O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora – Amadora BD 2026 decorre de 15 a 25 de outubro, apresentando 14 exposições e contando com a presença confirmada de mais de 20 autores internacionais.
Entre os artistas destacados estão Peter Van Dongen, Ryan North, Iban Coello, Mansoureh Kamari, Thomas Gilbert, Josep Homs, Guy Delisle e Bruno Brindisi. Vários convidados vão lançar e apresentar novas edições portuguesas, incluindo Craig Thompson, Romain Renard, Andrea Artusi, Sidney Gusman, Jefferson Costa, Zanzim, Marcello Quintanilha, Nzé Esono Ebalé, Pere Ortín, Jolan Thomas, Mateusz Skutnik, Marcin Bałczewski e Mana Neyestani.
O evento inclui uma exposição que celebra os 80 anos de Lucky Luke, explorando o percurso do criador Morris e do seu sucessor Achdé, com homenagens de vários autores europeus, incluindo André F. Morgado e Joana Afonso.
Também comemoram 80 anos os personagens Blake e Mortimer, com uma exposição que destaca o período até à morte do criador Edgar P. Jacobs e o legado dos autores que continuaram a série, através de pranchas e esboços que envolvem os visitantes no universo da espionagem, ciência e ficção científica.
A exposição sobre o Quarteto Fantástico percorre os 65 anos da criação de Jack Kirby e Stan Lee, destacando a importância da série para o universo Marvel e apresentando originais que refletem as histórias e personagens mais emblemáticas, como o Dr. Destino, o Pantera Negra e o Surfista Prateado.
O festival inclui ainda a celebração dos 40 anos de Dylan Dog, personagem criada por Tiziano Sclavi que redefiniu a banda desenhada de terror italiana, combinando horror clássico, introspeção psicológica e crítica social.
Outras exposições abrangem temas variados, como os 25 anos da personagem “O Menino Triste”, a obra autobiográfica de Mansoureh Kamari sobre o Irão em “As Linhas que traçam o meu corpo” e a série franco-belga “Shi” de Josep Homs. A presença de Guy Delisle é assinalada com uma exposição que destaca as suas obras de viagem e jornalismo.
Enerelis, de Patrícia Costa, apresenta um universo de fantasia inspirado na estética do mangá, enquanto a Kingpin Books assinala 20 anos de publicações consideradas clássicas.
O festival também acolhe exposições retrospetivas como Spam Cartoon – A Raiva e o Riso e Reflexões – Ironia, crítica e liberdade de expressão, que abordam temas atuais e políticos com humor e sarcasmo.
A Bedeteca da Amadora exibe a obra vencedora do Prémio Revelação de 2025, “Tales from Nevermore”, uma antologia de histórias curtas de terror e humor que recebeu o prémio Revelação no último Amadora BD.
O Amadora BD 2026 mantém o horário alargado para sessões de autógrafos, incluindo sessões adicionais nas sextas-feiras do evento, e a Hora da BD, que oferece descontos até 15% na compra de livros de segunda a quinta-feira das 18h às 20h no Núcleo Central, no Parque da Liberdade.
O Núcleo Central acolhe a zona comercial, a gaming arena e a área expositiva, onde estarão patentes 11 exposições de autores nacionais e internacionais. A Galeria Municipal Artur Bual recebe duas exposições retrospetivas e a Bedeteca da Amadora apresenta a exposição do álbum vencedor do Prémio Revelação.
O Amadora BD foi criado em 1990 pela Câmara Municipal da Amadora com o objetivo de promover a banda desenhada e realiza-se anualmente, reunindo autores, editores, agentes e colecionadores em sessões de autógrafos, exposições, lançamentos, oficinas e apresentações.
Em 2026, o prémio pecuniário para a Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português aumenta de 5.000 € para 10.000 €, e é instituído o Prémio Revelação com um valor de 3.000 €. A Melhor Edição Portuguesa de Banda Desenhada será também distinguida com a aquisição de 100 exemplares da obra vencedora pelo Município da Amadora.
A cerimónia de entrega de prémios está marcada para 18 de outubro, entre as 18h e as 20h, no Núcleo Central do Parque da Liberdade.



