A evidência científica mostra que a solidão não desejada e o isolamento social têm impacto direto na saúde física e mental, e que manter relações significativas é um dos fatores mais determinantes para uma longevidade com qualidade. A Fundação Alegria de Viver está a levar a cabo uma série de iniciativas que têm como propósito maior combater a solidão dos mais velhos, proporcionando-lhes conforto emocional e sentimento de pertença à comunidade.
A propósito do Dia Mundial da Terceira Idade, que se assinala a 28 de outubro, a Fundação Alegria de Viver está a promover uma campanha, ao longo do mês de outubro, que tem como propósito dar visibilidade à questão da solidão não desejada e o impacto das relações e da proximidade na vida das pessoas mais velhas e a importância das ligações entre gerações.
Desde 2022, a Fundação Alegria de Viver revela que já promoveu “mais de 870 momentos de convívio, acompanhando atualmente mais de 165 pessoas idosas, com idades entre os 61 e os 100 anos”. Através do trabalho desenvolvido com voluntários, escolas e a comunidade em geral, a Fundação procura combater a solidão não desejada e estabelecer laços de proximidade entre diferentes gerações.
Neste âmbito, a Fundação lançou a ação de sensibilização “Partilha a Voz”, uma iniciativa que tem como finalidade reduzir a solidão não desejada das pessoas mais velhas, promovendo os contactos e a intergeracionalidade como forma de mitigar a solidão dos mais idosos.
No Dia Internacional da Pessoa Idosa, 1 de outubro, a Fundação juntou diversas gerações numa arruada para dar início a um movimento que vai recolher mensagens de voz e fazê-las chegar às pessoas mais velhas ao longo do próximo ano. Tratou-se do lançamento do movimento “Partilha a Voz”, uma iniciativa que pretende promover uma longevidade com qualidade.
Esta ação de sensibilização envolve a comunidade, as empresas, e as escolas numa série de iniciativas destinadas a reforçar a proximidade entre gerações e a reduzir a solidão não desejada e o isolamento social das pessoas mais velhas.
A iniciativa “Partilha a Voz”, convida os participantes a deixarem uma mensagem positiva dirigida a uma pessoa mais velha. A iniciativa decorre em empresas, escolas e na comunidade.
Nas empresas, cada colaborador escreve num mural uma mensagem positiva dirigida a uma pessoa mais velha. Em equipa, escolhem duas ou três dessas mensagens e elegem um porta-voz, que as grava em áudio, com um máximo de 10 segundos cada, e as envia através do formulário da Fundação Alegria de Viver. Ao longo do próximo ano, estas mensagens vão chegar às pessoas da Fundação, e o contributo de cada empresa continua a fazer-se ouvir muito depois de outubro.
Nas escolas, cada turma escolhe uma pergunta dirigida às pessoas mais velhas e debate-a em conjunto. Dessa conversa nasce uma mensagem de voz, com um máximo de 10 segundos, que é depois enviada à Fundação Alegria de Viver. Para assinalar o Dia Internacional da Pessoa Idosa, alunos, professores e funcionários são ainda desafiados a ir para a escola com uma peça de roupa laranja, a cor da Fundação.
A Fundação considera a participação das escolas como “essencial”, porque “a forma como olhamos para as pessoas mais velhas começa a formar-se na infância”. Ao envolver os alunos desde cedo, este desafio ajuda a quebrar preconceitos e a aproximá-los de outra geração, que deixa de lhes ser distante.
Na comunidade, a Fundação Alegria de Viver vai realizar arruadas semanais nas freguesias onde está presente, para dar a conhecer o seu trabalho e tornar visível, através do laranja, a presença do movimento no bairro. Nestas arruadas, serão também recolhidas mensagens de voz de moradores, comerciantes e famílias.
A campanha pretende reunir cerca de 150 mensagens de voz, provenientes de escolas, empresas e da comunidade. Ao longo de um ano, estas mensagens vão chegar regularmente às pessoas da Fundação, para que saibam que há quem se lembre delas.
O lançamento oficial desta ação ocorreu na manhã de 1 de outubro, com uma arruada intergeracional que teve início na Casa Alegria de Viver. Este momento juntou crianças, jovens, voluntários, colaboradores de empresas e pessoas mais velhas, numa caminhada pelo bairro.
Segundo Mariana Carreira, CEO da Fundação Alegria de Viver, “com esta iniciativa pretendemos chamar a atenção de toda a comunidade para a importância de uma longevidade com qualidade, para a promoção da intergeracionalidade e para o papel fundamental da saúde relacional.”
As arruadas continuam durante todo o mês de outubro, todas as segundas-feiras em Belém e quintas-feiras em Algés, contando com a presença dos mais velhos, voluntários da comunidade e com voluntários de empresas.
Programação ao longo de outubro
O Movimento Somos Comunidade continua para lá do dia 1 de outubro. Ao longo de todo o mês, a Fundação vai estar presente em vários pontos da comunidade, como cafés e pastelarias parceiros em Algés e Belém, e vai continuar a recolher mensagens junto de escolas, empresas e da comunidade.
A Fundação Alegria de Viver lança também uma angariação de fundos para garantir a continuidade das suas rotinas, os encontros regulares que reúnem pessoas mais velhas, voluntários e a comunidade. A evidência científica mostra que a solidão não desejada e o isolamento social têm impacto direto na saúde física e mental, e que manter relações significativas é um dos fatores mais determinantes para uma longevidade com qualidade. “Promover a saúde relacional é, por isso, uma forma de cuidar da saúde”, reforça a Fundação.
Todo o movimento será acompanhado nos canais da Fundação, com registos das iniciativas no terreno e vídeos que mostram a reação das pessoas mais velhas ao ouvirem, pela primeira vez, algumas das mensagens que lhes foram dirigidas.
Para tornar este apoio mais próximo, a Fundação convida os interessados a apadrinharem as suas Alegrias, de forma pontual ou continuada ao longo do ano. Cada contributo “permite manter os encontros que já existem e alargar o trabalho da Fundação a mais pessoas mais velhas”. Esta angariação de fundos é feita através do MbWay para o número 913 039 065.
A Fundação Alegria de Viver tem como missão trabalhar junto das comunidades para reduzir a solidão não desejada e o isolamento social, promovendo uma melhoria da qualidade de vida, conforto e momentos de alegria às pessoas mais velhas, incentivando uma longevidade com qualidade num ambiente intergeracional. Tem como visão criar comunidades mais solidárias, inclusivas e participativas, onde ninguém se sinta só e onde nunca é tarde para estar com os seus amigos, vizinhos ou conhecidos e para desfrutar de boas interações sociais, reduzindo a solidão não desejada






