As marchas de Lisboa, criadas pelo cineasta Leitão de Barros, em 1932, são uma das mais antigas e crescentes tradições dos alfacinhas, cimentando-se como testemunho único das vivências dos bairros típicos lisboetas e das suas gentes.

Aliás, é nesta perspetiva que, em 2005 – conforme escrevia na altura a vereadora da cultura da Câmara de Lisboa, Maria Manuela Pinto Barbosa – “as marchas de Lisboa revelam-se de particular importância para a história da capital” e, por isso, nesse ano, celebraram o centenário da morte de Rafael Bordalo Pinheiro e bicentenário do nascimento de Manuel Maria Barbosa du Bocage, figuras relevantes da boêmia e da vida cultural lisboeta.

Nesse ano, como não poderia deixar de ser, as marchas de Lisboa não ficaram indiferentes às celebrações comemorativas dos 750 anos de Lisboa como capital do “reino portugalense”. Com garbo e com”orgulho bairrista”, os marchantes de então evocaram, também, a “catástrofe que em 1775 dizimou grande parte da população alfacinha, destruindo vasto património artístico e urbanístico, mas que, por outro lado, possibilitou o surgimento da baixa lisboeta, onde ainda hoje os marchantes desfilam.

Em 2005, a empresa municipal EGEAG assumia, claramente, “este foi o ano que consagramos a melhoria das condições da música” e, essencialmente, “tivemos uma nova composição do cavalinho, com a inclusão de mais elementos e novos instrumentos musicais, permitindo um melhor desempenho e sonoridade”.

E, foi desta forma que, em 2005, assistiu à projeção da sua história, ao pulsar dos seus habitantes, nas suas mais diversas formas de sentir e viver  a sua Cidade, com paixão e bairrismo.

“A Grande Marcha de Lisboa 2005” foi a “Marcha mais alegre da Avenida”, com música e letra de Eugénio Lopes e Luís Miguel Viterbo, tinha um enfoque especial:

As marchas de Lisboa, criadas pelo cineasta Leitão de Barros, em 1932, são uma das mais antigas e crescentes tradições dos alfacinhas, cimentando-se como testemunho único das vivências dos bairros típicos lisboetas e das suas gentes.

“Com música a tocar

E vinho para animar

Vai ser gritada

Até dar cabo das gargantas”.

E foi ao som deste refrão que os diferentes bairros lisboetas exibiram-se na Avenida.

Nesse ano desfilaram as seguintes marchas:

Infantil da Voz do Operário; Mercados; Ajuda; Alcântara; Alfama; Alto Pina; Bairro Alto; Bela Flor; Beato; Benfica; Bica; Campolide; Carnide; Castelo; Graça; Lumiar; Madragoa; Marvila; Mouraria; Olivais; e São Vicente.

Infantil da Voz do Operário

Classificações das Marchas Populares de Lisboa 2005

Viva as Marchas Populares de Lisboa

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