Obras na Capela do Cemitério de Barcarena devolvem “dignidade ao espaço”

Junta de Freguesia de Barcarena requalificou a Capela do Cemitério da localidade, que estava na iminência de ruir. A presidente da Junta de Freguesia, Bárbara Reis, destaca que o espaço tem finalmente a “dignidade merecida” e sustenta que o Cemitério tem capacidade para, pelo menos, mais 30 anos de atividade. A autarca salienta ainda que a Junta já reforçou o equipamento com mais 230 ossários e 138 gavetões.

A inauguração da requalificação da Capela do Cemitério de Barcarena, no dia 29 de outubro, reuniu a comunidade e as autoridades do território. A Capela, um edifício histórico do século XVIII, estava em risco de ruir e a Junta de Freguesia comprometeu-se a requalificar este espaço sagrado dentro do Cemitério.

A requalificação e o restauro da Capela do Cemitério de Barcarena, assim como a conservação do Cristo crucificado e do respetivo mobiliário, foram objeto de um procedimento de consulta prévia aprovado pela Junta de Freguesia de Barcarena em meados de 2026. Foi objetivo da empreitada reverter a degradação acumulada e salvaguardar a função religiosa e cultural do espaço.

A presidente de Junta de Freguesia de Barcarena, Bárbara Reis, refere que a obra era essencial para reconverter esta Capela, datada do século XVIII, num espaço religioso à altura da sua importância histórica e da dignidade merecida. “Esta Capela não tinha tido intervenção qualquer, sendo esta a primeira a ser feita. Desde a cúpula ao telhado, estava tudo em risco de ruir. Provavelmente, já não aguentaria este inverno, porque estava tudo a desfazer-se e a transformar-se em pó. A intervenção foi profunda e compreendeu a parte elétrica, o restauro da imagem de Cristo, e do mobiliário, que já era praticamente inexistente”.

Para a autarca, a concretização da obra resultou do “compromisso assumido em 2021”, reconhece. “Quando me candidatei pela primeira vez, percebi logo que a dignidade deste espaço tinha de ser devolvida à comunidade, aos barcaranenses e a muitas pessoas de fora que visitam o local”.

Novos ossários e gavetões

Bárbara Reis sublinha que está também a levar a cabo um trabalho de requalificação do próprio cemitério. “Há 2 anos, construímos 230 ossários, fizemos o reforço do muro do cemitério para podermos construir 138 gavetões”, disse, reforçando que esta requalificação dos equipamentos do cemitério obedece a “um compromisso assumido com os fregueses”, de poder devolver aos barcaranenses “um espaço com dignidade” para toda a comunidade.

Bárbara Reis sustenta que o Cemitério de Barcarena, ao contrário de muitos outros da Grande Lisboa, não está em risco de sobreocupação. “Temos cemitério para, pelo menos, mais 30 anos. Desde que iniciámos o nosso trabalho na Junta, temos feito o nosso trabalho com muito respeito pelos familiares que têm aqui os seus entes queridos, mas essencialmente respeito pelo espaço. É preciso haver alguma coragem política, para não descurarmos a gestão do espaço. É importante acompanharmos as decisões das famílias, mas não deixar que os restos mortais das pessoas não fiquem esquecidas”, salienta.

O Cemitério de Barcarena tem também um crematório. A presidente da autarquia salienta que este equipamento, que tem gestão própria, “está a funcionar muito bem” e que “há uma relação estreita” entre a Junta de Freguesia, responsável pelo cemitério, e a administração do crematório. “Há um respeito mútuo porque cada um percebe o seu espaço e a relação não podia ser melhor”, conclui.

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