A «alma de Lisboa», imortalizada por Norberto Araújo com a canção «Lá vai Lisboa», foi o tema incontornável das marchas populares de 2009 que, nesse ano, ficaram marcadas «pela inovação na programação».Evento mítico das Festa de Lisboa, as marchas populares confundem-se, como salientava a EGEAG, «com o quotidiano da capital», chegando dos vários recantos do centro histórico da cidade, os sons e a animação, «que se convertem em cada ano numa grande explosão de alegria e criatividade» e que se «materializam na presença dos bairros e de novas coreografias das suas marchas» na apresentação no Pavilhão Atlântico (atual Altice-Arena) e, sobretudo, na Avenida da Liberdade.

As 20 marchas a concurso em 2009 lembraram que, durante as festas, «Lisboa lembra o passado», recorda os arraiais «onde Amália era rainha»e «a festa cheira a sardinha e chouriço assado».

«Mas afinal de onde vem este cheiro a Lisboa, que se sente nos arcos e balões que desfilam na Avenida», interrogava-se nesse ano a EGEAG, para responder de imediato que «cheira bem, cheira a Lisboa» e, principalmente, por causa das pequenas histórias de cada bairro e das suas gentes, marcadas em versos que ainda hoje recordamos.

Lisboa «urbanizou» o ritual das festas das colheitas, do ar estival, do solstício de verão e fê-lo desaguar na Avenida da Liberdade, com sabor a rio e a mar, com uma receita única, a que não podia faltar a sardinha, o manjerico e a poesia.

E como dizia a então vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Rosalia Vargas, «as marchas tem sabido reinventar-se ao longo dos anos e, por isso, se transformaram «num acontecimento incontornável da vida social, económica e turística da cidade» e, da combinação da poesia, com arcos, balões e manjericos, com cheiro a sardinha assada, «nasceu a essência das marchas de Lisboa, que as torna imediatamente reconhecíveis». Para a autarca, «esta essência, de figuras típicas, iluminadas por arcos e balões, tornou-se numa marca de Lisboa.»

As Marchas Populares de Lisboa 2009, foram a 66.ª edição das Marchas Populares de Lisboa. Concorreram 20 bairros, entre eles dois novos desfilaram também na Avenida, a Marcha de Belém e Marcha da Baixa. Nesse ano, a marcha convidada foi a Marcha dos Açores.

As marchas entraram em desfile pela seguinte ordem: Infantil da Voz do Operário e marcha dos Mercados ( extra-concurso), Bela Flor, Beato, Olivais, Bairro Alto, Graça, Alfama, Carnide, Madragoa, Campolide, Bica, Lumiar, Castelo, Santa Engrácia, Alto Pina, Belém, Marvila, Baixa, São Vicente, Mouraria, Alcântara.

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