PRIMEIROS CASOS DE COVID FORAM HÁ SEIS MESES

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Portugal registou os primeiros casos de covid-19 no dia 2 de março. Em seis meses, os portugueses viveram o primeiro estado de emergência em democracia, o confinamento e o desconfinamento, o teletrabalho e as amizades à distância.

Depois de semanas de suspeitas, os primeiros dois casos de covid-19 foram confirmados, no Porto, a 2 de março. Um médico que estivera em Itália e um homem que tinha viajado de Espanha foram os primeiros dois doentes diagnosticados no país, numa altura em que a covid-19 já tinha feito soar os alarmes em todo o mundo. Na altura estavam confirmados em todo o mundo 88 mil casos de infeção pelo novo coronavírus, apenas 8774 fora da China.

Um mês antes, Portugal tinha repatriado de Wuhan os portugueses que quiseram voltar a casa, todos com teste negativo para o vírus.

A 2 de março de 2020, Portugal tinha já 85 casos suspeitos do novo coronavírus, mas nenhuma confirmação de que a pandemia que assolava Wuhan, na China, tivesse chegado ao país. Em conferência de imprensa, Marta Temido revelou a existência dos primeiros casos confirmados. Seis meses depois, a Covid-19 já infetou mais de 58 mil pessoas: 1.824 morreram, mas mais de 42 mil já recuperaram e o país acautela-se agora perante a ameaça de uma segunda vaga que já chegou a outros países da Europa.

Há seis meses, a ministra da Saúde, Marta Temido, adiantava que um homem de 60 anos estava internado no Hospital de Santo António, no Porto, depois de reportar os primeiros sintomas no dia 29 de fevereiro, na sequência de uma viagem ao norte de Itália, e que um outro homem, de 33 anos, tinha dado entrada no Centro Hospitalar de São João, também no Porto, após manifestar os primeiros sintomas em 26 de fevereiro, tendo uma ligação epidemiológica a Valência (Espanha). Simultaneamente, um despacho do Governo colocava os funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário.

Os casos começaram a aumentar, com a fase inicial da doença a ter maior incidência no Norte do país, e em 4 de março, o Governo criou uma linha de crédito para apoio de tesouraria das empresas, no valor de 100 milhões de euros.





Enquanto o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, suspendia a agenda e ficava em auto-isolamento profilático, por ter estado com uma turma de uma escola de Felgueiras na qual se confirmara um caso.

A 12 de março, com o número de contágios em 78, o primeiro-ministro, António Costa, anunciava a suspensão das aulas presenciais em todas as escolas, a redução da lotação dos restaurantes, o encerramento de discotecas, entre outras decisões que abririam o caminho ao confinamento geral da população. No mesmo dia, também os jogos da I e II Liga foram suspensos por tempo indeterminado.

Estado de emergência decretado em março

A evolução de casos da Covid-19 levou ao estado de emergência em março, com o maior número de infetados num dia a ser registado a 10 de abril: mais de 1.500 casos confirmados em 24 horas.

Desde então, o número de casos teve um pequeno ressurgimento em meados de maio – pouco após o desconfinamento e os feriados do 25 de abril e do 1 de maio. O aumento de casos na região de Lisboa e Vale do Tejo no fim do mês de maio e início do mês de junho levou a um estado de contingência em Lisboa e nos concelhos da sua Área Metropolitana.

A situação só ficaria controlada no fim do mês de julho e Portugal vê agora a ameaça de uma segunda vaga, com os números de infetados a chegarem novamente aos 400 num dia a 28 de agosto – o que não acontecia desde o início de julho.

Casos passam do norte para a região de Lisboa

A região do Norte registou a grande maioria de casos do novo coronavírus até meados de maio, altura em que os concelhos de Lisboa e Vale do Tejo começaram a registar grandes aumentos de infetados.

A situação levou a grandes restrições nesta região, mas a evolução de casos só foi aligeirada em agosto. Neste momento, Lisboa é o concelho com mais infetados (mais de 5 mil), enquanto Sintra, Loures e Amadora são os outros três concelhos com mais casos no país.

Seguem-se Vila Nova de Gaia, Odivelas, Cascais, Porto, Matosinhos e Braga, com seis dos municípios com mais casos a pertencerem à região de Lisboa e Vale do Tejo e os outros quatro ao Norte.

Na última semana, e contrariamente aos três meses anteriores, o Norte voltou a registar mais casos de Covid-19 que Lisboa e Vale do Tejo e pode estar já e experienciar os primeiros sintomas de uma segunda vaga do novo coronavírus.

No entanto, esta terça-feira, Lisboa e Vale do Tejo chegou aos 30 mil casos confirmados – mais de metade do total de Portugal -, enquanto o Norte regista pouco mais de 20 mil.

Os casos ativos sobem há 17 dias consecutivos, mas mais de 70% dos infetados já recuperaram

Seis meses após os primeiros casos confirmados, mais de dois terços dos casos confirmados já recuperaram da doença e são considerados curados.

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