Oeiras dá o pontapé de saída europeu para a COP31 com apelo à mobilidade sustentável

Oeiras recebeu este domingo, 28 de junho, a partida europeia da COP31 Bike Ride, uma iniciativa que levará uma mensagem de compromisso climático até Antália, na Turquia, onde decorrerá a próxima Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, em Novembro. A cerimónia reuniu a Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, representantes da COP Bike Ride, que vai percorrer cerca de 20 países antes de chegar à Turquia e da autarquia de Oeiras, que aproveitaram a ocasião para defender uma mobilidade mais sustentável, apresentar a terceira edição da COP Oeiras Valley e destacar os investimentos do concelho na transição energética e na educação ambiental.

Oeiras foi, neste domingo, dia 28 de Junho, o ponto de partida europeu da COP31 Bike Ride, uma iniciativa internacional que pretende levar, em bicicleta, uma mensagem de compromisso climático até Antália, na Turquia, cidade que acolherá a 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP31). Naquela que é a primeira etapa da iniciativa, marcou presença a Ministra do Ambiente e da Ação Climática, Maria da Graça Carvalho, que, juntamente com o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, e restantes membros do executivo municipal, fez a passagem simbólica da bandeira da COP31, que vai percorrer vários países europeus até chegar à Turquia.

Na sua intervenção, Maria da Graça Carvalho começou por lembrar que a COP – sigla para Conferência para as Alterações Climática -, “é uma ação que se realiza desde 2024 em Baku, e que começou por ser mais pequena e tem vindo a aumentar”. A ministra lembrou que esta iniciativa é importante para chamar a atenção “para a importância da mobilidade não poluente”, e que pode ser conseguida se “andarmos de bicicleta ou a pé, ou com transportes não poluentes”. Maria da Graça Carvalho lembrou ainda a importância da etapa portuguesa na preparação para a conferência que decorrerá na Turquia, durante o mês de novembro. Por outro lado, recordando a experiência da COP30, realizada em Belém do Pará, no Brasil, a governante sublinhou que Portugal teve um papel relevante nas negociações internacionais e manifestou satisfação por voltar a associar-se ao percurso da COP Bike Ride.

“COP31 tem de ser de ação”, vincou Ministra do Ambiente

No seu entender, a conferência realizada na Amazónia teve um enorme valor simbólico, e, por isso, a reunião de Antália terá necessariamente de produzir resultados concretos. “Conseguimos um acordo, talvez aquele que nós gostaríamos, mas pelo menos houve um acordo. E o nosso papel foi importante porque, sendo o Brasil o país anfitrião, não podia ter um papel demasiado interventivo nas negociações. E coube-nos a nós tão bem ajudar a fazer esse papel e fazer essa ponte entre a América, a África e a Comissão Europeia, e a União Europeia. A COP31 tem de ser uma COP de ação”, vincou a ministra, considerando que esta deverá concentrar-se em dois grandes eixos: reduzir drasticamente a utilização de combustíveis fósseis e acelerar a adaptação às alterações climáticas.

Maria da Graça Carvalho lembrou que Portugal já possui um Plano Nacional Energia e Clima ambicioso e que, entretanto, o Governo reforçou a prioridade de reduzir a dependência energética dos combustíveis fósseis. “Depois da crise do Médio Oriente, reduzir o uso dos combustíveis fósseis passou a ser quase uma questão de sobrevivência. É uma questão de competitividade, de soberania e, em muitos casos, já de sobrevivência.”

80% da energia elétrica em Portugal é de origem renovável, destaca Maria da Graça Carvalho

A governante destacou ainda que Portugal ocupa atualmente os primeiros lugares europeus na produção de eletricidade renovável, sendo que, atualmente “80% da nossa energia elétrica é de origem renovável. Nos primeiros meses deste ano conseguimos ultrapassar a Dinamarca e fomos o primeiro país na produção de eletricidade renovável. O nosso grande desafio continuam a ser os transportes”, sublinhou, lembrando, contudo, que algum caminho tem sido traçado na construção de uma mobilidade mais amiga do ambiente.

Aqui, Maria da Graça Carvalho recordou o investimento do Ministério do Ambiente na renovação das frotas de autocarros, na eletrificação dos transportes públicos, dos navios elétricos, no reforço dos transportes públicos e na atribuíção de incentivos financeiros para a compra de bicicletas e veículos elétricos, através do Fundo Ambiental. Por sua vez, nota que tem havido uma procura crescente dos portugueses por meios de mobilidade mais sustentáveis, o que, na sua perspetiva, confirma que existe a vontade de mudar hábitos. “Os apoios às bicicletas esgotaram em poucas horas, o que mostra a apetência que as pessoas têm por estas formas de mobilidade”.

Adaptação às alterações climáticas

Outra prioridade prende-se com a adaptação, embora a luta contra as alterações climáticas continue a ser essencial. Na sua visão, os efeitos do aquecimento global já são suficientemente evidentes para obrigarem à preparação das cidades e dos territórios. “Já não vamos a tempo de travar completamente as alterações climáticas. Temos também de nos adaptar”, explica a Ministra do Ambiente e da Ação Climática, lembrando que a nova Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas 2030 foi apresentada como um instrumento transversal.

Este documento abrange áreas como os recursos hídricos, o litoral, a saúde pública ou a prevenção de fenómenos extremos, dando como exemplo a vaga de calor prevista para os próximos dias. “A partir de agora vai ser a nossa vida adaptarmo-nos a estes eventos”, rematou Maria da Graça Carvalho.

Já para Guillaume Otrage, um dos coordenadores da COP Bike Ride, “esta é a maior prova de bicicleta, que vai passar por 20 países até chegar à Turquia e que deverá juntar cerca de 10 mil ciclistas em todo o continente europeu. “Fazemos isto pelo clima”, lembrou o responsável, considerando que deve existir uma maior aposta das cidades na descarbonização e na mobilidade limpa, promovendo novas formas de deslocação dentro das cidades.

Mais integração interregional

“Atualmente, e vendo os planos de ação das várias cidades, vejo que ainda há pouco investimento no transporte via bicicleta”, reforçou Otrage. Já para António Gonçalves, da Eco Mood, associação sem fins lucrativos que tem a missão de promover mentalidades, comportamentos e soluções mais sustentáveis, com foco nas áreas da mobilidade, educação e energia, parabenizou os investimentos das autarquias na promoção das energias limpas, mas defende que deve existir uma “integração interregional” e uma maior aposta na “mobilidade ciclável”.

Nesta apresentação, também discursou Mário Parra da Silva, coordenador da COP Oeiras Valley e secretário-geral da UNA Portugal, associação que resulta de um movimento de cidadãos que pretendem construír uma cidadania ativa, bem como contribuir para a difusão da Carta das Nações Unidas e dos seus princípios. No seu entender, o COP Bike Ride é uma boa iniciativa para aproximar as Nações Unidas dos cidadãos.”Se há alguma coisa em que as Nações Unidas falharam foi na ligação ao cidadão”, reforçou Parra da Silva, que defende que não basta discutir o tema das alterações climáticas sem questionar profundamente o atual modelo de desenvolvimento económico.

Jovens são fundamentais para mudar mentalidades

No seu entender, até mesmo uma sociedade alimentada exclusivamente por energias renováveis continuará a enfrentar problemas ambientais caso mantenha níveis crescentes de consumo energético. “Não há solução para o ambiente sem uma mudança de fundo do modelo de desenvolvimento e a única maneira de resolver estes assuntos é mudar o modelo de desenvolvimento. Durante muito tempo fomos ensinados a acreditar que éramos felizes porque tínhamos mais do que no ano anterior. Isso tem de terminar”, vincou o responsável.

“As estatísticas mostram que os países que se encontram num estado de desenvolvimento ainda muito inferior ao nosso, como por exemplo a Índia, vão continuar a seguir o atual modelo de desenvolvimento e a consumir crescentes quantidades de energia”. Por isso, considera Mário Parra da Silva, a mudança está nas mãos dos jovens, uma vez que têm mais facilidade na mudança de comportamentos. “Os jovens são os principais interessados, porque são eles que vão viver no mundo futuro”. A sua opinião é baseada nas experiências já desenvolvidas em Oeiras, nas duas últimas edições do COP Oeiras Valley, que já juntou cerca de 200 jovens, de diversas escolas do concelho.

Terceira edição da COP Oeiras Valley será dedicada aos resíduos

“Hoje temos jovens de 16 anos com conhecimentos que nós não tínhamos aos 30 ou aos 40, com uma capacidade de reflexão e de raciocínio sobre o que se passa no mundo muito superior ao que nós tínhamos. Portanto, contem com eles, usem-nos, envolvam-nos”, disse, pedindo um maior envolvimento dos cidadãos com as causas do clima e das Nações Unidas. “Todos nós somos afetados por aquilo que acontece no mundo, e pelo estado do planeta. Todos nós deveríamos envolver-nos e ajudar os nossos governos a envolverem-se com o estado do planeta”, rematou.

Esta cerimónia serviu também para apresentar oficialmente a terceira edição da COP Oeiras Valley, um projeto que simula as negociações internacionais sobre o clima e que envolve os estudantes do ensino secundário. No palco, esteve a vereadora com o pelouro das Alterações Climáticas e Transição Energética, Sílvia Breu, que começou por anunciar que o tema escolhido para este ano será a gestão dos resíduos. “Os resíduos são muitas vezes negligenciados. Só nos importam quando estão à nossa porta”, considera a autarca, reforçando que esta é uma área onde todos os cidadãos podem fazer a diferença diariamente.

COP Oeiras Valley começou em 2024

O COP Oeiras Valley começou em 2024 e contou, na primeira edição, com mais de 100 participantes, oriundos de 10 escolas, e que representaram mais de 50 países. Nesta iniciativa, os participantes são desafiados a assumir o papel de negociadores internacionais, ao mesmo tempo que desenvolvem competências de liderança e negociação.”Queremos desafiar os jovens a agir como verdadeiros decisores políticos e decisores internacionais”, referiu Sílvia Breu, sublinhando que, na edição deste ano, pretende-se discutir consensos e apresentar soluções para melhorar a separação, reutilização e tratamento dos resíduos.

“Provavelmente não sabem, mas em Oeiras nós produzimos cerca de 450 mil quilos de resíduos por ano. É mais de mil quilos de resíduos por dia, mas estamos abaixo da média nacional, que ultrapassa os 500 mil quilos de resíduos anuais. Também em Oeiras somos diferentes na reciclagem, reciclamos 27%, acima dos 22% da média nacional”, referiu a autarca. Para 2026, espera-se a participação de mais de 200 jovens, de 12 escolas públicas do concelho e que vão representar mais de 100 países. No ano passado, a COP Oeiras Valley contou com mais de 160 participantes de 11 escolas e que, em conjunto, representaram mais de 65 países.

Candidaturas abrem em Setembro e autarquia espera uma adesão forte dos jovens 

“Vamos pôr os jovens a debater e a perceber qual é o percurso dos resíduos, como é que se faz na América do Sul, na América do Norte, na Ásia, nos outros continentes, porque cada país tem uma experiência diferente no tema dos resíduos. Por exemplo, na América do Sul, na Ásia, ou em África, os resíduos são na sua maioria queimados, e isto tem um enorme impacto nas emissões de CO2 para a atmosfera”, explicou a vereadora, lembrando que a terceira edição da COP Oeiras Valley foi estruturada em dois eixos: “a primeira, a questão da separação dos resíduos, o que podemos fazer para melhorar a separação dos resíduos; e a segunda, as medidas de tratamento dos resíduos, desafiando os participantes a encontrar soluções inovadoras que tornem esta tarefa muito mais eficiente”.

“Estamos convictos de que esta será a a edição mais forte de sempre e, desta forma, deixamos um convite aos estudantes que participem”, concluíu Sílvia Breu, lembrando que as candidaturas decorrem entre 19 a 26 de setembro, e que antecede um workshop de preparação, marcado para 1 de Outubro. O final, será a Grande Assembleia, nos dias 15 e 16 de outubro, no TagusPark. Outro dos momentos da manhã foi dedicado ao projeto Oeiras Move Escolas, que integra iniciativas como o Bike Bus, ou o Pedibus. A administradora da Parques Tejo, Dina Aguiar, explicou que o objetivo passa por criar hábitos de mobilidade sustentável logo nas primeiras idades.

Iniciativas com os mais novos já permitiram reduzir cinco mil toneladas de CO2

“Mudar a mobilidade significa mudar hábitos. E para mudar hábitos é preciso começar na escola”, considera, reforçando que, ao longo do último ano letivo, cerca de 300 crianças participaram regularmente nas deslocações sustentáveis entre casa e escola. Ao todo, foram registadas mais de mil viagens, o que permitiu evitar a emissão de cinco toneladas CO2. As iniciativas Bike Bus e Pedibus começaram no final do ano letivo passado e decorrem em oito escolas do concelho, sendo objetivo para este ano letivo “chegar a 11 escolas, sendo, naturalmente, a ambição deste projeto chegar a todas as escolas”.

Igualmente, a Parques Tejo aposta também em ações de educação rodoviária, através da Escola de Mobilidade, e no programa ‘Fiscal por um Dia’, no qual cerca de 200 crianças identificaram problemas de estacionamento junto às escolas. No próximo ano letivo, que começa em setembro, a Parques Tejo pretende lançar uma aplicação que permite acompanhar o trajeto dos filhos no Bike Bus e que informa os encarregados de educação quando as criança chegam à escola.

Já de acordo com a Presidente do Conselho de Administração da Parques Tejo, Mara Duarte, ao Olhar Oeiras, “é necessário articular todo o ecossistema, para que, efetivamente, no concelho se sinta que as pessoas têm opções à utilização do carro, dando prioridade, quer aos meios de mobilidade suave, quer ao transporte público. A Parques Tejo foi, durante muitos anos, uma empresa de estacionamento, mas estamos a fazer uma evolução positiva para trazer outro tipo de respostas de mobilidade. O que eu posso dizer hoje é que temos muito ainda para fazer e aquilo que estamos a fazer está a ser feito com uma base de sensibilização, para que mais pessoas tenham conhecimento”.

Projetos para o LIOS e SATU já estão concluídos e aguardar por concurso público

Novamente de acordo com Dina Aguiar, estas medidas junto dos mais novos juntam-se a outros projetos postos em prática pela autarquia de Oeiras, tais como a reativação do SATU e o LIOS. Sobre estes dois projetos estrurantes para Oeiras, o presidente daquela autarquia, Isaltino Morais, referiu, aos jornalistas presentes, no final da cerimónia, que o projeto para o LIOS “está praticamente concluído”, ficando a aguardar a abertura do concurso público. Já o SATU, que vai ligar Paço de Arcos a Massamá, no concelho de Sintra, Isaltino considera que esta é “um meio de transporte fundamental” e que apenas aguarda pelo concurso público para a execução da obra.

“É um investimento na ordem dos 104 milhões de euros, e eu espero que este concurso público abra ainda este ano”, reforçou o autarca. No entender de Isaltino Morais, é também importante modernizar a Linha de Cascais, que tem perdido utilizadores ao longo dos anos, bem como a instalação de uma faixa de trânsito rápido (BRT) na A5. “A Brisa necessita de fazer novas faixas de rodagem para acolher o BRT”, explica o presidente da Câmara de Oeiras, admitindo que esta será uma solução que deverá não ser concretizada a curto prazo.

Aproximar as políticas dos cidadãos

“Com o BRT na A5, a modernização da Linha de Cascais, a construção do LIOS e do SATU, damos um salto gigantesco na mobilidade, não só em Oeiras, mas também em Sintra, Cascais e em Lisboa, porque tem impacto nestes conceitos todos. A Ministra do Ambiente está inteiramente informada sobre esta matéria e temos discutido esta questão, temos tido, da parte dela, um apoio extraordinário e estou convencido que ela está mais do que sensibilizada para este problema. Para atingirmos as metas ambientais a que nos comprometemos, é fundamental que no terreno as coisas aconteçam. Aliás, já na próxima semana vou ter uma reunião com a Ministra do Ambiente para discutirmos exatamente o LIOS e o SATU e, ainda o alargamento do Ribeira de Algés”.

Sobre a utilização do transporte público em Oeiras, o autarca ressalvou que a “entrada em da Carris Metropolitana e da Transportes Metropolitanos de Lisboa veio trazer uma melhoria muito significativa do transporte público aqui em Oeiras. Por exemplo, no espaço de seis meses, houve um crescimento na ordem de 30% na utilização do transporte público”, referiu Isaltino Morais, que reforçou ainda, no seu discurso, que a autarquia “tem vindo a investir na construção e expansão da nossa rede ciclável, criando melhores condições para que a bicicleta seja uma verdadeira alternativa nas deslocações do dia-a-dia. Temos vindo, igualmente, a desenvolver um ecossistema de mobilidade sustentável”, dando como exemplo as bicicletas partilhadas, “que aproximam este meio de transporte dos cidadãos, facilitando o seu acesso a soluções de mobilidade sustentável”.

“Acreditamos que uma cidade sustentável não se constrói apenas com infraestrutura, constrói-se com educação, com participação, com inovação, e constrói-se, acima de tudo, com pessoas. As alterações climáticas representam um dos nossos maiores desafios e exigem respostas concertadas entre governos, municípios, empresas, escolas e os cidadãos”.

Oeiras entregou carta de compromisso aos ciclistas da COP31

A iniciativa terminou com a partida dos ciclistas da COP 31, mas, antes desta ação, Isaltino Morais entregou, ao coordenador da Bike Ride, a carta de compromisso do Município de Oeiras, na qual autarquia reafirma o compromisso com as políticas públicas de adaptação às alterações climáticas, promoção da mobilidade sustentável e sensibilização ambiental. Ao entregar a carta, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras afirmou que o concelho pretende continuar a transformar intenções em medidas concretas. O autarca destacou ainda que a COP Oeiras Valley tem ainda contribuído para desenvolver “capacidades de liderança, de participação, de entreajuda e de trabalho em equipa”, o que explica o sucesso crescente da iniciativa.

Guillaume Otrage, que embora este ano apenas faça o percurso em Portugal, recebeu em mãos a missiva, garantindo que esta será entregue durante a conferência em Antália. Os participantes na COP Bike Ride partiram saíram do Porto de Recreio de Oeiras até Algés. Depois disso, seguiram para Lisboa. No segundo dia, os ciclistas irão desde Lisboa até ao concelho de Loures. No terceiro dia, seguem para Vila Franca de Xira, passando por Samora Correia antes de entrar no Alentejo. Esta jornada em Portugal irá durar cerca de uma semana, sendo que depois a comitiva entrará em território espanhol via Badajoz. Por sua vez, sobre o projeto ‘Bike Bus’, Mara Duarte reforçou ainda, ao nosso jornal, que tem um balanço “absolutamente positivo, atualmente temos mais de 200 crianças envolvidas e é aqui que se começa, através da sensibilização dos mais jovens, que vão levar esta mensagem aos pais”.

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