O comboio da Costa poderá voltar ao centro da cidade, revelou  o presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica que anuncia, para este ano, alguns melhoramentos nas praias da Costa, designadamente instalação de chuveiros.O mini-comboio da Costa da Caparica poderá, num futuro breve, ligar a Trafaria à Fonte da Telha. Mas, a curto prazo, o presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, José Ricardo Dias Martins, quer encontrar uma solução que permita o regresso do Transpraia ao centro da Costa da Caparica na esperança de recuperar os passageiros e a visibilidade que foi perdendo ao longo dos anos.

Para o presidente da Junta de Freguesia, o Transpraia deve continua a deliciar os mais saudosistas e a cumprir a sua função de transportar quem viaja pelas as praias da Costa até Fonte da Telha.

Segundo o autarca, este mini-comboio continua a ser uma das mais identificativas atracções turísticas da Costa, apesar de ter sofrido uma diminuição significativa do número de passageiros, a partir do verão de 2007, passando de uma média de 100 mil passageiros/ano para cerca de 20 mil.

A história do Transpraia remonta a um periodo em que a Costa da Caparica não era ainda um destino de eleição e conhecida um pouco por todo o mundo, pelos seus belos areais.

José Ricardo Martins recorda que a economia local está muito sustentada na vertente turística. Mas, neste momento, o «turista» não «quer apenas sol e praia, exige uma oferta mais diversificada, nomeadamente cultural e desportiva». Por isso, afiança o autarca, «a Costa de Caparica está a implementar o desporto de ondas e, todos os anos, estão a ser criadas novas infraestruturas que permitem colmatar alguma lacunas, como, por exemplo, a inexistência de uma biblioteca».

Todavia, uma das grandes preocupações do autarca prende-se com os 27 quilómetros de frente de praia Atlântica. «As alterações climáticas obrigam a tomar medidas que contrariem o avanço do mar e nos permitam proteger pessoas e bens», garante José Ricardo Martins, lembrando  que, em 2014, foi feita uma recarga  de um milhão de metros cúbicos de areia, «com o objetivo de colocar a rebentação o mais longe possível da costa».

Contudo, este ano, como reconhece, «a Costa está fragilizada porque, desde 2015, não são feitas recargas de areia». Todavia, espera que o Governo cumpra a promessa de, em maio, efetuar uma recarga de um milhão de metros cúbicos, que poderá custar ao erário público 5 milhões de euros.

Noticia a desenvolver em edição impressa de Olhares de Lisboa.

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