Avenidas Novas acolhe Festival da Madeira até ao dia 20

A Junta de Freguesia de Avenidas Novas inaugurou no dia 11 de setembro mais uma edição do Festival da Madeira, no Jardim do Arco do Cego, em Lisboa. O autarca Daniel Gonçalves sustenta que este evento constitui oportunidade para os visitantes contactarem mais de perto com a identidade madeirense e a diversidade cultural do país. O Festival da Madeira mantém as portas abertas até ao dia 20 de setembro. 

 No final de tarde, as longas filas para as senhas que dão acesso à compra de produtos madeirenses anunciavam já que os lisboetas apreciam as iguarias vindas diretamente do arquipélago.

Filipe Barros tem o rosto coberto de suor. Está concentrado na tarefa de fazer as típicas ponchas madeirenses para servir um público sedento, que aproveitou para assistir ao último concerto do Festival Hot Jazz e também para degustar os produtos típicos da Madeira.

O barman despacha o “OL”, dizendo que “não tem tempo para grandes explicações”, mas admite não ter tido mãos a mediar para servir quem procura a sua barraquinha para provar o famoso cocktail.

O espaço comercial de Ana Cristina Barbosa está mais calmo. A empresa de comércio Produtos da Madeira – Albano Almeida LDA, fundada em 1962 pelo seu avô, foi das primeiras lojas a comercializar e a distribuir produtos madeirenses no continente, abrindo uma sucursal no Casal de São Brás, na Amadora.

Para além da doçaria, onde se destaca o bolo de mel de cana, não faltam nas prateleiras os refrigerantes feitos à base de maracujá e, claro, o vinho da Madeira (vendido sob a sigla inglesa Madeira Wine), mas também as cervejas da marca Coral, poncha engarrafada, e os produtos congelados, como o peixe de espada preto, as lapas e os bifes de atum, entre outras especialidades que vieram diretamente do arquipélago.

A empresária sustenta que é objetivo da companhia “trazer um bocadinho da ilha para Portugal continental”, mas que é também propósito ajudar a divulgar o património cultural e gastronómico da terra que a viu nascer.

Por outro lado, o evento funciona como um “íman” para atrair “os madeirenses que estão espalhados pelo continente”, celebrando um regresso a “casa”, no coração da cidade de Lisboa.

Ana Cristina Barbosa enaltece a organização do Festival e tem uma palavra de gratidão para com a Junta de Freguesia Avenidas Novas, pelo “interesse e empenho” em trazer “até uma das principais zonas da capital” a “diversidade cultural” e a promoção da riqueza cultural “presente em todo o país”.

“Sucesso enorme”

Em declarações ao “OL”, o presidente de Junta de Freguesia das Avenidas Novas, Daniel Gonçalves, sustenta que o evento “tem sido um sucesso enorme”, gerando “filas intermináveis” para se poder provar as iguarias da Madeira.

O autarca disse que este encontro, “do melhor que se produz na Madeira com os lisboetas”, pretende proporcionar aos visitantes uma oportunidade de conhecer, celebrar e vivenciar a identidade madeirense, através de uma programação dedicada à gastronomia, à cultura e ao artesanato da Região Autónoma da Madeira.

Daniel Gonçalves reforça que o evento “é aberto a toda a comunidade” e tem como objetivo “ser um espaço de encontro, partilha e valorização das tradições madeirenses, aproximando a cultura da Madeira dos lisboetas e de todos aqueles que visitam a cidade”.

A iniciativa assume também um particular significado no contexto das Comemorações dos 50 Anos das Autonomias, contribuindo para assinalar este marco histórico e reforçar os laços culturais e institucionais entre a Madeira e o restante território nacional.

Para Daniel Gonçalves, “a realização deste festival constitui uma oportunidade para celebrar a riqueza e a diversidade da cultura madeirense, promovendo simultaneamente o encontro entre comunidades e a valorização do património cultural português”.

Com esta programação, sublinha o autarca, a Junta de Freguesia de Avenidas Novas “reforça a sua aposta na cultura, na tradição e na coesão territorial enquanto instrumento de proximidade, participação e valorização da diversidade cultural portuguesa”.

A terminar, Daniel Gonçalves aproveita para convidar toda a comunidade a marcar presença no Jardim do Arco do Cego, em Lisboa, e a participar nesta celebração da música, da cultura e das tradições das ilhas da Madeira e Porto Santo.

O evento decorrerá diariamente até ao dia 20 de setembro, das 12h00 horas às 23h00 horas, e faz parte do programa das Comemorações dos 50 Anos das Autonomias.

 

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