Bloco de Esquerda quer conquistar a Câmara de Loures com a candidatura de Rita Sarrico

A atriz e produtora Rita Sarrico é a candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Loures. A candidata bloquista faz um ataque cerrado contra a “política autoritária” do atual Executivo camarário de Loures e promete lutar pelos “mais vulneráveis”.

A deputada municipal, atriz e produtora Rita Sarrico, de 29 anos, é candidata do Bloco de Esquerda às eleições autárquicas para “travar política autoritária de Ricardo Leão no concelho”. Rita Sarrico, que é dirigente nacional do Bloco de Esquerda, assume Habitação, Saúde e Urbanismo como prioridades da candidatura bloquista em Loures.

A candidata do Bloco à autarquia de Loures foi eleita em 2021 para a Assembleia Municipal de Loures, tendo coordenado o trabalho autárquico da estrutura local do Bloco desde então.

Enquanto deputada, coordenou a comissão de Educação, Juventude, Cultura e Desporto da Assembleia Municipal e, segundo o Bloco, foi a principal interveniente na defesa do acesso à habitação em Loures, na requalificação do parque escolar do município e na luta por melhores condições de vida para as pessoas mais vulneráveis.

Críticas a Ricardo Leão

“Loures vive uma crise social profunda. Desde que o PS assumiu o Executivo municipal em coligação com o PSD, a gestão do concelho tem seguido uma linha de governação marcada pela conivência com os interesses privados, pela especulação imobiliária e pela falta de respostas para os problemas centrais da população”, aponta Rita Sarrico.

A candidata do BE, sublinha que a sua candidatura quer fazer face a um “executivo que insiste na perseguição aos mais vulneráveis” e clarifica que o Bloco “tem uma posição clara: a melhoria das condições de vida das pessoas do nosso território”.

 

Ricardo Leão impôs no concelho um discurso conservador, discriminatório e de perseguição aos mais vulneráveis. Numa tentativa de esvaziamento da direita no concelho, o PS optou por ensaiar um discurso de extrema-direita, alicerçado no slogan não oficial ‘sem dó nem piedade’ em relação a quem mais precisa de apoio”, acusa a candidata bloquista.

A nível local, reforça o BE, Rita Sarrico tem sido a porta-voz da principal oposição ao atual executivo de Ricardo Leão, denunciando as posições do autarca de perseguição aos mais vulneráveis.

“Exemplos flagrantes desta política foram a ameaça de impedimento no acesso às refeições escolares das crianças cujos pais não conseguissem pagá-las, os despejos violentos sem apresentação de alternativas habitacionais e a aproximação do atual executivo às políticas e discurso da extrema-direita”, acusa.

Segundo o BE, o partido apresenta uma candidatura “combativa, feita de quem nunca virou a cara às lutas essenciais do concelho”. E exemplifica alguns dos combates políticos desta força partidária: “Estivemos na linha da frente na luta pelo direito à habitação, contra a destruição dos serviços públicos e contra a entrega do urbanismo aos interesses dos grandes especuladores. Jamais viraremos costas a quem mais precisa e estaremos aqui, agora como sempre, para defender quem luta pelos seus direitos”, sustenta.

Entendimento com as “forças progressistas”

Para a bloquista, a sua candidatura representa “uma alternativa solidária, humanista e de justiça para Loures, por isso mesmo procuramos junto das forças progressistas do concelho um entendimento para a construção desta alternativa, que coloque as pessoas no centro do debate e que contrarie a política discriminatória e de perseguição do atual Executivo e que responda às urgências da população”, reitera a candidata.

No seu percurso cívico, destaca-se a fundação da estrutura “AçãoReação”, uma organização que tem como principal objetivo atuar como veículo para o aumento da acessibilidade na produção cultural e sua difusão, assim como fomentar o acesso à Cultura de modo mais igual para todos os estratos sócio-económicos, mas também o seu envolvimento em várias plataformas de ativismo como o “ELLA”, a “MídiaNinja” e as “Feministas em Movimento” (FEM).

 

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