A estação Cais do Sodré estará encerrada ao público entre 8 e 26 de agosto, devido a trabalhos de sinalização ferroviária para a construção da futura linha Circular do Metro de Lisboa.
Durante o período de encerramento, a circulação na linha Verde será assegurada entre Telheiras e Baixa-Chiado, nos dois sentidos.
Como alternativa, os passageiros poderão utilizar a estação Terreiro do Paço da linha Azul ou recorrer a vários serviços da CARRIS que ligam diferentes pontos da cidade ao Cais do Sodré, incluindo os autocarros 760, 208, 728, 735, 781, 782, 206, 210, 15E, 25E, 774, 732, 736, 207 e 758.
O encerramento é necessário para a realização de trabalhos que visam assegurar a compatibilidade da nova infraestrutura da linha Circular com a rede existente.
A linha Circular, prevista para entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2027, ligará o Rato ao Cais do Sodré, acrescentando mais de dois quilómetros à rede e incluindo as novas estações Estrela e Santos.
Este projeto unirá as atuais linhas Amarela e Verde, criando um anel circular no centro de Lisboa, que reforçará a oferta do metropolitano, reduzirá tempos de deslocação e facilitará a ligação ao transporte ferroviário da Linha de Cascais e ao transporte fluvial no Cais do Sodré.
A nova linha permitirá ainda o acesso direto às ligações ferroviárias urbanas de Sintra, Azambuja e Setúbal, bem como aos serviços regionais em Entrecampos, sem necessidade de transbordo.
Este investimento integra-se no Plano de Expansão e Modernização da Rede do Metro de Lisboa, que inclui também o prolongamento da Linha Vermelha, a construção da Linha Violeta, a implementação do sistema de sinalização CBTC e a aquisição de novo material circulante.
Segundo o Metropolitano de Lisboa, estes investimentos contribuirão para reorganizar a mobilidade metropolitana, aumentar a utilização do transporte público, reduzir a dependência do transporte individual e diminuir as emissões de CO₂, melhorando a qualidade do serviço prestado.
O Metropolitano reconhece os incómodos provocados pelas obras, mas destaca que são essenciais para construir um metro melhor e servir Lisboa de forma mais eficaz. “Porque o futuro é sempre a próxima estação”, refere a entidade.







