Com o objetivo de compreender quantas pessoas vivem com doença renal crónica (DRC) em Portugal, onde se encontram e quais são as suas principais características clínicas e sociodemográficas, o estudo de prevalência nacional integrado no Projeto HÉRCULES está, durante esta semana, a decorrer em várias regiões do país. Na AML, equipas especializadas estão no terreno em Algueirão-Mem Martins, Pontinha, Lisboa, Oeiras e Almada, a contactar residentes adultos porta a porta.
As equipas encontram-se a contactar residentes em Algueirão-Mem Martins, Pontinha, Lisboa (nas zonas da Estrela, Campo de Ourique, Carnide, Telheiras e Lumiar), Oeiras e Almada.
Nos próximos dias, equipas qualificadas de uma empresa global de referência na realização de estudos epidemiológicos — a IQVIA — estarão a percorrer estas cidades porta a porta, convidando residentes adultos a participar.
A seleção é aleatória, pelo que qualquer pessoa poderá ser contactada. A participação é voluntária e simples, e decorre em três etapas: um questionário no domicílio, que consiste numa breve conversa sobre saúde geral, hábitos de vida, fatores de risco conhecidos e antecedentes médicos; a visita a um laboratório, agendada após o questionário, que inclui a realização de análises simples e avaliação de peso, altura e cintura, e a eventual confirmação dos resultados das análises, que, caso haja resultados alterados na primeira avaliação, requer repetição dos testes ao fim de pelo menos três meses.
Portugal sem dados nacionais recentes
Apesar de se estimar que a DRC afete até 10% da população adulta, Portugal não dispõe de dados nacionais recentes e abrangentes sobre a real dimensão do problema. Esta lacuna dificulta o planeamento de estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento
O estudo, um projeto da farmacêutica Boehringer Ingelheim, com apoio da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) e da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), visa colmatar esta falta de informação e irá incluir cerca de 3.000 participantes, representativa em todo o território continental, Açores e Madeira, para identificar corretamente casos já diagnosticados e as pessoas que possam estar a viver com a doença sem o saber.
A multinacional lembra a importância de os cidadãos contactados participarem no estudo. “Se for contactado por uma equipa do estudo, a sua participação pode fazer a diferença para uma melhor compreensão e resposta a uma das doenças crónicas mais prevalentes e menos conhecidas em Portugal”.
Para mais informação sobre este estudo, AQUI
Foto de capa: Boehringer

