ENTREGA DOS PRÉMIOS DAS MARCHAS POPULARES CANCELADA

A entrega dos prémios referentes à edição de 2023 das Marchas Populares de Lisboa, marcada para a tarde desta quinta-feira, 4 de janeiro, foi cancelada. Para já, sabe-se apenas que o motivo foi a indisponibilidade do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.

Estava marcada para esta quinta-feira, 4 de janeiro, a entrega dos prémios referentes à edição de 2023 das Marchas Populares de Lisboa. Esta cerimónia – que iria decorrer às 19h00 nos Paços do Concelho, foi cancelada, ainda sem nova data para a sua realização.

Para além da entrega dos prémios, seria também divulgado o tema da Grande Marcha de Lisboa 2024. A autarquia informou que a cerimónia foi cancelada devido à indisponibilidade de agenda do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.

A Bica foi a marcha vencedora do concurso em 2023. Em segundo lugar, ficou o Bairro Alto e em terceiro Alfama. Esta última, conquistou ainda os prémios de Melhor Coreografia e Melhor Letra, juntamente com a Bica. De igual modo, ganhou também a Melhor Cenografia, a par com o Lumiar; o Melhor Figurino, tal como Alcântara e Madragoa; a Melhor Musicalidade e Melhor Composição Original, com o tema ‘A Sina do Estivador’.

Esta última categoria foi também conquistada por Carnide, com a marcha inédita ‘A Vedeta é Carnide’.

Alfama contestou resultado de 2023

Recorde-se que a Marcha de Alfama contestou o resultado do concurso e colocou a EGEAC em tribunal. Em causa está o transporte do Arraial (estrutura com fitas com a qual os marchantes interagem) pelos marchantes, quando, segundo a EGEAC, deveria ser efetuado pelos aguadeiros.

Esta ação determinou uma penalização em 10 pontos, fazendo com que Alfama descesse para terceiro lugar no concurso. “Nós saímos [da exibição na Altice Arena] com o Arraial montado. Já que esta figura é obrigatória, fizémos uma coreografia à volta dela”, sustenta ao Olhares de Lisboa o responsável da Marcha de Alfama, João Ramos.

Por sua vez, reforça o responsável, “alguém determinou que os marchantes não podem sair com o Arraial, e nós na Avenida fizémos exatamente a mesma coisa e não fomos penalizados”. Contudo, João Ramos explica que, até então, as regras do concurso não clarificavam este aspeto. Por isso, a Marcha de Alfama não concorda com a penalização. “A ação foi contra a EGEAC, não foi contra ninguém”, sublinha João Ramos. Para já, o processo ainda não avançou, uma vez que o tribunal não está a conseguir notificar o Marítimo Lisboa Clube, coletividade que organiza a Marcha da Bica, por não ter sede.


Responsável da Marcha de Alfama mostra-se confiante

“As Marchas da Bica e do Bairro Alto, como são as marchas que, se tivérmos razão, ficam prejudicadas na classificação, o Tribunal tem de as notificar”, por uma questão administrativa, explica o responsável da Marcha de Alfama. Ao mesmo tempo, adianta que o Lisboa Clube Rio de Janeiro – entidade que organiza a Marcha do Bairro Alto -, já foi notificada há muito tempo.

Por fim, João Ramos diz estar “convencidíssimo que, em termos jurídicos, temos razão”, e que, por isso, a Marcha de Alfama possa vir a conquistar o primeiro lugar. “Se disserem que não temos razão, temos que acatar a decisão”, concluí. Por fim, reitera que “não tem nada contra o Marítimo ou a Marcha da Bica, mas sim contra a interpretação que a EGEAC deu. “Estamos fartos de ganhar a sair com o Arraial, mas este ano fomos surpreendidos”, prossegue.

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