O ORKAN, embarcação de inspiração viking com cerca de 28 metros, chegou a Lisboa depois de navegar pela costa portuguesa, passando por Vila Real de Santo António, Sines e Setúbal.
A iniciativa, promovida pelo Instituto Português de Arte e Cultura (IPAC) com o envolvimento da Junta de Freguesia de São Vicente, proporcionou a mais de 200 pessoas a oportunidade de visitar a embarcação, conhecer a tripulação e contactar com a memória marítima que o ORKAN representa.
Durante a sua permanência em Lisboa, o ORKAN esteve atracado na Doca de Alcântara e foi motivo de grande interesse, com milhares de pessoas a observarem a sua passagem pelo rio Tejo desde vários pontos da cidade e de embarcações.
O projeto visa cruzar património marítimo, investigação histórica, cultura, navegação tradicional e participação das comunidades, retirando o património do espaço exclusivamente contemplativo e colocando-o em movimento junto das populações.
Além das visitas, realizou-se no Museu da Água – Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos um encontro dedicado ao mar, ao património, à história e às condições de navegabilidade da costa portuguesa, onde foram discutidas as experiências da tripulação e a importância do património marítimo.
O IPAC destacou que “durante alguns dias, Portugal não está apenas a recordar a sua História marítima. Está a vê-la navegar novamente diante dos seus olhos.”
A viagem do ORKAN recorda a presença dos navegadores nórdicos na fachada atlântica da Península Ibérica há mais de mil anos, assim como a continuidade histórica das rotas marítimas europeias.
A partida do ORKAN de Lisboa está prevista para 24 ou 25 de agosto, dependendo das condições meteorológicas e marítimas, com destino a Peniche, seguindo depois para o Porto. O percurso português estabelece uma ligação marítima de sul para norte: Vila Real de Santo António, Sines, Setúbal, Lisboa, Peniche e Porto.

