Os produtos alimentares e medicamentos para Moçambique, entregues nos quartéis do Regimento de Sapadores Bombeiros, já se encontram nos armazéns da Cruz Vermelha Portuguesa, no Prior Velho, Lisboa.Francisco George, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e coordenador da ajuda humanitária a Moçambique, o embaixador de Moçambique em Portugal, Joaquim Bule, e o vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Castro, visitaram hoje os armazéns da CVP, no Prior Velho, para se inteirarem, “in loco”, da forma como está a ser articulada entre o RSB e a Cruz Vermelha  a recolha de ajuda humanitária para Moçambique.

Francisco George, em declarações a Olhares de Lisboa, salientou que “a generosidade do povo português ultrapassou todas as expectativas”, referindo que esta “é uma operação longa, que se vai prolongar até ao final do ano”. E, por isso, “o povo português tem de compreender que é necessário continuar, continuar com este esforço”.

Do ponto de vista do presidente da CVP, o esforço de solidariedade com Moçambique “deve-se prolongar também no período de reconstrução .” A mesma opinião é partilhada pelo embaixador moçambicano, Joaquim Bule, que enalteceu os programas de apoio financeiro e técnico das Câmaras de Lisboa e Porto para a reconstrução da Beira.

Neste momento, anunciou Francisco George, está a decorrer em colaboração com os Médicos do Mundo e outras organizações – a operação Imbondeiro, com o objetivo de “levar contribuições concretas para melhorar as condições do povo moçambicano da província da Beira.

Todos os dias estão a ser efetuados voos humanitários para Moçambique, revelou o presidente da Cruz Vermelha, realçando que no próximo dia 31 de março, domingo, “vai haver um voo com ajuda humanitária pago pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, da Jerónimo Martins”.

Por seu turno, o vereador Carlos Castro recordou que a Câmara Municipal de Lisboa lançou uma campanha de solidariedade para com as vítimas do ciclone Idai em Moçambique, definindo 11 pontos de recolha de donativos em quartéis do Regimentos de Sapadores Bombeiros, lembrando que a Câmara vai conceder um apoio de 150 mil euros para a reconstrução da cidade, disponibilizando equipas multidisciplinares de técnicos para apoio a necessidades básicas no terreno, apelando, também, à solidariedade de todos para com aquele país da nossa Comunidade de Língua Oficial Portuguesa.

A Câmara definiu como pontos de recolha de donativos em géneros mais prioritários os quartéis do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) da cidade: D. Carlos I, Martim Moniz, Graça, Defensores de Chaves, Santo Amaro, Monsanto, Alvalade, Benfica, Marvila, Encarnação e Alta Lisboa. Os 11 quartéis do RSB de Lisboa vão estar abertos 24 horas por dia, por um período indeterminado, onde podem ser entregues bens alimentares e outros produtos. Medicamentos para tratamento de infeções gastrointestinais e analgésicos, alimentos enlatados com período de validade prolongado, produtos para o tratamento de água, de higiene pessoal e de limpeza de instalações são os produtos que continuam a ser  indicados pelo município como donativos necessários.

O vereador Carlos Castro afirmou, ainda, que o apoio do município está a ser feito no imediato e irá continuar a médio e longo prazo, articulado com a embaixada de Moçambique.

O vereador alertou, na ocasião, para a importância da ajuda humanitária, garantindo que «qualquer tipo de apoio é sempre bem-vindo». Segundo ele, «não importa se é apenas uma lata ou se é um conjunto de latas. Todo o apoio necessário nós vamos receber».

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