Oeiras vai inaugurar primeiro campo de golfe municipal no dia 7 de junho

A Câmara Municipal de Oeiras vai inaugurar o primeiro campo de golfe municipal do país em Barcarena, no antigo espaço Cabanas Golf, no dia 7 de junho, coincidindo com as cerimónias do Dia do Município. A futura Academia Municipal de Golfe visa democratizar a modalidade, oferecendo acesso a escolas, jovens e comunidade em geral. 

Em visita à futura Academia Municipal de Golf de Oeiras, localizada no Cabanas Golf, em Barcarena, Isaltino Morais explicou todos os passos do processo de aquisição do espaço ao nosso jornal e mantém que é seu objetivo “democratizar” o golfe no concelho. A Academia Municipal de Golfe será inaugurada no dia 7 de junho.

Desativado desde julho de 2024, o campo de golf de Barcarena vai agora ganhar nova vida e tornar-se no primeiro campo de municipal “de grandes dimensões do país”. O denominado Oeiras Green Valley deverá estar disponível a escolas, universidades, clubes e a comunidade em geral, a partir de finais de abril.

Em entrevista ao “Olhar Oeiras”, Isaltino Morais explicou que o antigo Cabanas Golf data de 1997-1998 e pertencia à empresa Pimenta e Rendeiro, que construiu o campo de golfe mediante empréstimos ao Banco Espírito Santo.

Com a crise do subprime (2008), o banco foi tomando conta dos lotes de construção. Mas, entretanto, foi adquirido pelo Novo Banco, que, com a resolução do “banco bom e banco mau”, traduziu-se no paulatino abandono do campo de golfe.

“Aquilo que era bom, como os lotes para construção, ficaram no banco bom. As infraestruturas e o campo de golfe, passaram para o banco mau (…) isto é uma aberração total, na medida em que o golfe foi condição sine qua nom da emissão do loteamento para construção. As pessoas que aqui compraram lotes de terreno ou construíram casas, fizeram-no na expetativa de que teriam golfe, mas a resolução precipitada do Governo, que extinguiu o Banco Espírito Santo e criou o tal Novo Banco, dividindo-o em duas fações, não salvaguardou os interesses das instituições e das pessoas”.

Neste caso concreto, a CMO “pôde intervir”, porque o dito Novo Banco mau, entendeu que o campo de golfe “não tinha a rentabilidade” desejada e foi sendo abandonado. “A rede de rega degradou-se, as estações elevatórias e os relvados degradaram-se”, chegando ao ponto de já não poder ser considerado como um espaço com aptidão para a prática desportiva.

Quando o campo de golfe estiver a funcionar, a FPG irá gerir o campo “durante 1 ou 2 anos”, avançando-se posteriormente para o regime de concessão ou de exploração direta da CMO.

Isaltino Morais tem a certeza de que o novo campo de golfe de Barcarena “será um campo especial”, uma vez que, por via da entrada da CMO, está em curso a “democratização do golfe no território”.

“Vamos abrir este campo à população. Desde logo, à população escolar. Iremos acrescentar o golfe à atividade desportiva escolar dos jovens do 11º e 12º anos das escolas de Oeiras”, conclui.

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