PARQUES TEJO TEM NOVA LOJA DE ATENDIMENTO EM MIRAFLORES

Foi inaugurada esta terça-feira, dia 20 de setembro, o novo Centro de Atendimento ao Cliente da Parques Tejo, empresa municipal responsável pela gestão do estacionamento em Oeiras, no centro comercial Dolce Vita de Miraflores.

Este Centro de Atendimento ao Cliente tem como objetivo trazer uma maior proximidade aos clientes, nos assuntos relacionados com os serviços de mobilidade sustentável, disponibilizando instalações modernas e com maior conforto. Para além da loja, estará também disponível um novo site, de forma a facilitar o acesso aos serviços.

Na inauguração desta terça-feira, estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais e o presidente da Parques Tejo, Rui Rei, que simbolizaram a inauguração deste Centro de Atendimento ao Cliente com o corte da faixa comemorativa.

Para Rui Rei, “este é um dia marcante para nós e também um dia importante para o futuro da mobilidade e o futuro do município de Oeiras”, relembrando que a atual administração tomou posse há seis meses, sendo este “um grande desafio”, que, a seu ver, “será um sucesso”. No entanto, o presidente da Parques Tejo salienta que é necessário “reforçar a nossa relação com os nossos munícipes”, cultivando a proximidade e também a “relação de trabalho e de serviço” e é neste sentido que surge este novo espaço.

“Temos que prestar o melhor serviço de mobilidade e estar atentos e preocupados com o que as pessoas nos transmitem no dia a dia. Foi por isso que decidimos que era tempo de deixarmos de estar num edifício e passarmos para este espaço, onde abrimos as portas” aos munícipes. Em relação ao site, Rui Rei salientou que este, para além de “um espaço informativo, é um espaço onde todos os cidadãos de Oeiras podem tratar, à distância, de todo o tipo de serviços” oferecidos pela empresa, que tem como uma das suas grandes apostas a “mobilidade sustentável”, assim como a autarquia de Oeiras, que pensa “em diversas formas complementares de mobilidade e transportes urbanos”.

“Na Parques Tejo temos que pensar o futuro, assim como o nosso presidente fez no Município de Oeiras”, salientou ainda o presidente da empresa, reforçando que Isaltino Morais “construiu um concelho para as pessoas e é assim que queremos seguir”. Na mesma intervenção, Rui Rei adiantou ainda que, até ao final de setembro, irá arrancar a rede de hotspots de bicicletas, para que “a mobilidade elétrica seja uma realidade” em Oeiras. Ao mesmo tempo, a empresa garante que está comprometida “com a criação de soluções mais sustentáveis, eficientes e saudáveis de mobilidade urbana, contribuindo assim para um concelho com maior neutralidade carbónica, mas também promotor dos objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas”.





Segundo a Parques Tejo, é também objetivo continuar a investir na proximidade e na inovação nos próximos anos, através de novos projetos que vão contribuir para reforçar e melhorar o serviço que é prestado aos munícipes de Oeiras. Já na visão de Isaltino Morais, a missão da Parques Tejo “nem sempre foi bem compreendida pelos cidadãos”, que acusavam a empresa de “caça à multa”, pelo que espera que esta nova imagem da empresa ajude a comunidade e os cidadãos a olharem para a Parques Tejo de outra forma.

“Nunca foi objetivo do município obter ganhos extras com a Parques Tejo”, considera o autarca, acrescentando que as receitas provenientes da sua atuação nunca foram “uma fonte de financiamento para o município”. Para Isaltino Morais, a Parques Tejo, desde o início, foi criada “justamente para poder criar condições e ajudar a um melhor funcionamento do tráfego”, recordando situações pessoais em que teve de intervir “ao nível dos comerciantes”, como por exemplo em Algés, onde os comerciantes diziam que o estacionamento pago iria “estragar-lhes o negócio”, sem ver que “o estacionamento fazia falta a quem ia fazer compras à baixa de Algés”.

Ainda no mesmo discurso, o presidente da Câmara de Oeiras salientou que, atualmente, a visão da empresa mudou muito desde os anos 90, mas também o próprio conceito de mobilidade, que inclui não só as questões do estacionamento, mas ainda “o transporte público, que se divide em comboios e autocarros, e ainda a mobilidade suave e elétrica, incluindo as ciclovias”. A seu ver, a visão, quer da empresa, quer do Munícipio de Oeiras, está a adaptar-se “àquilo que são os desafios do nosso tempo”, reconhecendo, no entanto, que “nesta área da mobilidade podíamos estar mais adiantados”, apesar de se sentir “orgulhoso daquilo que se faz em Oeiras”.

“Em 2004, inauguramos o SATU, que encerrou em 2013 ou 2014, por razões não relacionadas com a sua capacidade de se desenvolver no futuro, mas sim porque ficou no Oeiras Parque quando estava previsto que fosse até ao Cacém”, relembrou o autarca, explicando que o concelho tem vindo a acompanhar a evolução da tecnologia, e adiantou que está em cima da mesa, a criação, com um custo mais reduzido, “um sistema de autocarro elétrico”, desde Paço de Arcos até ao Cacém.

No seu discurso, Isaltino Morais disse ainda que irá atribuir mais competências à Parque Tejo na questão do transporte público, partilhando a sua visão sobre esta temática, “que é maltratada há vários anos em Portugal”, desinvestindo na ferrovia e no transporte rodoviário, “atribuindo muitas vezes as culpas à autarquias”. O autarca deu ainda como exemplo o caso da Carris Metropolitana, “que já começou com problemas, porque ou não há motoristas ou não há autocarros”. Para o autarca, o investimento e o desenvolvimento da Área Metropolitana de Lisboa (AML) é inferior, comparativamente a outras áreas metropolitanas da Europa, pelo que deve haver “uma evolução extraordinária na oferta qualitativa e quantitativa dos transportes públicos”.

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras referiu ainda que todos os municípios da AML “têm uma interdependência da capital”, dando o exemplo de Oeiras, onde “52 mil pessoas vão todos os dias trabalhar para Lisboa”, cidade esta da qual, saem, diariamente, mais “46 mil pessoas para Oeiras”. Segundo o presidente da Câmara de Oeiras, existem mais pessoas a entrar no concelho, oriundas de concelhos como “Cascais, Sintra, Amadora, Loures, Vila Franca de Xira, Almada, Barreiro, Seixal”, do que aquelas que saem de Oeiras para trabalhar para estes concelhos, pelo que é imperativo “um salto qualitativo” na matéria dos transportes públicos.

Em relação à Parques Tejo, o autarca acrescentou que o objetivo da gestão desta empresa “é seguir as práticas que são seguidas nas empresas privadas”, dando como exemplo a inauguração deste Centro de Atendimento ao Cliente, que preferiu criar “uma sala simples” do que uma “inauguração de milhões ou uma obra extraordinária”, de forma a dar um maior conforto e um melhor atendimento aos munícipes, “sem a habitual burocracia da Administração Pública”. Ao mesmo tempo, Isaltino Morais referiu a construção, em Oeiras, de “um edifício para receber os serviços administrativos municipais, no qual serão introduzidas as tecnologias mais modernas, de organização dos serviços e do pessoal”.

Atualmente, a Parques Tejo, criada em 1998, está num processo de renovação de imagem, de modo a assumir-se como uma das faces do dinamismo, juventude e inovação que caracterizam o concelho de Oeiras. Nesta cerimónia de inauguração, foi apresentado um vídeo sobre a história e a visão da Parques Tejo, a que se seguiu uma visita ao espaço.

No vídeo de apresentação, a empresa ressalva que “a criação desta empresa municipal permitiu aos comerciantes e moradores poderem deslocar-se com mais qualidade e facilidade em Oeiras”, salientando que as questões do “estacionamento e da visão de mobilidade não são modas, mas sim são apostas para melhorar a vida dos nossos munícipes”. A nova imagem, assegura a Parques Tejo, vai ao encontro das “necessidades de mobilidade e sobre o que significa viver em Oeiras”, onde a mobilidade “será melhor, mais eficiente e sustentável”.

Neste sentido, haverá, no futuro, “uma nova rede de transportes públicos, com novos autocarros e elétricos a ligar Oeiras a Lisboa e à Amadora”, um BRT [Bus Rapid Transit] entre Algés e a Reboleira e na A5, assim como “14 novos parques de estacionamento, com mais de 2800 lugares, onde será instalada a maior rede de carregamento elétrico”, bem como a “construção de novas ciclovias, onde será introduzido um sistema de trotinetas e bicicletas integradas”.

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