O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, visitou esta manhã, o Hub Criativo do Beato para fazer o reconhecimento do estado atual do projeto e anunciar a nomeação do empresário Nuno Sebastião, como alto comissário do município de Lisboa para a Ciência e Tecnologia.
«Temos que marcar golos na inovação das empresas e, esta fábrica de empresas ou fábrica de unicórnios, onde os jovens empreendedores podem desenvolver as suas ideias e sonhos, pode e deve ser o “trampolim” para os empreendedores criarem grandes empresas», afirmou hoje, de manhã, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, durante uma visita ao Hub Criativo do Beato que, 5 anos depois de ter sido anunciado por Fernando Medina, deverá abrir as portas, 1ª fase, no primeiro trimestre de 2022.
Desta forma, a “Fábrica de Unicórnios” anunciada por Carlos Moedas durante a campanha eleitoral e recentemente na Web Summit deverá materializar-se no Hub Criativo do Beato, explicou o presidente da Câmara Municipal, defendendo que a «primeira prioridade é a inovação». O objetivo de tudo isto, afirma Moedas, é o de trazer a Lisboa «um novo ânimo» e uma melhor concretização entre o sonho dos empreendedores e os detalhes que os levam a ser bem-sucedido.
Questão de localização
Após a visita guiada e em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara defendeu que «faz todo o sentido», a Fábrica de Unicórnios ficar instalada no Hub Criativo do Beato, porque é onde se está a desenvolver «um grande projeto de inovação em Lisboa», tendo, aliás, a sua visita ao espaço servido para perceber onde «encaixar essa ideia», recordando que o Beato está historicamente ligado à historia da industrialização portuguesa, tendo sido nessa freguesia de Lisboa que foi implantada a Manutenção Militar.
Segundo Carlos Moedas, que ouviu várias queixas sobre os atrasos das obras, o Hub Criativo do Beato passa pela reabilitação das antigas fábricas da Manutenção Militar no Beato, que estão a ser transformadas num centro de inovação para empresas criativas e tecnológicas.
Contudo, em resposta as queixas sobre os atrasos existentes, Carlos Medas prometeu «ver como é que podemos agilizar as aprovações, como é que podemos agilizar a capacidade de tomar determinadas decisões, que muitas vezes estão paradas por uma questão de comunicação entre os próprios serviços». «É necessário colocar as pessoas a trabalhar em conjunto», explicou.
Reuniões semanais
A ideia é que a primeira fase desta “fábrica” seja implementada em 2022 e, para isso, Carlos Moedas vai reunir todas as segundas-feiras com as entidades envolvidas na implementação do projeto.
Miguel Fontes, que lembrou que todos os edifícios vão ser intervencionados, adiantou ainda que, em conjunto com a Factory, «que está numa fase de conclusão das obras da primeira parte do edifício», também será inaugurado um espaço central de alimentação, o “Praça” vai ocupar três edifícios do Hub – a antiga Fábrica das Carnes, a Oficina Auto e o Edifício Administrativo. O edifício da incubadora empresas tecnológicas Factory já tinha prometido abrir portas em 2018, mas o prazo foi deslizando até 2022, por causa da pandemia e de reforços estruturais