Presidente da Câmara de Almada decreta Situação de Alerta devido a pressão no abastecimento de água

A Presidente da Câmara Municipal de Almada decretou a Situação de Alerta no município devido à pressão sem precedentes sobre o sistema de abastecimento de água provocada pelo aumento significativo do consumo.

Esta decisão foi tomada na sequência de uma reunião de trabalho com a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e a Agência Portuguesa do Ambiente, com o objetivo de avaliar a situação e coordenar soluções técnicas para reforçar a capacidade de resposta do sistema.

Os dados indicam que o consumo médio em Almada ultrapassa os 300 litros por habitante por dia, quando a média nacional é cerca de 180 litros. Até junho de 2026, o consumo no concelho aumentou em média 4,3%, com os maiores acréscimos nas freguesias da Charneca de Caparica (+15,2%), Sobreda/Lazarim (+15,0%) e Costa da Caparica (+14,2%).

Para responder a esta situação, foram reforçadas várias medidas, incluindo o aumento da monitorização do sistema e dos níveis dos reservatórios, reforço das equipas técnicas para deteção e reparação urgente de fugas e roturas, e o aumento das equipas de fiscalização para prevenir consumos abusivos e utilizações ilegais de água.

Está também garantido o abastecimento a equipamentos e serviços essenciais, como hospitais, centros de saúde, lares e bombeiros, e disponibilizados meios alternativos, como camiões-cisterna, nas zonas onde seja necessário.

Foi ainda decidido que será realizado corte total do abastecimento em determinadas zonas do concelho entre as 22h00 e as 06h00, com aviso prévio aos munícipes para que possam organizar o seu quotidiano, incluindo informação sobre possíveis alterações na duração dos cortes.

Durante o período de Situação de Alerta, ficam proibidas todas as utilizações de água da rede pública que não sejam domésticas ou essenciais, nomeadamente a rega de jardins públicos e privados, campos de golfe, lavagem de viaturas, enchimento de piscinas, uso de chuveiros e lava-pés em zonas balneares, funcionamento de fontes ornamentais e lagos artificiais, lavagem de pavimentos exteriores e outras utilizações recreativas ou não indispensáveis.

Está ainda a ser avaliada a possibilidade de adotar medidas adicionais, incluindo a suspensão temporária de atividades ou equipamentos municipais consumidores de água, caso seja necessário para acelerar a recuperação do sistema.

Os SMAS de Almada e a Câmara Municipal afirmam que irão acompanhar permanentemente a evolução da situação, divulgando informações regulares sobre o estado do sistema e as medidas em vigor.

É sublinhado que “cada litro de água poupado contribui para proteger o abastecimento de todos” e que só com o contributo de cada cidadão, empresa e instituição será possível ultrapassar este momento e regressar à normalidade o mais rapidamente possível.

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