Loures não quer perder os jovens e a classe média que vivem no concelho, mas que estão a braços com dificuldades em arranjar casa. O presidente da Câmara Municipal de Loures defende que o investimento futuro em habitação do Município será alocado às necessidades de resposta para estes dois segmentos da população.
Na última reunião de câmara do Município de Loures, realizada no dia 16 de janeiro, o presidente de Câmara de Loures, Ricardo Leão, voltou a reforçar a necessidade de o Município “gerir bem o parque habitacional municipal” e ter capacidade para “todos terem direito à habitação”, mas os que não cumprirem as suas obrigações “saem” sem contemplações.
O edil defende que o investimento futuro da Câmara de Loures, em habitação, “será em disponibilizar casas para os jovens e para a classe média”.
Segundo o autarca, a classe média e os jovens “também merecem o apoio do Município e, estamos apostados em fixar a população jovem no concelho e manter também a classe média que, neste momento, não conseguem encontrar resposta no mercado habitacional”.
Casas acessíveis para arrendamento
Para Ricardo Leão, “é inevitável que o Município siga com esta política habitacional, colocando à disposição de os jovens casas com rendas acessíveis e que estes possam pagar”.
“As casas a construir serão para arrendamento, não para venda, de forma que o próprio rendimento gerado possa ser reinvestido em mais habitação”, vincou o autarca.
Para Ricardo Leão, o problema generalizado de habitação que se vive no país e na Europa, não pode ficar a cargo dos municípios, e só se resolve com intervenção estatal e pública, fazendo aumentar a percentagem de habitação pública do país, a preços acessíveis.
“Nós iremos contribuir na medida das nossas possibilidades e, espero que o Governo contribua também para a solução deste problema gravíssimo que a todos afeta”, reafirmou.
O orçamento municipal para 2026, que totaliza 321,9 milhões de euros, foca o investimento em áreas como a educação e habitação, entre outros.
Loures consigna 35,3 milhões para habitação
No domínio da habitação, o orçamento consigna 35,3 milhões de euros para requalificação e construção de fogos municipais, incluindo o Bairro Municipal da Quinta do Galeão, o Bairro Municipal do Eixo Norte/Sul e a reabilitação de edifícios nas Urmeiras e na Quinta da Fonte.
A autarquia destina ainda 1 milhão de euros para programas de apoio à habitação jovem e à classe média, beneficiando cerca de 950 munícipes com um apoio médio mensal de 150 euros para o pagamento de rendas e prestações bancárias.



