TRANSPORTES NA REGIÃO DE LISBOA REFORÇADOS

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O regresso progressivo da atividade económica provocou uma maior procura dos transportes públicos na área metropolitana de Lisboa, o que levou a RL e os TST a aumentarem a oferta, voltando ao ritmo de carreiras existentes antes da pandemia.

A partir de amanhã, 11 de maio, a Rodoviária de Lisboa (RL) e os Transportes Sul do Tejo (TST) vão reforçar os serviços públicos de transporte de passageiros na região metropolitana de Lisboa.

A Rodoviária de Lisboa «disponibilizará um acréscimo diário superior a 1000 circulações, nos dias úteis, e cerca de 580, ao sábado, e 530, ao domingo, relativamente à oferta atualmente em vigor», revela um comunicado da Área Metropolitana de Lisboa (AML), passando, deste modo, a praticar os horários de «verão ajustado»

A AML acrescenta que este reforço se vai «sentir, essencialmente, com a ampliação em alguns serviços que têm registado maior procura, sendo repostas as carreiras da RL número 1, 3, 203, 205, 223 e 333.

Este reforço contempla ainda uma «maior frequência das carreiras» 309, 310, 312, 313, 315, 320 e 345. Enquanto, as carreiras 201 e 331 regressam aos terminais do Campo Grande, a 210 volta ao terminal do Colégio Militar.

Transportes Sul do Tejo





Por sua vez, os Transportes Sul do Tejo (TST) procederão ao reforço de horário nas carreiras 108, 182, 195, 201, 222, 230, 317, 403, 410, 412, 415, 601, 709 e 751. Mas, tendo em conta a oferta do serviço fluvial, serão feitos ajustes de horários nas carreiras 184 e 401. O mesmo sucede com as carreiras 227 e 416 que terão, também, os seus horários ajustados.

No processo gradual de melhoria de oferta, está ainda contemplada a ativação das carreiras 616 e 756 (a 776 será desativada, porque o percurso será feito pela carreira 756) e o reforço de horário e extensão de percurso das carreiras 203 e 783. Mais informações no sítio da empresa, em https://www.tsuldotejo.pt/.

Por outro lado, a AML refere que, «durante este período de emergência de saúde pública ocasionada pela Covid-19, a Área Metropolitana de Lisboa, na qualidade de autoridade de transportes, em articulação com os operadores de transporte rodoviário, como é o caso da Rodoviária de Lisboa e dos Transportes Sul do Tejo, procurou implementar soluções que minimizassem os impactos nas necessidades de deslocação de todos os que continuaram a procurar os serviços de transporte público».

Apesar da redução muito significativa de passageiros e de receita do sistema, e tendo em conta as medidas tomadas pelo Governo, a AML reafirma que «cumpriu e adiantou os pagamentos aos operadores, procurando, deste modo, que, mesmo no mês de abril, fosse assegurada uma oferta de serviço dos transportes rodoviários de, pelo menos, 40%, face à que era normalmente realizada».

No entanto, com a retoma progressiva das atividades, e o previsível aumento da procura, a «oferta continuará, também ela, a ser gradualmente ajustada ao longo das próximas semanas», adianta a AML, salientando «tem igualmente trabalhado com os operadores no sentido de se cumprirem todas as regras e padrões de segurança e de boas práticas estabelecidas durante este período, como a utilização de máscara, limites de lotação dos veículos e determinações adicionais de limpeza, higienização e arejamento dos autocarros».

O comunicado lembra, ainda, que foram tomadas medidas de proteção dos motoristas, designadamente a compra antecipada dos títulos de transporte e a minimização da permanência de passageiros na sua zona de trabalho, reafirmando que a AML continuará a diligenciar medidas no «sentido de ultrapassar os atuais constrangimentos, e encontrar soluções, conjuntamente com as autarquias, operadores e governo, que dêem resposta às necessidades de mobilidade da população, de forma fiável e em segurança».

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