O Executivo da Junta de Freguesia das Avenidas Novas, liderado por Daniel Gonçalves, apresentou queixa-crime contra os suspeitos de telefonemas e mensagens eletrónicas anónimas que estarão a utilizar estes meios para denegrir a imagem do autarca, propagando “calúnias”, através de perfis falsos nas redes sociais. Foi também denunciada a gravação anónima de uma reunião do Executivo, mas o autor já terá confessado a infração, admitindo “ter sido manipulado” com a intenção de prejudicar a honorabilidade de terceiros. Daniel Gonçalves confirma que tem recebido ameaças anónimas.
Em comunicado, a Junta de Freguesia de Avenidas Novas informa que instaurou processos disciplinares a dois técnicos superiores devido a alegações de assédio e instigação, com suspensão preventiva dos envolvidos por 90 dias, “respeitando as garantias legais”.
Foi também comunicada a não renovação de contratos de vários prestadores de serviços, incluindo um do Gabinete Jurídico.
O documento relata que colaboradores e trabalhadores, bem como eleitos no Executivo e na Assembleia de Freguesia, têm sido alvo de insistentes comunicações eletrónicas e telefónicas anónimas “com calúnias, injúrias e ameaças”, de teor difamatório pessoal e laboral, que estão a criar um ambiente hostil dentro de um serviço que “pretende servir o cidadão”.
Segundo a autarquia, “registam-se, igualmente, ameaças escritas de forma anónima dirigidas ao presidente da Junta Daniel Gonçalves, de forma reiterada”.
Estas medidas, diz a autarquia, foram aprovadas em reunião de Executivo de Freguesia no do dia 23 de setembro.
O presidente da Junta, Daniel Gonçalves, confirma que também recebeu “ameaças anónimas contínuas”.
No início de setembro de 2026, a 5 Divisão da PSP apreendeu dois telemóveis na sede da autarquia, um dos quais “apanhado em flagrante delito”, estaria a ser “usado para gravação oculta de uma reunião” onde se estavam a debater “assuntos delicados”. Segundo a autarquia, a pessoa responsável pela gravação “declarou expressamente” ter sido “manipulada para apresentar denúncias falsas, com o objetivo de prejudicar terceiros inocentes e a reputação da Junta.
Queixa-crime no Ministério Público
Segundo Daniel Gonçalves, as denúncias e provas foram encaminhadas ao Ministério Público para investigação criminal. A Junta de Freguesia Avenidas Novas já apresentou queixa-crime contra os suspeitos e está a colaborar com as autoridades para apurar responsabilidades, especialmente sobre o uso de endereços eletrónicos utilizados “para calúnias e perfis falsos em redes sociais”.
Daniel Gonçalves reafirma “o compromisso com a legalidade, transparência e proteção dos trabalhadores, repudiando qualquer forma de assédio, manipulação, difamação ou ameaça”, sublinhando que “não aceita pressões” que prejudiquem o normal funcionamento da instituição.
A autarquia declara estar “a colaborar integralmente” com as autoridades, “confiando no trabalho das instituições judiciais e policiais”.
Lembre-se que a tomada de posse do Executivo da Junta fico marcado pela falta de quórum, devido à recusa em tomar posse de um elemento que tinha sido “imposto” a Daniel Gonçalves pela fação do PSD de Lisboa, com quem o autarca se incompatibilizou, por entender que estaria a “boicotar” o seu trabalho. Contrafeito, o autarca viu-se na incumbência de aceitar na sua equipa alguns dos elementos que tinha rejeitado inicialmente.
Na altura, Daniel Gonçalves reiterou ao “OL” que não se deixaria condicionar pelas “forças obscuras” que o queriam atirar borda fora.


