Revista de Imprensa do dia 6 de janeiro

Em Dia de Reis, o destaque da revista de imprensa de hoje, dia 6 de janeiro, foca-se no choque em cadeia que envolveu um autocarro português e provocou 2 mortos em França. A nível internacional, sete líderes europeus fazem declaração conjunta para lembrar que a “Gronelândia pertence ao seu povo” e à Europa.

Um autocarro português da Flexibus esteve envolvido num choque em cadeia que matou duas pessoas, na manhã desta terça-feira, na A63, em França. O acidente, com mais de 100 veículos, fez ainda entre 50 e 70 feridos.

Segundo a cadeia de televisão France 3, o choque em cadeia, que envolveu veículos ligeiros, autocarros e camiões, ocorreu entre entre Bordéus, em Landes, no sul de França e Espanha, pelas 7h da manhã, horas locais, mais uma hora que em Portugal Continental. Tudo indica que o acidente terá ocorrido devido ao gelo na estrada.

Bombeiros duvidam da eficácia do novo sistema de triagem do INEM

Novo sistema de triagem do INEM deixa doentes à espera de ambulância apesar de haver meios. Os bombeiros temem que o novo modelo resulte em mais chamadas diretas para os quartéis e acabe por atrasar o socorro.

Novo sistema de triagem do INEM está a deixar doentes à espera de uma ambulância apesar de haver disponibilidade meios e operacionais. Os casos têm acontecido sobretudo no interior do país e os bombeiros já começam a receber pedidos de ajuda diretamente nos quartéis.

De acordo com a SIC Notícias, foi com surpresa que os bombeiros de Tábua receberam uma chamada de uma doente que pedia ajuda depois do INEM alertar que a ambulância poderia demorar até duas horas. A resposta foi imediata porque a corporação tinha disponibilidade de meios.





Em resposta, o presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, garante que o novo sistema de triagem do 112 está a ter boa aceitação e uma resposta positiva, no entanto, o elevado número de chamadas no início desta semana atrasou o acionamento de ambulâncias nos casos menos urgentes.

Aeroporto de Lisboa reforçado com 24 militares da GNR

O aeroporto de Lisboa é hoje reforçado com 24 militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), uma medida do Governo para reduzir os tempos de espera na zona das chegadas.

Segundo disse à Lusa o porta-voz da GNR, Carlos Canatário, os 24 militares vão trabalhar em “turnos flexíveis”, compostos por equipas de 10 elementos e um supervisor, e vão estar na zona das chegadas para fazer o controlo da documentação.

Os militares que reforçam agora o aeroporto de Lisboa têm formação certificada no controlo de fronteiras e receberam na sexta-feira e na segunda-feira uma formação “meramente administrativa” por parte da PSP, Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) e da ANA.

Para já, adiantou ainda a GNR, desconhece-se quanto tempo é que os militares vão ficar no aeroporto Humberto Delgado.

O aeroporto de Lisboa já tinha sido reforçado com 80 agentes da PSP, durante o período de Natal e Ano Novo, devido aos elevados tempos de espera.

Internacional

“Gronelândia pertence ao seu povo”, proclamam líderes europeus em apoia à Dinamarca

Após novas ameaças de Trump de “tomar pela força” a Gronelândia, em declaração conjunta, os líderes da França, Itália, Alemanha, Polónia, Reino Unido, Espanha e Dinamarca defendem a “soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade de fronteiras”.

Os vários líderes europeus declararam esta terça-feira, 6 de janeiro, o apoio inequívoco à Dinamarca perante as ameaças do presidente norte-americano, que renovou o interesse dos EUA na ilha do Ártico, após a ação militar que levou à captura de Nicolás Maduro, o agora líder deposto da Venezuela.

“Os Sete Magníficos” em defesa da soberania europeia

“A Gronelândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Gronelândia, e somente a elas, decidir sobre assuntos que dizem respeito à Dinamarca e à Gronelândia”, lê-se no comunicado assinado pela primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, pelo presidente francês Emmanuel Macron, pelo chanceler alemão Friedrich Merz, e pelos chefes de Governo de Itália, Giorgia Meloni, do Reino Unido, Keir Starmer, de Espanha, Pedro Sánchez, e da Polónia, Donald Tusk.

Os sete líderes europeus consideram que a “segurança no Ártico continua a ser uma prioridade fundamental para a Europa e é essencial para a segurança internacional e transatlântica”.

CIA preparou terá preparado terreno para a captura de Maduro

A captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas foi o culminar de uma operação militar de elevada complexidade, preparada durante meses e executada em poucas horas, em pleno coração de Caracas. A missão combinou informação profunda, supremacia aérea total, guerra eletrónica e uma ação terrestre curta, rápida e altamente controlada.

Segundo a reconstrução feita pela CNN Portugal, com base em informação conhecida e na análise de especialistas militares e de segurança, tudo foi desenhado para que, quando o primeiro helicóptero levantasse voo, o desfecho já estivesse praticamente decidido.

Em análise feita por peritos militares à CNN, ficou a saber-se que agentes da CIA já estavam em Caracas há vários meses a preparar o ataque, estudando todos os passos de Maduro e do seu entourage.  O ex-presidente da Venezuela está agora detido nos EUA a aguardar julgamento.

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