O Mosteiro de São Dinis e São Bernardo, em Odivelas, pode acolher um grande Centro Interpretativo de História e alguns serviços municipais. Foi hoje defendido no decorrer da assinatura de cedência deste património à Câmara.
O Mosteiro de São Dinis e São Bernardo, onde funcionava o conhecido “colégio das Meninas de Odivelas”, é, desde hoje, mais um monumento nacional gerido por uma autarquia, neste caso a Câmara de Odivelas.
A secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos, entregou as chaves do Mosteiro de São Dinis e São Bernardo ao presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins, durante a cerimónia de cedência deste monumento nacional, onde funcionava o antigo Instituto de Odivelas, mais conhecido pelo colégio das “meninas de Odivelas”.
O acordo, agora assinado, tem um prazo de 50 anos e implica um investimento por parte do município de cerca de 16 milhões de euros em obras de requalificação , bem como o pagamento de uma renda mensal na ordem dos 23 mil euros.
Na perspectiva do autarca, está cedência “acontece num momento muito particular da vida do concelho – a comemorar o seu 20º aniversário – e pode vir a ser um polo de desenvolvimento e progresso do concelho, criando-se uma nova centralidade na cidade de Odivelas”.
Recordando que Odivelas é um dos oito concelhos, em Portugal, que tem um rei sepultado, Hugo Martins revelou que, após consulta pública, a Câmara vai decidir o destino a dar ao Mosteiro. Das propostas já apresentadas para este monumento nacional, o edil fez questão de realçar a hipótese de implementação de um Centro Interpretativo da História de Odivelas e a instalação de alguns serviços da autarquia.
No entanto, do ponto de vista de Hugo Martins, “a gestão do Mosteiro pela edilidade permitirá, não só a salvaguarda e preservação deste monumento nacional como, sobretudo, colocar este monumento ao serviço da comunidade, partilhando com os cidadãos a sua fruição, após as necessárias obras de remodelação”. E, por isso, o assumir do compromisso “de envolver a população na decisão da ocupação e utilização futura deste património”.
Para Painho Ferreira, nos espaços envolventes do Mosteiro pode ser “criado um grande parque público que, neste momento, Odivelas ainda não tem”.

Azulejos recuperados


