superior”, explica o ministro da Educação, lembrando que, em sentido oposto, estão a “Península de Setúbal, Grande Lisboa e o Algarve são as regiões que têm mais abandono, taxas de retenção mais elevadas e menos acesso ao Ensino Superior”.

Autonomia como modelo de sucesso educativo da Estónia  

A ministra da Educação da Estónia, Kristina Kallas, apresentou o modelo educativo deste pequeno país do Norte da Europa. Tido como o mais desenvolvido da Europa, a Estónia é um exemplo inspirador de como um país pode transformar seu sistema educacional por meio da inovação, da tecnologia e de uma visão estratégica de futuro. Depois da independência da União Soviética, em 1992, essa pequena nação do norte da Europa saiu de um cenário pós-soviético para se tornar um dos líderes mundiais em digitalização, incluindo na área da educação.

O modelo da Estônia é um caso de estudo internacional. O país ocupa as primeiras posições nos rankings de desempenho educativo na OCDE, como o PISA, e é reconhecido como líder europeu em aprendizagem digital. Isso tudo com custos relativamente baixos, o que mostra que eficiência e inovação podem caminhar juntas.

A ministra disse que a Educação é vista “como prioridade nacional”, é tratada como um ativo estratégico de longo prazo. O governo investe de forma consistente em políticas públicas educativas centradas no aluno, com foco no desenvolvimento de competências para o século XXI, como pensamento crítico, colaboração, criatividade e habilidades digitais.

Um dos pilares desse modelo é a valorização dos professores, que têm autonomia, acesso à formação continuada e são estimulados a inovar em sala de aula. “A profissão docente é respeitada e reconhecida como fundamental para o futuro do país”.

Segundo Kristina Kallas, a autonomia das escolas e dos professores é decidida pelas autarquias e as escolas, que têm um sistema autónomo, no qual “as comunidades são donas das escolas”.

Por outro lado, “não segregamos as crianças pelos resultados académicos. Até aos 16 anos são todos acompanhados da mesma maneira”.

Igualdade de oportunidades e inclusão

Um dos princípios norteadores da educação deste país é garantir igualdade de acesso e oportunidades para todos os estudantes, independentemente de sua origem social, localização geográfica ou gênero. Programas específicos têm como objetivo aumentar a participação de meninas nas áreas de ciência e tecnologia (STEM), ajudando a corrigir desigualdades históricas nesse campo.

Kristina Kallas explicou que, 1991, quando a Estónia se tornou um país independente, baseou o seu sistema de Educação no modelo finlandês, um dos mais avançados na época. Introduziram a digitalização nas escolas, mas também medidas inovadoras, como a permanência das crianças no pré-escolar até aos 7 anos.

A governante revela que o sistema estónio foi reformulado para os resultados a longo prazo, tendo operado mudanças estruturais que representarem uma verdadeira “revolução” na Educação, como a ideia de que “a inteligência se aprende, não se nasce ‘inteligente’”. Com base nesta permissão, os resultados dos alunos a matemática “aumentaram substancialmente”. “Toda a gente pode vir a ser bom a matemática, porque se aprende na escola”, reitera.

Por outro lado, o sistema educativo da Estónia foca a sua intervenção no pré-escolar, uma vez que “acreditamos que na pré-escola como fator fundamental para o sistema de aprendizagem”. Os currículos das pré-escolas estão focados na aprendizagem de emoções e da independência das crianças no mundo real, antes de entrarem no sistema de ensino “puro e duro”.

A Estônia foi o primeiro país europeu a incluir aulas de programação informática no currículo escolar obrigatório e isso desde o ensino fundamental. Iniciativas como o ProgeTiger promovem o ensino de robótica, lógica computacional e tecnologias digitais para crianças desde cedo, de forma lúdica e integrada ao dia a dia escolar. Contudo, é objetivo que a digitalização “seja uma ferramenta, não um fim”. Além disso, o país investe em infraestruturas tecnológicas para todas as escolas, garantindo que a digitalização beneficie toda a população estudantil, inclusive nas regiões mais remotas.

Kristina Kallas lembra, porém, que “estamos focados em fazer com que as crianças tenham capacidades cognitivas e que integram a IA no seu crescimento cognitivo”.

Os sistemas educativos correntes estão dirigidos para os processos de memorização de aprendizagens, “mas nós queremos que a IA puxe as crianças para um nível superior de aprendizagem”.

“Vamos dar licenças para as crianças usarem a IA (nas salas de aula) para fazer um teste de utilizarem estas tecnologia e analisar a interação e os resultados, porque não queremos ser ultrapassados pela IA”, conclui.

O “exemplo” de Oeiras

Depois de ouvir a ministra da Estónia, Isaltino Morais elogiou o sistema educativo deste país, que “é altamente descentralizado” e cujo modelo “há muito é defendido em Oeiras”.

“O nosso Estado é macrocéfalo, com tudo centralizado em Lisboa. Bastava-nos copiar os melhores sistemas para termos um avanço na Educação”, atirou.

Quando questionado sobre a possibilidade de termos um sistema igual ao da Estónia em Portugal, o ministro da Educação português, respondeu que as “autarquias têm uma autonomia de administração das escolas (…) em Portugal já temos em prática alguns modelos semelhantes”, dando como “bom exemplo” o modelo em vigor em Oeiras.

Ante a pergunta de que há muitos professores que estão a reformar-se e o número de licenciados em Educação ainda não cobrir estes os lugares vagos, Fernando Alexandre responde que a tutela está a tentar mitigar o problema, oferecendo condições de atratividade para uma profissão, “que é a minha, é a mais bonita do mundo”, dizendo que “se tivermos incentivos para os professores, eles ficam na carreira”.

Acompanhe o Oeiras Education Forum 2026 em direto AQUI

Amadora vai ter restaurante que promove a reintegração social dos sem-abrigo 

O projeto de inclusão social “É UM RESTAURANTE – Amadora” é inaugurado no dia 10 de abril. O espaço alia gastronomia contemporânea e responsabilidade social, promovendo formação e oportunidades de emprego para pessoas em situação de sem-abrigo. A artista plástica Fernanda Fragateiro deu o seu cunho pessoal ao espaço, criando uma instalação suspensa no teto, que evoca a ideia de um céu suspenso sobre o espaço.

Instalado no coração da Amadora, “É UM RESTAURANTE – Amadora” é um projeto promovido pela Associação CRESCER, em parceria com a Câmara Municipal da Amadora, que pretende utilizar a restauração como instrumento de inclusão e capacitação profissional.

Segundo o Município, o projeto tem como objetivo criar oportunidades concretas de formação e emprego para pessoas que se encontram ou estiveram em situação de sem-abrigo, contribuindo para a sua reintegração social e profissional.

Através de um modelo de formação certificada pelo IEFP, estruturado em quatro fases, que combinam a capacitação em competências pessoais com a formação técnica no setor da restauração, o projeto privilegia a autonomia e a valorização das competências dos formandos.

Negócio sustentável e de reintegração social

O espaço funcionará como um negócio social sustentável que envolve uma equipa técnica multidisciplinar e uma vasta rede de parceiros institucionais e privados, promovendo a coesão comunitária e a empregabilidade efetiva.

“Este projeto pretende ser mais uma resposta de âmbito social, promovido pela autarquia junto da população mais vulnerável do concelho, com vista à melhoria das suas condições de vida, indo ao encontro das metas estabelecidas pela Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo 2025-2030”.

Para a sua concretização, a Câmara Municipal da Amadora realizou as obras de reabilitação do espaço municipal onde ficará instalado, através de um contrato de arrendamento, o É UM RESTAURANTE – Amadora, num investimento financeiro municipal de cerca de 745 mil euros.

Para o arranque do projeto, a autarquia assinou, ainda, um Protocolo de Colaboração com a Associação CRESCER que engloba um apoio municipal de 150 mil euros, distribuídos pelos primeiros três anos. Pretende-se que a sustentabilidade do projeto seja garantida posteriormente pelas receitas provenientes do negócio de restauração, gerido pela Associação CRESCER.

“Este projeto assume uma relevância estratégica para a cidade da Amadora ao requalificar um equipamento público no parque central, anteriormente sem uso, transformando-o num espaço de restauração com valor social, que se pretende tornar um local de referência na cidade, integrando pessoas vulneráveis em atividades laborais concretas”, considera o Município.

A Associação CRESCER trabalha com o município da Amadora desde 2021 no apoio à comunidade sem-abrigo.

É UM RESTAURANTE é o segundo restaurante da CRESCER no país, nascido depois da abertura do espaço de Lisboa, e surge como uma extensão das atividades desenvolvidas pela CRESCER no território da Amadora, nomeadamente através da sua equipa técnica de rua e Espaço Ímpar – um projeto comunitário desenvolvido em parceria com a autarquia da Amadora que disponibiliza durante o dia um conjunto de serviços essenciais a pessoas em situação de sem-abrigo — desde apoio alimentar, higiene ou acesso a internet, até acompanhamento social e de saúde — promovendo a participação ativa dos seus utilizadores e o reforço da sua cidadania. Este trabalho tem permitido à organização estabelecer relações sólidas com a comunidade e compreender as suas necessidades.

Através do desenvolvimento desta nova resposta social no município, a CRESCER reforça o seu trabalho na comunidade e a sua missão de promover a inclusão e o bem-estar das pessoas em situação de vulnerabilidade, no concelho da Amadora.

O projeto É UM RESTAURANTE articula-se com a iniciativa É UM ENCONTRO, implementada no território desde 2024, e que visa promover o diálogo intercultural enquanto instrumento de inclusão, valorizando a diversidade e a multiculturalidade gastronómica presentes no Município da Amadora.

Do ponto de vista gastronómico, o É UM RESTAURANTE – Amadora apresenta uma oferta contemporânea que alia a riqueza da cozinha portuguesa às influências internacionais, privilegiando produtos locais e sazonais.

O chef Nuno Dias, que trabalhou ao longo da sua carreira com alguns dos nomes mais reconhecidos da gastronomia internacional, é o responsável pela carta (que será disponibilizada brevemente) e procurará reinventar pratos clássicos com criatividade, criando uma experiência culinária onde tradição e modernidade se encontram. A carta do restaurante inclui ainda uma seleção de pizzas em forno de lenha, contribuindo para uma ementa mais diversificada e refeições rápidas para o dia a dia.

Para tornar este espaço ainda mais único, a artista plástica portuguesa Fernanda Fragateiro criou a obra “É uma escultura” (2026), uma instalação suspensa no teto, composta por centenas de painéis de ráfia organizados em quadrícula, evocando a ideia de um céu suspenso sobre o espaço. Para a criação deste trabalho, a artista contou com a colaboração de beneficiários da CRESCER apoiados pelo Espaço Ímpar.

Compromisso com a inclusão

Através do projeto É UM RESTAURANTE – Amadora, a autarquia “reforça o seu compromisso com a inovação social, a inclusão e a promoção de oportunidades para os cidadãos mais vulneráveis, implementando no seu território uma resposta social que vem reforçar a rede de respostas já existentes e contribuir para o fortalecimento do sentimento de pertença e coesão social”.

É UM RESTAURANTE – Amadora conta com uma sala para 50 pessoas e com uma esplanada com capacidade para mais 60 pessoas.

Com abertura ao público agendada para dia 15 de abril, o É UM RESTAURANTE – Amadora funcionará de quarta a domingo, das 12h00 às 23h00.

 

Palácio Anjos apresenta ‘As Criadas # Genet + Rego’ nos dias 10 e 11 de abril

O Palácio Anjos, em Algés, acolhe nos dias 10 e 11 de abril, às 21h30, a criação artística intitulada ‘As Criadas # Genet + Rego’. A performance tem direcção de Paulo Campos dos Reis e é inspirada na obra homónima da pintora Paula Rego, partindo da peça de teatro de Jean Genet.

A montagem aborda temas como o poder, a (in)submissão e a identidade feminina, predominando personagens femininas fortes, ambíguas e subversivas. O elenco conta com Carolina Salles, Rute Lizard e Cirila Bossuet, que interpretam a patroa e as empregadas, respectivamente.

A iniciativa dirige-se a maiores de 14 anos e decorre na sala multiusos do Palácio Anjos, sincronizando-se com a exposição ‘Graça Morais – Uma Antologia’, que se encontra aberta ao público naquele mesmo espaço. Esta exposição apresenta mais de 170 obras da artista entre desenhos e pinturas, destacando-se um painel de grandes dimensões encomendado pelo Município de Oeiras e preparado por Graça Morais para homenagear os presos políticos da prisão de Caxias e a luta pela liberdade.

Este evento cultural reforça o papel do Palácio Anjos como um espaço dinâmico que alia múltiplas expressões artísticas contemporâneas, promovendo reflexões profundas sobre questões sociais e históricas importantes, nomeadamente a condição da mulher e as memórias da resistência política.

Iberanime está no Alegro Sintra até 12 de abril com experiências imersivas grátis

Até 12 de abril, o Alegro Sintra acolhe o Iberanime, evento que traz à Praça Central uma programação dedicada ao universo do anime, manga, cosplay e gaming, com entrada livre.

A iniciativa oferece uma experiência 360º inspirada na cultura japonesa, incluindo zonas temáticas permanentes com espaços instagramáveis, áreas de cosplay, ilustração, gaming retro, board games, desporto e um Japão Market com produtos específicos.

A programação inclui workshops, palestras e demonstrações ao vivo, como live drawing, masterclasses de manga, sessões de meditação, showcookings e demonstrações de combate. Esta proposta hands-on aproxima o público das diversas vertentes da cultura nipónica.

O humorista Quimbé atua como embaixador do Iberanime, acompanhando cosplayers e especialistas que conduzem várias atividades durante o evento. Aos fins de semana, a iniciativa conta ainda com espetáculos, concursos, desfiles de cosplay, performances e ativações de dança.

O destaque vai para a “ROBOT AI – Para Para Dance”, presença inédita fora do palco original do Iberanime, que anima aos sábados e domingos às 15h30 na Praça Central do Piso 0 do Alegro Sintra com coreografias sincronizadas.

O Dragon Spirit Dojo regressa com sessões de treino de ação ao vivo dinamizadas pela Action X Team, baseadas em coreografias de combate cinematográficas e no universo anime. Estas experiências convidam participantes de várias idades a experimentar técnicas de combate num ambiente dinâmico e acessível.

Adicionalmente, o evento oferece passatempos com prémios, incluindo bilhetes para o Iberanime 2026, incentivando a participação e ampliando o apelo para quem procura atividades diversas.

Segundo a organização, o Iberanime é o maior evento de cultura japonesa em Portugal, reunindo milhares de fãs anualmente para celebrar anime, manga, cosplay, gaming e música. Desde a sua primeira edição em 2010, tem crescido com artistas internacionais e experiências imersivas.

A edição de 2026 do Iberanime decorrerá a 16 e 17 de maio no CNEMA, em Santarém, prometendo ser a maior e mais emocionante até agora.

Esta iniciativa no Alegro Sintra oferece uma viagem imersiva ao Japão sem sair de Sintra, proporcionando uma proposta original para as férias da Páscoa em família ou com amigos.