Portela da Azóia “cumpriu sonho” de dar início ao ano letivo com escola nova

A comunidade da Portela da Azóia viu concretizada uma das reivindicações mais antigas. A inauguração da nova Escola Básica e Pré-Escolar da Portela da Azóia contou com a presença do Executivo Municipal em peso. Durante os discursos, foram relembrados os entraves que protelaram a requalificação da Escola durante quatro décadas, mas Ricardo Leão comprometeu-se a não deixar esquecer que o concelho tem ainda mais 6 escolas para reconstruir.  

Inaugurada na segunda-feira, dia 28, a nova Escola Básica e Pré-Escolar da Portela da Azóia, em Loures, vai servir 267 alunos, representando um investimento de 6,5 milhões de euros. O novo equipamento escolar vai agregar as escolas EB Júlio Dinis e EB Fernando Pessoa, que se encontravam “degradadas”, sendo que uma das salas será destinada a crianças com necessidades educativas especiais.

Em termos estruturais, o novo equipamento escolar foi construído em dois pisos, “adaptando-se de forma harmoniosa à topografia do terreno”, sendo que no piso inferior ficarão localizadas as salas do jardim-de-infância, de atividades e refeitório, enquanto o superior irá acolher as salas do primeiro ciclo, o ginásio/sala polivalente e a biblioteca.

A Câmara Municipal de Loures refere que os espaços comuns, como o campo de jogos, a biblioteca e o ginásio/sala polivalente serão disponibilizados à comunidade, “promovendo a integração e o desenvolvimento social”.

Em termos globais, a construção da nova Escola Básica e Pré-Escolar da Portela da Azóia representou um investimento de 6,5 milhões, dos quais 2 milhões foram financiados no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Em termos estruturais, o novo equipamento escolar foi construído em dois pisos, “adaptando-se de forma harmoniosa à topografia do terreno”, sendo que no piso inferior ficarão localizadas as salas do jardim-de-infância, de atividades e refeitório, enquanto o superior irá acolher as salas do primeiro ciclo, o ginásio/sala polivalente e a biblioteca.

A autarquia refere ainda que os espaços comuns, como o campo de jogos, a biblioteca e o ginásio/sala polivalente serão disponibilizados à comunidade, “promovendo a integração e o desenvolvimento social”.

Em termos globais, a construção da nova Escola Básica e Pré-Escolar da Portela da Azóia representou um investimento de 6,5 milhões, dos quais 2 milhões foram financiados no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Sonho cumprido

O novo equipamento escolar de Loures integra nove salas para pré-escolar e 1.º ciclo e reúne as escolas Júlio Dinis e Fernando Pessoa.

O diretor do Agrupamento de Escolas de Santa Iria da Azóia, Ivo Cardoso, sublinhou que a inauguração “é o cumprir de um sonho antigo”, mas também um motivo de “orgulho” por constatar que os seus alunos têm agora um novo estabelecimento de ensino, constituindo “uma nova esperança no futuro”.

Para Ivo Cardoso, a inauguração de uma escola é, por si só, “um dos atos mais nobres e transformadores que uma comunidade pode testemunhar”, uma vez que a “Educação é base de tudo”, defendeu, enaltecendo o papel do vereador da Educação António Marcelino, antigo diretor do mesmo agrupamento, e de todo o Executivo da Câmara, sublinhando a ação de Ricardo Leão, por terem concretizado uma obra há muito aguardada por toda a comunidade da freguesia.

“Esta escola não representa apenas o investimento em tijolos, betão e novas tecnologias. Representa o investimento direto nas crianças e nos jovens que passarão por esta porta”, tendo como propósito ser “uma escola inclusiva e inovadora”, mas também um espaço de “cidadania viva, onde se cultivam valores como o respeito, a tolerância e a solidariedade”.

Elogio de Leão

Num discurso emotivo, o presidente da União de Freguesias de Santa Iria da Azóia, São João da Talha e Bobadela, Samuel Saldanha (PS), destacou que a inauguração do novo edifício representa, também, um lugar de memórias (pessoais), onde o autarca desempenhou voluntariado na Associação de Pais da Portela da Azóia, manifestando ter tido a “experiência própria” de, como pai, ter de deixar “os filhos à porta da escola”.

“Vivi, tal como muitos de vós, muitas das lutas e desafios que esta comunidade enfrentou. Testemunhei, também, a determinação de todos aqueles que nunca desistiram de lutar para que as condições físicas das nossas escolas estivessem à altura dos alunos, professores e de todos os profissionais que diariamente dão o melhor de si”.

Por tudo isto, Samuel Saldanha sublinhou que a inauguração da escola “tem um significado muito especial”, porque representa “o encerramento de um ciclo pessoal e do início de uma nova etapa para a Portela”, que trás “memórias e de quem por ela lutou”, sendo, sobretudo, o início das histórias “que ainda estão por escrever”.

A terminar, o autarca deixou “uma palavra especial” pelo empenho do presidente do Município, Ricardo Leão, na construção do estabelecimento de ensino. “Bem sei aquilo por que passaste para construir esta escola. Por isso, o meu muito obrigado por tudo o que estás a fazer pela Portela da Azóia”, sublinhou.

Dar primazia ao que é prioritário

Ricardo Leão, por seu turno, considerou que a abertura da renovada Escola Gaspar Correia, na Portela, representa a concretização de “um sonho com mais de 40 anos”, depois de “promessas eternas” de avanço das obras, que “nunca haviam avançado”.

“Andei com esta escola em cima das costas porque, na verdade, não havia projeto nem era prioridade para ninguém”, lamentou, explicando que a Escola da Azóia faz parte de um “sonho de renovação” do parque escolar do concelho, “não havendo comparação possível (das obras em curso) com mandato algum (…) De facto, a nossa prioridade é dar dignidade à Escola Pública”, concretizou.

“Esta escola carecia de uma reabilitação há várias décadas. Por essa razão, entendi que deveria ser uma prioridade absoluta na reabilitação do parque escolar do concelho”, afirmou, reiterando que o Município tem no centro da sua ação “a aposta na Escola Pública”.

Para Ricardo Leão, a reabilitação da Escola é, sobretudo, “um investimento nas nossas crianças, nos nossos jovens e no seu futuro”.

Mas, agora, importará “dar vida a este espaço”, assumindo é também objetivo trazer o movimento associativo para dentro da escola.

Ricardo Leão aproveitou para revelar que a intervenção no parque escolar do concelho vai continuar a estar no epicentro da ação municipal, lembrando que, no âmbito da sua vice-presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), foi conseguido “um acordo histórico” que identificou a reabilitação de “mais de 450 escolas” do ensino básico para serem alvo de obras. Ao abrigo deste acordo, Leão revela que as obras da Escola de Pirescoxe foram incluídas num pacote de seis estabelecimentos propostos pela CML. Mas o Governo “mudou as regras” à última hora, causando incertezas sobre as escolas do país que irão ser efetivamente intervencionadas.

Ainda assim, o autarca acredita que nenhuma das seis escolas de Loures “ficará de fora” do novo pacote apresentado pelo Governo, até porque Loures “cumpriu todos os prazos e pagou os projetos atempadamente”, disse, revelando, no entanto, que as entidades do Estado já o terão tranquilizado quanto à concretização das intervenções no parque escolar lourense.

Caso o Governo volte atrás com as suas intenções, Ricardo Leão promete mover uma ação firme de protesto face ao recuo governamental.

Conforme já havia sublinhado em outras iniciativas, o autarca aproveitou para reitera as suas críticas “à desatualização dos rácios” na contratação de pessoal não docente para as escolas, afirmando que a CML está a “substituir-se ao Estado” para assegurar o normal funcionamento das escolas.

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